Special Olympics: uma história contada por mulheres

Descrição da imagem #pracegover: Foto de Eunice Kennedy Shriver e uma jovem atleta da Special Olympics. Eunice está em pé, atrás da atleta. Eunice é uma mulher branca, de cabelos loiros na altura dos ombros. Ela está vestindo um casaco azul marinho e um lenço vinho no pescoço. A atleta tem síndrome de Down. Ela é uma mulher branca, que está sentada. Ela veste um casaco verde e usa um gorro de lã na cabeça. As duas estão sorrindo. Ao fundo estão algumas pessoas com roupas de frio. Fim da descrição.
Eunice Kennedy Shriver e uma atleta da Special Olympics (Foto: Divulgação)

Você conhece a Special Olympics? Se você ainda não conhece, saiba que se trata de uma instituição mundial, sem fins lucrativos, criada para apoiar pessoas com deficiência intelectual a desenvolverem sua autoconfiança, capacidades de relacionamento interpessoal e sentido de realização por meio do esporte.

Durante o mês de março, a Special Olympics Internacional faz homenagem às diversas mulheres de sua história, afinal, o que começou com a visão de uma mulher, evoluiu para um movimento global que atende hoje mais de seis milhões de pessoas com deficiência intelectual, em 200 países.

A Special Olympics

Em 1968, Eunice Kennedy Shriver, irmã do 35° presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy Jr, fundou a Special Olympics Internacional para dar oportunidade às pessoas com deficiência intelectual, por meio do esporte.

Com a filosofia do desenvolvimento do indivíduo e de sua sociedade, a instituição conta com atletas, com níveis diferentes de habilidade, que participam de diversas competições, em todas as regiões do mundo, durante todo o ano.

Nascida em Brookline, Massachusetts (EUA), Eunice é a quinta filha entre nove irmãos, dentre eles Rosemary, com deficiência intelectual. O esporte, sempre presente na vida da família, unia a todos e, juntas, Rosemary e Eunice nadavam, esquiavam, jogavam futebol e outros esportes, mas haviam opções limitadas para a irmã.

Eunice, que se tornou atleta na faculdade, percebeu que o esporte poderia ser um terreno fértil e comum para unir as pessoas e, então, começou sua luta pela inclusão.

Em 1962, a fundadora da Special Olympics convidou jovens e adultos com deficiência intelectual para um acampamento em seu quintal – evento chamado de Acampamento Shrive, com o objetivo de explorar as habilidades dos participantes.

O evento tomou corpo e, em 1968, aconteceram os primeiros Jogos Olímpicos Especiais Internacionais, em Chicago (EUA).

Pelo site do movimento global, é possível acompanhar tal homenagem. “As Olimpíadas Especiais têm o compromisso de promover a igualdade de gênero e empoderar mulheres e meninas por meio de competições esportivas e de oportunidades em todo o mundo”, afirmam.

Olimpíadas Especiais no Brasil

Há três décadas no país, as Olímpiadas Especiais contam com uma rede de voluntários em todos os nove estados que atuam. É através do trabalho de professores, educadores, técnicos e profissionais da saúde que o movimento se mantém ativo e com todos os cuidados que necessita para acontecer.

Descrição da imagem #pracegover: Foto de Thais em um evento internacional. Ela é uma mulher branca de cabelos castanhos que estão presos. Thais veste uma camiseta amarela e calça verde do uniforme. Ao fundo vemos outras pessoas, entre membros da comissão técnica e atletas, que também estão com camiseta amarela e calça verde. Fim da descrição.
Thais ingressou como auxiliar técnica voluntária em 1999 (Foto: Arquivo pessoal)

Thais Qualio Ferreira Camargo, voluntária da cidade de Vinhedo (SP), começou sua caminhada nas OEB em 1999, nos Jogos Estaduais de São Paulo. Ingressou sendo auxiliar técnica de handebol, vinda de uma instituição parceira, de lá pra cá já teve oportunidade de participar de outros momentos e funções, sendo árbitra, staff, técnica, delegada e chefe de delegação. “Passei por momentos incríveis e inesquecíveis, mas acho que um dos mais marcantes foi durante os Jogos Nacionais em Sorocaba/Votorantin. Todos estavam reunidos no campo aguardando o sorteio para os Jogos Mundiais da Irlanda. Eu não estava acompanhando nenhuma delegação e, por isso, não estava envolvida diretamente com os atletas, mas quando os nomes começaram a ser sorteados pude ver a emoção, alegria e euforia tomar conta dos atletas e isso não tem preço”, declarou.

Descrição da imagem #pracegover: Foto de Raphaela com atletas da natação. Ela está em primeiro plano, fora da piscina, e em segundo plano vemos os atletas dentro da piscina. Na lateral da piscina estão outros dois integrantes da equipe técnica, um homem e uma mulher. Fim da descrição.
Raphaela ingressou como técnica voluntária em 2006 (Foto: Arquivo pessoal)

Para Raphaela Maria Fantin, de Curitiba (PR), não foi diferente. Ela ingressou no movimento em 2006, como técnica voluntária de jogos locais. Em 2014, iniciou sua capacitação junto as OEB e aí alavancou sua rede local, levando mais modalidades para a cidade, fortalecendo parcerias, eventos interestaduais e outros. “Meu primeiro contato, é o mais marcante. Eu ainda era estudante e vivenciei, junto aos atletas, vitórias e derrotas, tive um amadurecimento profissional do que diz respeito às pessoas com deficiência, vi a superação de cada um”, relatou Raphaela.

Se a jornada como voluntária vale a pena, Thais responde. “O mundo pode ser mais fácil, divertido e colorido quando você conhece uma pessoa com deficiência e dá a ela a oportunidade de mostrar todo o seu potencial.”

Acreditada pela Special Olympics International, as Olimpíadas Especiais Brasil atuam nas seguintes modalidades esportivas: atletismo, águas abertas, basquete, bocha, ciclismo, futebol, natação, handebol, ginástica rítmica, tênis, tênis de mesa, vôlei de praia e judô, além dos programas: Atleta Líder (APLs), Escolas Unificadas, Atletas Saudáveis, Atletas Jovens, Programa de Treinamento em Atividade Motora (MATP) e Famílias.

Tendo o país quase seis milhões de pessoas com deficiência intelectual, as Olimpíadas Especiais Brasil possuem 32 mil atletas treinando e 25 mil competindo, durante todo o ano.

Esporte e independência

A Special Olympics tem como filosofia dar oportunidade a todos os atletas, independente do nível de habilidade, promovendo diversas competições, nas mais diferentes regiões do mundo, durante todo o ano.

O programa é conduzido por voluntários e por meio de treinamentos esportivos e competições de qualidade, melhora a vida das pessoas com deficiência intelectual e, consequentemente, a vida de todas as pessoas que as cercam.

Para saber mais, acesse o site das Olimpíadas Especiais Brasil.

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