Ação social garante a produção de máscaras acessíveis para surdos

Descrição da imagem #pratodosverem: Uma mulher está usando a máscara adaptada para surdos, que tem um visor transparente na parte da boca. Fim da descrição.
Ação vai garantir a producão de máscaras para surdos e beneficiar cooperativa de costureiras (Foto: Divulgação)

A Fundação Grupo Volkswagen e a BASF estão juntas no projeto para apoiar a produção de máscaras acessíveis para surdos. Produzidas em algodão com visor transparente na região da boca, as máscaras são fundamentais para garantir a acessibilidade para pessoas surdas.

“A ideia nasceu de um colaborador de uma das empresas que fazem parte dos órgãos de governança da Fundação Grupo Volkswagen. Inspirado na iniciativa de uma estudante norte-americana, ele e seu grupo do curso de Mestrado em Gestão da Inovação da Universidade Federal do ABC procuraram a Fundação, em busca de apoio técnico para um protótipo. Não só por termos um projeto de costura, mas também porque a inclusão de pessoas com deficiência é uma das causas que abraçamos”, explica Vitor Hugo Neia, Diretor de Administração e Relações Institucionais da Fundação.

Máscaras para surdos

A partir desse contato, a Fundação Grupo Volkswagen apresentou o desafio a uma das empreendedoras participantes do Costurando o Futuro, projeto voltado à empregabilidade a ao empreendedorismo em comunidades por meio da formação profissional em costura. Além disso, muitos dos itens produzidos e comercializados pelas costureiras são feitos de tecidos automotivos doados pelo Grupo VW e fornecedores que, pela técnica do upcycling, dão origem a bolsas, mochilas e outros acessórios.

Porém, após os primeiros testes, que envolveram pessoas com deficiência de instituições parceiras da própria Fundação, percebeu-se que os plásticos disponíveis no mercado embaçavam no momento da fala, o que dificultava a visualização da boca e, consequentemente, a leitura labial.

A partir disso, a Fundação, por intermédio da área de Qualidade da Volkswagen do Brasil, chegou à BASF, para verificar a existência de algum produto para diminuir o embaçamento.

Tecnologia

Na ausência desse produto, a BASF desenvolveu um filme plástico antiembaçante produzido pela sua parceira Parnaplast, que reduziu consideravelmente o problema.

Além disso, as duas empresas doaram matéria-prima suficiente para a produção de mais de 100 mil máscaras. E as primeiras encomendas, da própria BASF e de associações voltadas a pessoas com deficiência auditiva, já estão chegando.

As máscaras serão comercializadas pelo preço de custo e toda a renda será revertida para as empreendedoras do Costurando o Futuro.

Karina Chaves, gerente de Diversidade e Inclusão da BASF na América do Sul, comenta a relevância da iniciativa. “Uma das nossas prioridades na BASF é desenvolver ações e políticas para fomentar uma cultura inclusiva, por isso, ser parte dessa iniciativa é tão importante para nós. Além de tornar acessível a comunicação para nossos colaboradores com deficiência auditiva e usarmos nosso conhecimento e tecnologia para que as máscaras fossem mais eficazes, também contribuímos para a geração de renda de mulheres em situação de vulnerabilidade social. É um projeto completo.”

“Ficamos felizes em poder contribuir e participar do desenvolvimento dessa solução para viabilizar o projeto, junto com o nosso cliente Parnaplast, e ainda distribuir para colaboradores com deficiência auditiva no Brasil, Chile, Argentina e Colômbia”, afirma Alejandro Bossio, gerente sênior do negócio de Poliamidas para a América do Sul.

Portal Acesse

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