Olha para o céu

Descrição da imagem #pracegover: Foto do amanhecer na praia. Na parte inferior está a faixa de areia molhada pelas ondas do mar. Ao fundo o sol está nascendo e na parte superior estão algumas nuvens.
Olha para o céu e veja como a vida pode ser linda (Foto: Bella White / Pexels)

Você costuma olhar para o céu? Sim, parar por alguns instantes e se permitir apenas  contemplar aquela imensidão repleta de sinais, possibilidades, luzes, desenhos, energia e mensagens sublimes quase imperceptíveis…

Faça esse exercício e experimente a indescritível sensação de perceber quão pequeno você é diante do imenso céu azul, da vida e da própria existência. E, ao mesmo tempo, como é grandioso fazer parte disso tudo!

Se possível, vez ou outra, faça isso de mãos dadas com a sua criança. Ouça suas indagações, curiosidades e comentários.

Faz sentido tomarmos consciência de que independente do caos que muitas vezes vivemos, existe um lugar onde encontramos a paz e a força necessária para nos impulsionar a seguir adiante. Pelo menos costuma funcionar comigo! Respire fundo!!!

A verdade é que nem sempre a vida é justa e fácil. Existem dias de sol e lindo céu azul, mas também dias cinzentos, outros escuros e nebulosos. Por vezes, nos vemos diante de terríveis tempestades e os raios, trovões e ventania parecem não cessar e açoitam nossas entranhas causando raiva, agonia, medo, tristeza, nojo… 

Os momentos desafiadores são justamente os que mais movimentam energia criativa dentro de nós. É no turbilhão de emoções que tomam conta da gente nas horas difíceis que encontrarmos os mais potentes aprendizados e as grandes transformações da nossa trajetória. Veja que curioso!

Os conhecimentos da psicologia, da psicopedagogia, da Inteligência Emocional e tantos outros que me constituem como pessoa e profissional, tanto como os anos de vida, que apesar de não ter sequer meio século, me fizeram chegar até aqui (srsrs), demonstram claramente que nem sempre os dias de glória, alegria e sucesso são os mais marcantes na trajetória das pessoas, ou ainda, esses dias chegam após o enfrentamento de grandes e aterrorizantes tempestades. 

Claro que é bom me sentir honrada e útil! Óbvio que é um grande privilégio ser reconhecida por algo que fiz, faço ou conquistei. Qual ser humano normal não gosta de receber elogios, ser aplaudido ou valorizado, não é verdade? 

Afinal, é para isso que vivemos mesmo? Desde pequeninos somos treinados a valorizar apenas as emoções positivas, ou melhor, àquelas validadas como ‘melhores’ pela sociedade. Mas quem foi que disse que sentir medo, tristeza ou raiva é ruim?

Primeiro é importante deixar claro que todas as emoções são genuínas e válidas na conduta humana, desde que devidamente reguladas. 

Aprendi que o sofrimento faz parte do percurso, ele vai se impor de uma forma ou de outra e o importante mesmo é saber como conseguimos viver profunda e criativamente o sofrimento. E ressignificar, se reinventar e seguir adiante.

O medo é fundamental no processo evolutivo e mobiliza forças extraordinárias em nós. É através dele que nossos sistemas de defesa e alerta são acionados e portanto colaboram para que estejamos ‘vivos’ e conectados de algum modo às pessoas, situações e ao meio em que vivemos.

E a raiva? Quantas pessoas vêem a raiva como algo negativo que afasta e limita as pessoas, quando, na verdade, a raiva é justamente uma das emoções mais potentes e transformadoras que existe.

É nela que habita a evolução dos seres humanos, a força para acessar o outro e demonstrar quem somos  com todas as melhores qualidades que temos. 

Observe a criança num momento de birra ou explosão… Quanta força há nela naquele momento? Quanto poder e energia para mudar o rumo das suas ações, escolhas, descobertas, desejos e interesses?

É exatamente nesse instante que ela acessa seu potencial criativo para aprender e evoluir, e portanto, cabe ao seu condutor, guia, mediador, pai, mãe ou educador ter estratégias e recursos suficientes para acolher, ouvir, observar e intervir com assertividade para tornar aquele momento  glorioso em aprendizagem significativa para a sua história. Conduta empática, gentil e respeitosa. 

Sentir raiva é saudável e benéfico ao desenvolvimento humano, desde que as pessoas aprendam a acessar na mesma intensidade o autocontrole e a autoconfiança, utilizando os recursos para autorregulação, para então, acessarem a tão sonhada felicidade e realização. 

Foi na tristeza, no medo e na raiva que encontrei forças e todos os recursos necessários para me tornar mãe. Pois para quem não sabe, sou mãe de sete, embora apenas duas gestações tenham chegado até o fim. E claro que passar por tudo isso me trouxe dores e muitas inseguranças, mas também a força e a coragem necessárias para ir atrás do meu sonho, acreditar, me preparar, investir energia, suor, lágrimas e muitos sorrisos para viver os momentos mais fantásticos da minha caminhada: gestar e ver nascer minhas filhas! 

Ser mãe pode parecer normal para muitas pessoas, mas para algumas é uma grande vitória e um privilégio imensurável. Honre a oportunidade de maternar!!!

Claro, somos seres altamente complexos e singulares, então não há receita que chegue para as bilhões de pessoas que habitam esse planeta. 

A magia está no desejo puro e verdadeiro de querer ser e entregar o melhor de si para o mundo. É um passo de cada vez. E esse poder habita dentro de cada um… Somos incomparáveis!

O que é bom para um nem sempre atende a necessidade ou expectativa do outro. É certo que existem caminhos para fortalecer e ajudar a conduzir a educação das nossas crianças e adolescentes com consciência e clareza daquilo que desejamos para nós, para elas e para o mundo. 

É um cuidar que vem de dentro para fora. Entende?

E se você tiver alguma dúvida, pare tudo e olhe para o céu. Perceba, veja e sinta quão importante VOCÊ É na vida de alguém. Quantas pessoas se inspiram e acreditam em VOCÊ? Então, feche os olhos, respire o mais profundo que puder e agradeça a incrível oportunidade de estar aqui e fazer parte disso tudo.

Cuide-se! Com amor e gratidão,


Roberta Borges 🌻

Portal Acesse

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