Pesquisa aponta que prática esportiva reduz sintomas do TDAH em meninas

Descrição da imagem #pracegover: Uma menina está na piscina e pratica natação. Fim da descrição.
Pesquisa revela que prática esportiva regular melhora sintomas do TDAH em meninas (Foto: Pixabay)

Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Montreal, no Canadá, aponta que a prática regular de atividade física pode reduzir os sintomas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em meninas com idade entre seis e 10 anos.

O estudo, publicado em setembro do ano passado, contou com a análise de 1.997 crianças. Destas, 991 eram meninas e 1.006, meninos.

O primeiro passo envolveu a aplicação de um questionário aos pais com perguntas sobre a prática de atividades extracurriculares com professores ou instrutores, isso quando as crianças tinham seis anos de idade.

O segundo passo contou com uma entrevista com os instrutores das crianças com 12 anos a respeito do comportamento durante a realização das atividades.

Esporte e TDAH

Com os dados em mãos, os pesquisadores da universidade canadense fizeram associações com os sintomas do TDAH, responsável por atingir a habilidade de processar informações e no aprendizado escolar.

O resultado mostrou que meninas que praticam esportes regularmente melhoram seus sintomas em relação a garotas que participam de forma irregular.

A razão, segundo os estudiosos, é que a prática esportiva melhora a concentração e o relacionamento com colegas, questões fundamentais em um tratamento de jovens com TDAH.

“Portanto, de uma visão de saúde pública, esporte tem potencial de ser positivo, sem rotular e inserindo abordagens que promovem um bem-estar psicológico”, explica Linda Pagani, psicóloga e pesquisadora da Universidade de Montreal.

As diferenças do diagnóstico de TDAH em meninos e meninas

Os especialistas explicam ainda que em meninas, a melhora do comportamento e concentração com a prática de esporte é mais significativa porque em muitos casos a TDAH não é diagnosticada ou é identificada de forma tardia, já que seus sintomas muitas vezes não são notados ou são mais tolerados em casa e na escola.

“Há uma maior prevalência de manifestações disruptivas de comportamento em garotos. Consequentemente, garotos tendem a receber medicamentos mais cedo e os benefícios da prática esportiva acabam sendo mais sutis”, conclui Pagani.

Fonte: Agência Einstein

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