O ‘planejar’ na equoterapia

Descrição da imagem #pracegover: Foto de um cavalo sendo enfeitado com tranças e laços. Vemos apenas uma parte do cavalo. Ele é branco. Ao lado dele está uma pequena cesta de plástico com objetos. Fim da descrição.
Saiba porque o planejamento é fundamental na equoterapia (Foto: Divulgação)

Planejamos tudo em nossas vidas, o nosso cotidiano, a nossa ida ao médico, um casamento, uma festa, os estudos. Na equoterapia não podia ser diferente, passamos por um processo de planejamentos constantes.

O ato de planejar, organizar, programar, projetar é uma constância na equoterapia que nos tira da zona de conforto o tempo todo.

O planejar não é só direcionado às sessões de equoterapia, mas, desde o acolhimento com o praticante, a família na anamnese, triagem, sendo assim para o levantamento dos dados iniciais de elegibilidade da intervenção terapêutica.

Reforçando o que sempre digo, por isso que equoterapia não é passeio a cavalo, onde as pessoas dão voltinhas por lazer. E como equoterapeutas precisamos desmistificar esse olhar do senso comum, pois somos ciência.

É uma amplitude estruturada de fundamentos e organizações constantes, além de estudos, metodologias, didáticas, direcionamentos ao prognóstico.

A pessoa com deficiência passará por um acolhimento inicial, anamnese, triagem, análise documental, trará liberação médica em atestado de saúde e, se necessário, com exames, para sim a efetivação na intervenção terapêutica. 

Mas por que tudo isso?

Descrição da imagem #pracegover: Foto de um cone com vários bambolês e uma bola, no setting terapêutico, que tem chão de areia. Fim da descrição.

Porque a equoterapia é uma metodologia que se não for aplicada com coerência, técnica, conduta, pode não ter boa eficácia ou até trazer prejuízos para quadros de contraindicação através da montaria.

Com a elegibilidade e início na equoterapia, as sessões precisam ser planejadas, com o cavalo ideal, equipamento equoterápico para maior alcance dos objetivos propostos no prognóstico e o profissional correspondente para a queixa principal a ser trabalhada e desenvolvida.

O equoterapeuta vai conhecendo o seu praticante e o que precisa de direcionamentos metodológicos de acordo com a sequência dos atendimentos equoterápicos, com a diversidade em suas condutas e proporcionando esferas no contato com materiais diferentes, sendo estes pedagógicos, de reabilitação, sensoriais, entre outros que oportunizem experiências novas e ganhos na esfera cognitiva, motora, comportamental ou emocional.

Precisamos, como profissionais, sairmos da zona de conforto para os alcances dos nossos objetivos com os praticantes quando os mesmos se encontram estabilizados por muito tempo.

Para alcance dos objetivos na equoterapia, o equoterapeuta precisa sair da zona de conforto e desmembrar suas sessões da rotina de sempre, para descobrir de fato todas as habilidades que o praticante já tem em sua aprendizagem. 

Quando temos parâmetros e conhecemos as habilidades dos nossos praticantes nas esferas dos seus conhecimentos prévios, já adquiridos, aprendizagens motoras, cognitivas, conseguimos realizar as evoluções e relatórios com maior propriedade, sem mensurações subjetivas e opiniões pessoais.

O planejamento significa a redundância de um trabalho metodológico ético, com mensurações plausíveis e de acordo com o real ganho do praticante.

Planejar é cansativo, exige tempo, determinação, querer fazer a diferença, seriedade, responsabilidade, ética, estratégias dedutivas e indutivas, contudo aprender a lidar com os imprevistos, mudanças e as variáveis.

Aprendemos o tempo todo, com o praticante, em todas as sessões de equoterapia, com cada família, entretanto o setting terapêutico traz um contexto amplo de aprendizagens, momentos e construções.

A equoterapia não pode ser comparada somente com a montaria no cavalo, o arroz com feijão, a montaria no cavalo bonzinho e geriatra, sem apoio ou direcionamento profissional nenhum, mas conduzida como uma intervenção terapêutica, técnica, por profissionais habilitados e animais treinados, com equipamentos adequados e nem sempre só a montaria é o foco da intervenção. 

O equoterapeuta precisa se reinventar, treinar o cavalo para as mais variadas propostas metodológicas e muitas vezes trazer a evolução de quadros diagnósticos paliativos com a própria alteração de comportamento profissional, se construindo sempre.

Antes de pensarmos em construção de pesquisas, precisamos pensar em melhorarmos os nossos planejamentos, porque sem as reais dimensões e conhecimentos de todos os desdobramentos técnicos e metodológicos, como alcances, não há dados de estudos.

Portal Acesse

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