Mizael Conrado: conheça o presidente do CPB

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Foto de close de Mizael Conrado. Ele usa um terno preto, camisa branca e gravata verde. Fim da descrição.
Mizael Conrado, presidente do CPB (Foto: Alexandre Magno/CPB/MPIX)

Aos 39 anos, Mizael Conrado é o primeiro medalhista paralímpico a assumir a presidência do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O quarto presidente da história do órgão, Mizael atuou como atleta de futebol de 5, para cegos, e é bicampeão paralímpico pela modalidade.

Natural de Santo André, cidade da grande São Paulo, Mizael nasceu cego e sempre foi apaixonado por futebol. Passou por quatro cirurgias para tentar recuperar a visão, mas, aos 9 anos, teve um deslocamento da retina que o fez perder completamente a visão.

Formado em Direito pela Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), Mizael garante que o interesse pelo futebol começou ainda quando ele estudava no Instituto Padre Chico. “Lá, conheci o futebol de 5. Tive a felicidade de jogar na seleção brasileira por 14 anos, conquistar dois campeonatos mundiais, duas medalhas de ouro em Jogos Paralímpicos (Atenas 2004 e Pequim 2008), e ainda ser eleito o melhor jogador do mundo em 1998”, conta com orgulho.

Fã de Gustavo Kuerten e de Ayrton Senna, Mizael atuou como vice e também como secretário-geral do CPB, na gestão de Andrew Parsons. “Tenho alguma experiência já. Podem esperar bastante trabalho, dedicação e entusiasmo. Trago comigo uma grande responsabilidade. Essas duas últimas gestões conseguiram elevar o Brasil a um patamar muito alto e a gente tem a responsabilidade de manter essas conquistas e tentar avançar ainda mais.”

Entre as prioridades de sua gestão, Mizael destaca que a otimização do uso do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, e manter a visibilidade do esporte paralímpico. “Depois do sucesso do Rio 2016, este é o momento de buscarmos mais parcerias. Esportivamente falando, vamos buscar manter o nosso nível técnico para que, em Tóquio 2020, possamos continuar entre as potências mundiais”, conclui.

 

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