PyeongChang 2018: Acompanhe o desempenho do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. O paratleta Cristian Ribera, durante disputa do Esqui Cross-Country. Fim da descrição.
O brasileiro Cristian Ribera (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB)

Os brasileiros Cristian Ribera e Aline Rocha disputaram, na noite desta terça-feira, dia 13 de março, a prova de sprint do Esqui Cross-Country, nos Jogos Paralímpicos de Inverno de PyeongChang 2018, na Coreia do Sul.

Na classificatória, realizada sob alta temperatura para os padrões de competições na neve – por volta de 16ºC -, Cristian terminou em 15º, enquanto Aline ficou em 22º.

Como só os 12 melhores de cada categoria avançavam às semifinais, a dupla não conseguiu passar para a fase seguinte. Agora, os brasileiros voltam a competir no sábado, dia 17 de março, na prova de média distância e no revezamento misto.

 

Jogos Paralímpicos de Inverno

Os Jogos Paralímpicos de Inverno, da Coreia do Sul, são o maior da história e reúnem 567 atletas de 48 países, mais os neutros. Além do Esqui Cross-Country e do Snowboard, estão no programa desta edição o Biatlo, o Esqui Alpino, o Curling em cadeira de rodas e o Hóquei e o Snowboard. Até o dia 18 de março, serão disputadas medalhas em 80 eventos.
Esta é a segunda participação brasileira em Jogos Paralímpicos de Inverno. Além dos atletas Cristian e Aline, nossa delegação conta ainda com o snowboarder André Cintra, que estreou no domingo, dia 11 de março, quando ficou em 10º no Snowboard Cross.

A melhor colocação, até então, nas Paralimpíadas de Inverno, era o 20º lugar de Fernando Aranha na prova de sprint do Sky Cross-Country, em Sochi-2014. O maior resultado nos Jogos Olímpicos de Inverno era um nono lugar no Snowboard, com Isabel Clark, em Turim, em 2006.

 

Classificatórias em PyeongChang 2018

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. O paratleta Cristian Ribera, durante disputa do Esqui Cross-Country. Fim da descrição.
Cristian Ribera durante disputa do Esqui Cross-Country (Foto: Daniel Basil/MPIX/CPB)

Na fase classificatória do sprint masculino, Cristian entrou na pista de 1.1km focado em garantir vaga nas semifinais, reservadas apenas para os 12 mais rápidos dentre os 36 que competiam. A condição da neve, no entanto, e alguns erros durante o percurso, segundo o brasileiro, acabaram o atrasando.

O atleta cruzou a linha de chegada com o 15º melhor tempo (3min17s36), pouco mais de dois segundos atrás do 12º colocado, o norte-americano Andrew Soule (3min15s27), que acabou avançando à final e levando o ouro na disputa. A prata ficou com bielorusso Dzmitry Loban e, o bronze, com o também norte-americano Daniel Cnossen.

“A neve não ajudou. Tinha muito gelo porque hoje esquentou bastante e isso acabou influenciando. Cometi erros básicos, errei na posição do bastão e fiz alguns movimentos em falso, mas acredito que tive uma boa prova na medida do possível”, justificou Cristian.

Durante o percurso, o rondoniense, de apenas 15 anos, ainda levou um escorregão que machucou e fez sangrar seu dedão esquerdo. ”Estava na curva e raspei a mão o chão para não cair, mas faz parte”, contou ele, que estreou nos Jogos no sábado, dia 10 de março, conquistando um inédito e histórico sexto lugar na disputa dos 15km. “A meta era o top 10 no sprint também, mas faz parte do jogo. Ainda temos a prova de média distância (7.5km) e o revezamento pela frente”, concluiu.

No sprint feminino, a paranaense Aline Rocha, 27 anos, teve pela frente 24 adversárias na etapa classificatória. A brasileira, assim como Cristian, também sofreu com as condições do trajeto. “Na prova de longa distância, no sábado, a neve estava fofa e, hoje, muito dura e com algumas poças de água. Tive dificuldade para fazer as curvas, os retornos e eu não tenho tanto controle, acabo derrapando bastante. Mas, considerando que sprint não é a minha prova principal, até que fui bem”, analisou ela, que terminou em 22º com 4min23s13. O pódio da disputa teve a norte-americana Oksana Masters com o ouro, a alemã Andrea Eskau com a prata e a atleta neutra Marta Zainullina com o bronze.

Nesta quinta-feira, 15 de março, a partir das 22h30, André Cintra disputa sua última prova nos Jogos. As disputas são transmitidas, ao vivo, no canal dos Jogos Paralímpicos de PyeongChang.

Modalidades nos Jogos Paralímpicos de Inverno

O Esqui Cross-Country paralímpico é aberto a atletas com deficiência física e visual. Dependendo da limitação física, o esquiador pode usar um sit-ski (uma cadeira equipada com um par de esquis), casos de Aline e de Cristian.

Atletas com deficiência visual competem com um atleta-guia que os guiam por meio de um walkie-talkie. Tanto as mulheres quanto os homens participam de provas de distâncias curtas (provas de velocidade), médias e longas, ou então no revezamento por equipe.

 

 

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