Você sabe o que é autismo?

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem tem fundo branco e nela está um menino com os braços esticados e as mãos pintadas nas cores amarelo, azul, verde, pink, laranja e vermelho. Fim da descrição.
Tudo o que você precisa saber sobre autismo (Foto: Divulgação)

Por acreditarmos que o conhecimento é a principal ferramenta contra o preconceito, no Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo apresentamos essa matéria especial que vai te explicar algumas coisas importantes que vão te ajudar a entender o que é o autismo e porque as pessoas autistas precisam ser respeitadas. 

Basicamente, todo mundo sabe que as pessoas autistas são caracterizadas por sua inabilidade de interagir socialmente, dificuldade no domínio da linguagem e da comunicação e pelo padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

Descrito, pela primeira vez, em 1943, o autismo afeta uma em cada 88 crianças no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), que estima 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, sendo 2 milhões somente no Brasil. 

Dentro do espectro é possível ter pessoas com quadros de autismo associados à deficiência intelectual grave, sem o desenvolvimento da linguagem, com padrões repetitivos simples e bem marcados de comportamento e déficit importante na interação social. No extremo oposto, temos ainda, quadros de autismo diferenciados, como a síndrome de Asperger, que não é caracterizada pela deficiência intelectual nem por atrasos significativos na linguagem, permitindo assim momentos de interação social.

As características do autismo costumam aparecer no primeiro ano de vida, mas podem se desenvolver até os três anos de idade. Por isso, é importante que a família mantenha uma rotina de exames de desenvolvimento com o pediatra durante esse período, já que o diagnóstico é clínico e acontece através da observação direta do comportamento da criança e entrevista com os pais e responsáveis.

Entendendo a criança com autismo

Em geral, as crianças com autismo preferem ficar sozinhas na maior parte do tempo. Elas costumam evitar contato visual e físico, são mais resistentes a mudanças e bastante apegadas a objetos específicos, além de terem hábitos repetitivos.

É importante que a família se mantenha atenta a algumas atitudes, como nervoso excessivo, agressividade, ausência de medo, déficit de atenção, epilepsia e transtorno do sono, entre outros sintomas.

Apesar de alguns estudos indicarem que a causa do autismo possa ter origem genética, é comprovado que alguns casos estão relacionados a infecções virais, deficiência de enzimas ou anomalias cromossômicas. No entanto, pesquisadores ainda buscam um padrão para a origem desse transtorno no organismo.

Apesar de ser um distúrbio crônico, o autismo tem algumas formas de tratamento, que devem ser inseridas na vida da criança, tão logo o diagnóstico seja confirmado. É recomendado que uma equipe composta por profissionais de psiquiatria, fonoaudiologia, terapia ocupacional e educação façam uma avaliação e desenvolvam um programa de intervenção específico para cada caso.

Síndromes mais frequentes

. Asperger: apesar de não haver identificação de um gene específico, ela é considerada uma forma funcional do autismo. A criança com asperger costuma ser inteligente e racional, e não costuma ter atraso na fala ou comprometimento cognitivo grave, apesar de poder desenvolver problemas motores;

. Rett: é uma desordem rara do desenvolvimento neurológico com maior incidência entre meninas. Sua causa está associada a mutações do gene MECP2, que provoca alterações nas funções motora e intelectual, além de distúrbios de comportamento e aprendizado. Crianças com a síndrome de Rett costumam se desenvolver de forma regular entre o sexto e o 18° mês de vida. Após este período, pode haver uma regressão no seu desenvolvimento.

Você sabia que, em quase três anos de existência, a gente já publicou aqui no Portal Acesse, uma série de matérias muito legais e interessantes sobre autismo? Entre elas, destacamos algumas, como a coleção desenvolvida pela Vans especialmente para pessoas autistas e sobre os assentos reservados para autistas no transporte público.

Na área da educação, também já falamos sobre aplicativos específicos e até um robô inteligente que ensina crianças com autismo. Te indicamos ainda a leitura do dossiê sobre autismo do Instituto de Psicologia da USP e a história da editora que lançou uma história em quadrinho que retrata a rotina de uma pessoa com autismo.

Se você quiser saber mais sobre o tema, basta pesquisar a palavra ‘autismo’, aqui no Portal Acesse. E, se gostou deste conteúdo, compartilhe com os amigos e ajude a gente a formar essa corrente da informação pelo bem de todos!   

Portal Acesse

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