Segredos da Maternidade Consciente

Descrição da imagem: Foto de uma mulher grávida. A iluminação permite ver apenas a sombra da mulher, que está com as mãos sobre a barriga e, ao fundo, estáo mar. Algumas gaivotas sobrevoam o mar. Fim da descrição.
Entenda a importância da Maternidade Consciente (Foto: Canva)


Andei pensando sobre alguns segredos poderosos da Maternidade Consciente e penso que seja importante deixar claro que adotar esse modelo de educação não violenta e afetiva vai muito além de guiar simplesmente os nossos filhos com gentileza, firmeza, respeito e empatia.

O maternar consciente tem a ver, antes de mais nada, em se olhar diariamente no espelho e ver a MULHER e a PESSOA maravilhosa que está ali, diante de você… E olha, tenha certeza que quando isso fica bem claro as coisas começam a fazer tanto sentido e transformar histórias mais do que VOCÊ pode imaginar! Afinal, para entregar a sua melhor versão para o mundo é preciso estar feliz, realizada e em constante contato consigo mesma. Empatizar consigo, saca?

Na semana passada as minhas filhas ficaram na casa dos avós em São Paulo, e então tive um bom tempo para olhar para mim como pessoa, mulher e profissional. Pude organizar muitas coisas aqui dentro…

A verdade é que fomos treinadas a olhar para fora, cuidar dos outros, agradar os outros, atender aos outros. Sendo assim, especialmente quando nos tornamos mães, pouco a pouco há uma tendência a nos distanciarmos das nossas necessidades primordiais e nos colocarmos em segundo plano. Mas esse é um grande erro!!!

No meu caso, ser estudiosa e apaixonada pelos saberes potentes da Inteligência Emocional me ajuda a lidar com mais leveza com essas pressões e amadurecer continuamente. Mas é fato que tenho as minhas fragilidades também…

Aprendi que não há como ser bom no plano externo se não conseguimos dar conta do que acontece dentro da gente. É o chamado relacionamento intrapessoal, sabe? Aquele mergulho interno que nos permite acessar, resgatar e reforçar nossos valores, princípios, sonhos, talentos e claro, tudo o que precisa ser melhorado para alcançarmos a tão almejada excelência… E esse é um processo que exige constância e perseverança.

Fico muito triste quando recebo mães que nitidamente se esqueceram delas mesmas para atender as demandas das crianças, dos companheiros ou companheiras, dos pais, avós, tios, sobrinhos, gestores ou dos seus negócios… Aos poucos deixaram de se olhar no espelho e ver a beleza da sua trajetória refletida integralmente. E se afastaram de algo que é muito precioso na vida: suas histórias!

Então, ter a oportunidade de ficar uma semana longe das crianças me fez refletir sobre muitas coisas, principalmente o quanto é necessário olhar para mim para que elas tenham uma referência real e positiva de quem sou. Claro que morri de saudade!!! A casa não é a mesma sem elas! Mas de verdade, desejo que todas as mulheres do planeta permitam-se experimentar alguns momentos com elas mesmas para valorizar inclusive a oportunidade de estar AQUI e AGORA!

É indescritível, e precisa ter coragem para encarar que somos muito mais do que apenas mães!

Remanejei a agenda para estar mais disponível para olhar para as minhas necessidades pessoais, investir no autocuidado tão fundamental para fortalecer e ajustar o equilíbrio entre mente, corpo e espírito… Chorar as minhas dores, pois algumas estavam represadas diante de tantos desafios e demandas que por hora foram prioridade…

Sorrir com as alegrias, fotos, livros e projetos apaixonantes que não canso de escrever e implementar… Rever estratégias, recursos, possibilidades. Vibrar com as conquistas!

O melhor de tudo foi o fato de que namorei muito, curti meu marido como há um bom tempo não conseguia devido a todas as mudanças que tomaram conta das nossas vidas com a instalação do isolamento social. E tenho certeza que você bem sabe o que é isso porque esse novo panorama exigiu muito das pessoas “normais” (aqui me refiro a maior camada da população) e especialmente mães e pais que além das suas rotinas comuns que sofreram grandes transformações, absorveram as necessidades fundamentais dos filhos que aí sim, precisavam ser acolhidos, protegidos e priorizados.

Sim, faz parte essencial do “jogo” essa disponibilidade e entrega para guiar as nossas crias pelo caminho que acreditamos e ESCOLHEMOS.

Fato é que foi demais alguns dias só para nós dois!!!️ E se o destino nos presenteou, quem somos nós para não degustar dessa oportunidade, não é?

A família, via de regra, começa por uma escolha muito importante de partilhar a nossa jornada com alguém. É certo que nem sempre é assim, e tudo bem! Mas quando escolhemos seguir juntos na estrada da vida é fundamental honrar essa escolha.

Aprendi que para ser feliz não basta amar. É preciso se deixar amar também, ser cuidada, mimada, protegida, encorajada… E compartilhar os desafios, responsabilidades, tarefas, cuidados e responsabilidades que gerir uma família exige de pais conscientes.

Simmmm, estudar nos permite compreender que precisamos quebrar os padrões impostos pelas gerações passadas de que para ser mãe temos que engaiolar nossos sonhos e realizações. É o contrário disso!

Será mesmo que isso funciona assim? Quais mensagens passamos aos nossos filhos quando oprimimos nossos sentimentos, abrimos mão dos nossos projetos, nos acomodamos com o restinho de tempo das agendas dos outros ou nos calamos diante das injustiças?

É tão bom ter alguém com quem contar, dialogar, chorar, abraçar, rir, descobrir e se encantar ao longo da caminhada… A Rede de Apoio, lembra?

Investir na saúde do relacionamento conjugal é imprescindível quando temos consciência que o nosso comportamento e sensibilidades modelam diretamente os padrões que as crianças terão de relacionamentos afetivos e realização pessoal. Percebe?

É tão profundo porque inspiramos muito mais as pessoas do que imaginamos. Além disso também somos mais percebidas e observadas do que supomos! Rsrsrs Eu realmente não sei quem foi que estipulou essa coisa de que a mulher para ser boa mãe precisa se anular e viver a vida em função dos filhos! Creio que este seja um grande equívoco porque quanto mais felicidade, realização, paz e amor você transcende para a família e para o mundo, mais acolhidos, confiantes e seguros os filhos se sentem!

Aliás, as pesquisas mostram que os índices de divórcios crescem após a chegada dos filhos e um dos motivos está justamente na dificuldade que as pessoas encontram em gerir o tempo, priorizar suas escolhas, urgências e especialmente, entender que ser disponível está longe de se colocar num plano inferior ou se anular. Já pensou sobre os motivos?

Qual foi a última vez que tirou uns dias para se cuidar e da pessoa que você ama? Qual foi a última vez que você se permitiu sair com as amigas para dar muitas risadas? Quando foi que você definiu claramente a agenda da família e deixou claro aos filhos que você e seu amor precisam de espaço para cuidar da relação de vocês? Deixando claro que se você é mãe solo a mesma verdade ainda é válida! Você está viva e merece ser feliz!

Maternidade consciente é isso! Ser a mudança que deseja ver no mundo com atitude, autocontrole, autogerenciamento, automotivação, empatia e muito respeito por você e por quem se espelha nos seus passos…

Faz sentido para você?

Vamos juntas?

É preciso cuidar das pessoas para transformar o mundo!

Amor, gratidão e luz,

Roberta Borges

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