Conheça a reptilterapia para pessoas com deficiência?

Descrição da imagem #pracegover: Uma menina está com uma cobra. Fim da descrição.
Saiba quais são os benefícios da reptilterapia (Foto: Divulgação)

Sabemos que a equoterapia é uma intervenção terapêutica realizada com os equinos. Mas, você sabia que existe uma técnica chamada reptilterapia que pode ser usada no tratamento de pessoas com deficiência?

Entre as terapias com animais também destacamos a pet terapia, realizada com cães, coelhos e aves, entre outros. No entanto, a reptilterapia é bem diferente, porque a intervenção acontece com répteis, que são animais de sangue frio, com escamas. Por isso, eles fornecem uma propriocepção tátil diferente dos peludos.

A importância da reptilterapia

Os répteis têm um grande poder calmante, possibilitando as pessoas com deficiência novas interações, pois são animais inusitados que não se costuma ver todos os dias e muito menos manusear, tocar, além de ser uma grande quebra de paradigma.

Serpentes, cobras, iguanas, jacarés, jabutis e outros répteis fazem parte das sessões de reptilterapia.

Mas, e quem tem fobia por serpentes?

Será que é uma fobia ou associamos a um animal perigoso devido a nossa história ou cultura… Afinal sabemos que não podemos manusear os animais silvestres, principalmente os répteis por aí… num local de ambiente natural desses.

Mas, a jiboia da reptilterapia é extremamente dócil, aonde começamos a perceber e ensinar a não julgar pelas suas aparências, as coisas, os seres, ou pelo que ouviram falar, além de ser uma forma educativa de trabalhar o bullying entre as pessoas com deficiência, crianças e adultos.

Quais animais podem participar da reptilterapia?

Descrição da imagem #pracegover: Uma tartaruga está no chão e tem letras coloridas formando a palavra 'tartaruga' em cima do seu casco. Fim da descrição.
Saiba quais são os benefícios da reptilterapia (Foto: Divulgação / Walking Equoterapia)

Os animais do projeto de reptilterapia apresentam registro no IBAMA, nenhum animal sofre qualquer tipo de agressão ou maus tratos e ainda a atividade é acompanhada pelo biólogo responsável Diego Sanches especialista em répteis e comportamento animal, além dos profissionais específicos em terapias como a fonoaudióloga Andréa Ribeiro, entre outros de acordo com o prognóstico da pessoa com deficiência e os objetivos a atingir. O biólogo Diego manipula os animais e os terapeutas direcionam a terapia.

Em intervenções de alongamento as cobras são bem utilizadas, porém a orientação do biólogo sobre a força e comportamento do animal é muito importante! O biólogo que escolherá a cobra de acordo com a proporção do tamanho e a força para a pessoa com deficiência.

No projeto os animais regularizados pelo IBAMA para a intervenção terapêutica são: 4 lagartos Teiu; 2 lagartos Iguana; 9 cobras; 8 jacarés de Papo Amarelo; 4 cágados; 3 jabutis; e 2 tartarugas de Barbicha.

Essa terapia já era realizada fora do Brasil num hospital psiquiátrico na Inglaterra com répteis para o tratamento de doenças mentais, foram essas informações que Andréa Ribeiro conheceu por uma colega de profissão, que trouxe essa informação de viagens, além de outras pesquisas aonde a reptilterapia era utilizada nos EUA e em massagens com serpentes no Norte de Israel ADA Barack, contudo a terapia fornece efeito relaxante, estimulante e calmante, como também de potencializar a estimulação da produção de hormônios como a endorfina (importante para a estabilização do humor, bem estar, melhora do sistema imunológico, disposição física e mental, entre outros.

Os répteis não têm cuidado parental com seus filhotes, não cuida, têm seus filhotes e deixam sozinhos para aprenderem a sobreviver, somente o jacaré cuida um pouco mais, sendo assim é diferente dos mamíferos que são afetivos. Os répteis conhecem quem os trata pelo cheiro e temperatura, estabelece uma relação de confiança mútua. O toque, manuseio, superação, autoconfiança, autoestima, adrenalina, vontade, vencem o medo.

Na fobia sempre se trabalha a educação ambiental, de forma lúdica, respeitando o animal e a pessoa, em sua aproximação até o contato. A relação é sempre de confiança recíproca. Com materiais pedagógicos, de pelúcia, EVA, de borracha, são trabalhados os aspectos do medo e da fobia. Agora se a pessoa apresentar alterações em seu quadro de saúde e o risco for maior que o benefício na reptilterapia, esta não é indicada.

A terapia estimula a linguagem e a fala, por interações com animais inusitados da reptilterapia, na comunicação com os colegas, tentando contar para as pessoas os animais aos quais o paciente teve contato.

Curiosidades: o réptil tem a tendência de ficar parado e isso auxilia no processo de intervenção terapêutica, além das curiosidades em seu corpo, texturas, cores e temperatura.

Alguns objetivos que são alcançados com o auxílio da reptilterapia:

. Ajuste postural;

. Sustentação de tronco;

. Interação;

. Socialização;

. Concentração;

. Atenção;

. Fala;

. Comunicação;

. Aprendizagem.

Algumas indicações para a pessoa com deficiência realizar reptilterapia:

. Quadros motores;

. Quadros cognitivos;

. Quadros emocionais;

. Quadros comportamentais;

. Mutismo seletivo;

. Deficiência visual;

. Deficiência auditiva;

. Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC);

. Distúrbio do Processamento Auditivo Central (DPAC);

. Transtorno do Espectro do Autismo (TEA);

. Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TODA-H);

. Dificuldades e Distúrbios de Aprendizagem.

A avaliação da equipe terapêutica é fundamental para a indicação na reptilterapia. Além de desenvolver uma consciência ambiental através da atividade terapêutica que é lúdica e educacional. O ser humano é trabalhado como um todo no aspecto motor, cognitivo, emocional, afetivo, comportamental e social.

Esse projeto é realizado em São Paulo, no Centro de Equoterapia Walking, em parceria com a empresa SOS Ambiental.

Portal Acesse

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.