Inclusive: conheça a comunidade idealizada para discutir a educação inclusiva

Comunidade idealizada por pedagogas cearenses propõe compartilhamento de ideias sobre a inclusão de estudantes com deficiência.

Descrição da imagem #pracegover: Logo do Inclusive. A imagem tem fundo amarelo ouro e no centro está escrito Inclusive, em volta de um círculo formado pela ilustração de pessoas com e sem deficiência. Fim da descrição.
Comunidade discute educação inclusiva (Imagem: Reprodução)

Com a proposta de discutir temas relacionados à educação inclusiva, quatro pedagogas idealizaram, há menos de um mês, o Inclusive. No canal @inclusive_br, no Instagram, vem abordando assuntos sobre possibilidades de ação no desenvolvimento educacional de estudantes com deficiência. 

Segundo a pedagoga Jamilia Oliveira, a ideia é servir como um espaço de apoio e de diálogo, principalmente sobre as questões do chão da escola, que envolvem os estudantes públicos alvo da ‘educação especial’.

“Inclusive é um advérbio que significa ‘de modo inclusivo, sem exclusão’. No decorrer de um diálogo, quando queremos acrescentar alguma informação relevante, geralmente utilizamos esse advérbio. Escolhemos INCLUSIVE para nomear nosso projeto, pois entendemos que ele mostra nosso principal objetivo, que é trazer todos para este círculo de conversa, inclusive você!”, explica Jamilia. 

Educação inclusiva

O encontro das quatro amigas aconteceu nos corredores da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC). Na época, elas participavam de grupos de pesquisa com temas semelhantes, e isso as aproximou. 

“Primeiro criamos um grupo de WhatsApp, chamado ‘Help!’, para que pudéssemos nos apoiar nesse processo muitas vezes solitário. Nesse grupo conversávamos sobre a vida, sobre os percalços da pesquisa, dos sucessos, e das questões que nos afligiam em nossas experiências profissionais e enquanto pesquisadoras. Isto nos permitiu perceber quantos profissionais ainda estão distantes do conhecimento que vem sendo produzido na academia, e nos vimos como ferramenta de aproximação entre Ciência e cotidiano escolar, direcionando para a Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, elo forte entre a gente”, completa a pedagoga Lilianne Dantas. 

Até que, durante a quarentena, elas tiveram a ideia de criar a comunidade no Instagram, que, segundo elas, tem como objetivo, neste momento, proporcionar diálogos acerca da Educação Especial.

Para a pedagoga Neidyana Oliveira, por se tratar de algo muito novo, algumas ideias ainda estão tomando forma. Entre elas, estão a criação de um podcast, vídeos para o IGTV e, quem sabe, encontros de formação como um grupo de estudo para profissionais de todo o país. “Estamos elaborando tudo com calma e com a responsabilidade que a educação exige. Nos encontramos virtualmente todas as semanas, mas passamos o dia todo conversando no nosso grupo de WhatsApp.”

De acordo com Socorro Moraes, que também é pedagoga, as mensagens enviadas pelos seguidores as motivam a continuar, apesar das dificuldades. “O retorno dos seguidores está sendo maravilhoso, mas também temos encontrado dificuldades para proporcionar um ambiente acessível às pessoas com deficiência, em particular pessoas surdas e pessoas cegas”, conta Socorro. 

Por isso, elas aproveitam e fazem um apelo a profissionais das áreas de Libras e de tecnologias inclusivas, em busca de parcerias. “Se você tem fluência em Libras ou no uso de recursos tecnológicos para pessoas com deficiência visual e quer nos ajudar, entre em contato com a gente”, concluem. 

Conheça a equipe 

Jamilia Oliveira: professora de Educação Infantil do município de Aquiraz, Ceará. Formada em Pedagogia e Mestra em Educação Brasileira pela UFC, com pesquisas na área da aprendizagem e desenvolvimento da linguagem escrita de pessoas com deficiência intelectual através das tecnologias. Atuei como auxiliar da coordenação pedagógica do curso de especialização em Atendimento Educacional Especializado (AEE) ofertado aos professores de todo o Brasil pela Universidade Federal do Ceará e além disso fui professora do AEE no Instituto Moreira de Sousa pela Prefeitura de Fortaleza, Ceará; além de ter participado do grupo de pesquisa LER- Linguagem Escrita Revisitada coordenado pelas professoras Phd Rita Vieira de Figueiredo e Dra Adriana Leite Limaverde Gomes.

Lilianne Dantas: professora da rede pública de Horizonte-Ceará, atualmente atuando como técnica da Secretaria de Educação deste município na Coordenadoria de Educação Inclusiva. Graduada em Pedagogia, com mestrado e doutorado em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC) com pesquisas sobre práticas pedagógicas, alfabetização e interlocução entre educação especial e ensino regular. Atuei como professora em Centro Socioeducativo para adolescentes em conflito com a lei, em cursos de graduação e pós-graduação em faculdades públicas e privadas e recentemente como coordenadora de um Centro de Atendimento Clínico e Educacional, serviço público e municipal, com oferta de serviços especializados para estudantes público alvo da Educação Especial e àqueles com dificuldades na aprendizagem matriculados na rede pública. Participei do grupo de pesquisa LER- Linguagem Escrita Revisitada coordenado pelas professoras Phd Rita Vieira de Figueiredo e Dra Adriana Leite Limaverde Gomes.

Neidyana Oliveira: pedagoga, mestra e doutoranda em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará com pesquisas no campo da aprendizagem, desenvolvimento da língua escrita e produção textual de pessoas com deficiência intelectual incluídos na sala de aula comum. Atuei como professora do Atendimento Educacional Especializado pela prefeitura municipal de Fortaleza, Ceará e como coordenadora de uma escola municipal de EF da rede pública de Fortaleza. Atualmente sou professora do 2º ano do EF da rede pública de Fortaleza. Participei do grupo de pesquisa LER- Linguagem Escrita Revisitada coordenado pelas professoras Phd Rita Vieira de Figueiredo e Dra Adriana Leite Limaverde Gomes.

Socorro Moraes: pedagoga, especialista no Atendimento Educacional Especializado, Mestre em Educação Brasileira pelo eixo de pesquisa Escola e Educação Inclusiva na Universidade Federal do Ceará. Iniciei minha trajetória na Educação Especial por meio de um concurso público no município de Caucaia-Ceará, o qual foi o município pioneiro no estado do Ceará em formalizar a educação inclusiva. Atuei inicialmente nas Salas de Apoio Pedagógico e nesses espaços eram atendidos alunos que apresentavam dificuldade de aprendizagem, dentre os quais também se incluíam estudantes com Deficiência Intelectual. Nessa trajetória como professora da Educação Especial, vivenciei as mudanças ocorridas nessa modalidade de ensino que por meio da leis, decretos e resoluções instituíram a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Atualmente atuo na Sala de Recurso Multifuncional como professora do Atendimento Educacional Especializado na prefeitura municipal de Caucaia, Ceará e como professora da sala de aula comum da modalidade Educação de Jovens e Adultos pela prefeitura municipal de Fortaleza, Ceará. Participei do grupo de pesquisa LER- Linguagem Escrita Revisitada coordenado pelas professoras Phd Rita Vieira de Figueiredo e Dra Adriana Leite Limaverde Gomes.

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