Mulheres na política: Luciana Trindade

Descrição da imagem #pracegover: Luciana Trindade. Ela é uma mulher morena com cabeloss castanhos lisos e compridos. Luciana está sentada em sua cadeira de rodas. Fim da descrição.
Luciana Trindade (Foto: Divulgação)

Na última entrevista da série sobre mulheres na política, conversamos com Luciana Trindade, 41 anos, que é candidata a vereadora em São Paulo.

Ela, que tem Distrofia Muscular Congênita, atua como consultora de Diversidade e Inclusão e espera poder atuar em defesa dos direitos das pessoas com deficiência, em especial, as mulheres.

Confira a entrevista exclusiva com Luciana Trindade!

Descrição da imagem #pracegover: Luciana Trindade. Ela é uma mulher morena com cabeloss castanhos lisos e compridos. Luciana está sentada em sua cadeira de rodas e está usando um vestido preto. Fim da descrição.
Luciana Trindade (Foto: Arquivo pessoal)

Você já disputou algum cargo político?
Luciana Trindade: Em 2018 me candidatei ao cargo de deputada estadual. Mas, não fui eleita ao cargo e compreendi que infelizmente o movimento político e parte da sociedade ainda não enxergam as pessoas com deficiência como sujeito de direito. Pensam nas pessoas com deficiência como uma parcela da comunidade que necessita de políticas públicas assistencialistas e não como indivíduo capaz de promover diálogos progressistas capazes de gerar transformação, ou seja, a ausência de apoio ainda está associado à percepção de incapacidade.

Como foi essa experiência como candidata?
Luciana Trindade: A experiência de sair como deputada não foi fácil, mas necessária para um aprendizado. Não havia recursos financeiros, mas havia uma rede de amigos que foram fundamentais na construção da campanha. Me frustrei com uma série de ocorrências, mas não deixei de acreditar. E a política apresenta altos e baixos. Esse processo de 2018 foi um grande aprendizado. A candidatura de pessoas com deficiência é fundamental para a mudança que buscamos. Democracia só se faz com participação.

Quando surgiu o interesse em ingressar na política e a disputar um cargo público?
Luciana Trindade: Um mix de sentimentos positivos e negativos, a minha vida é pautada na ausência de acesso e exclusão. Fui discriminada diversas vezes por ser mulher com deficiência e a vontade de fazer diferente é o que me impulsiona a querer estar na política, porque é possível combater a desigualdade social, mesmo com recursos finitos. Quero estimular a participação de pessoas com deficiência e mulheres na vida pública, pois só através da participação é que de fato faremos a diferença. É preciso ser presente e ativo para ser lembrado, e o espaço político é a porta de entrada para a transformação social que eu acredito que precisa ser feita. Há anos, nós pessoas com deficiência somos sub-representados nos espaços de poder, chegou a hora de sermos protagonistas da nossa história.

Quais suas principais propostas de campanha?
Luciana Trindade: Meu objetivo é trabalhar para modernizar a legislação vigente, principalmente no que se refere às necessidades emergenciais da população com deficiência e seus familiares.

Quais suas expectativas em relação à esse cargo?
Luciana Trindade: A meta é equidade. Trabalhar em diferentes setores da sociedade, para que todas as pessoas sintam-se representadas, assistidas, atendidas, e principalmente respeitadas, não importando suas particularidades. 

O que significa pra você a representatividade feminina (ou a falta de representatividade) na política?
Luciana Trindade: Todas as causas femininas são extremamente importantes. Entretanto, fazer com que a mulher com deficiência saia da invisibilidade e passe a integrar os grupos de discussão, pra mim é a chave. Pois o que tenho observado é que mesmo em grupos onde se discute apenas os temas femininos, a mulher com deficiência nunca é lembrada e assim, não está representada. Então pra mim, a causa mais importante atualmente é retirar a mulher com deficiência do estado de invisibilidade.

Quem são suas referências políticas?
Luciana Trindade: As minhas referencias são Helen Keller, Mahatma Gandhi, porque assim como eles eu luto contra o preconceito e a discriminação, luto pela democracia por participação social das pessoas com deficiência e em especial a mulher com deficiência.

Quais suas expectativas futuras?
Luciana Trindade: Em princípio realizar uma campanha participativa e construtiva para as próximas eleições à vereança da cidade de SP, que demonstre o perfil do mandato coletivo ‘São Paulo Inclusiva’ #SPInclusiva. Faço parte junto com quatro pessoas com deficiência e sou a cabeça de chapa do mandato. Além de participar e idealizar o projeto politico GAI > Gabinete aberto para Inclusão. 

Você pode saber mais sobre Luciana Trindade no Instagram ou no Facebook.

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