Histórias de adoção: Ana Iris, Marcelo e Gabriel

Descrição da imagem #pracegover: Foto do Gabriel com a mamãe Ana Iris e o papai Marcelo. Eles estão em um parque e se abraçam. Fim da descrição.
Gabriel com a mamãe Ana Iris e com o papai Marcelo (Foto: Arquivo pessoal)

Hoje é comemorado o Dia Nacional da Adoção e trazemos aqui o relato lindo da cirurgiã-dentista Ana Iris, que compartilha com a gente sua história de adoção

Mamãe, Papai e Gabriel 

Nossa história começa com a certeza de querer ter nosso filho. 

Quando conheci meu marido e soubemos que iríamos nos unir também já soube que meu filho não viria da maneira ‘natural’. Ou partiríamos para inseminação artificial, ou para adoção.

Desde cedo pensava que eu teria um filho adotivo, mas achava que seria depois de ter um filho da minha barriga…

Após alguns anos de casados, eu e meu marido percebemos que era hora de ‘correr atrás’ da nossa criança. Nesta fase já tínhamos decidido pela adoção. Senti que eu não precisava gerar, sabia que meu filho já estava no mundo e que era questão de tempo para nos encontrarmos. 

Descrição da imagem #pracegover: Foto do Gabriel com a mamãe Ana Iris e o papai Marcelo durante sua festa de aniversário. Fim da descrição.

No início de 2017, iniciamos o processo para entrar na fila do Cadastro Nacional de Adoção, em Brasília. Mas, logo após, meu marido foi transferido e voltamos a morar em São Paulo. 

Em outubro do mesmo ano fui ao fórum perto de casa procurar informações sobre adoção e descobri que seria mais rápido iniciar um novo processo em São Paulo do que transferir o processo iniciado em Brasília. 

Daí então passamos por todas as fases desse processo (curso, juntada de documentos, entrevista, visitas…) até que em dezembro de 2018 fomos aptos para entrar na sonhada fila do CNA. 

Neste momento me senti grávida, fazíamos essa analogia com os amigos e familiares mais próximos. Mas tínhamos que manter a calma, não sabíamos quanto tempo poderia durar esta ‘gestação’.

Em uma das fases do processo nós precisamos ‘escolher’ o perfil da criança que pretendíamos adotar. Por mim poderia vir logo três irmãos. O que Deus mandasse estava bom. Mas, com calma, decidimos que queríamos duas crianças, dois irmãos, a cor e o sexo não nos importava. Também não seria problema se algum deles tivesse questões de saúde para tratar…

Descrição da imagem #pracegover: Foto do Gabriel com a mamãe Ana Iris e o papai Marcelo durante sua festa de aniversário. Fim da descrição.

Em julho de 2019, recebemos a primeira ligação do fórum. Meu marido que atendeu ao telefone. Ele me ligou em seguida e disse que perguntaram se nós gostaríamos de conhecer a história do Gabriel e quem sabe conhecê-lo também. Eu disse SIM!!! Na mesma semana estávamos no fórum com a assistente social. 

Ela nos contou que o Gabriel era surdo e se investigava o Transtorno do Espectro Autista (TEA). No final da conversa perguntou se gostaríamos de continuar o processo e ir conhecê-lo. 

Nessa hora eu já sentia que era ele o meu filho. Também não demorou para termos autorização para iniciar as visitas. Primeiro uma visita para conhecê-lo e conhecer as outras crianças do abrigo… Naquele dia, nós o vimos tão lindo entre outras crianças, o olhar dele era sereno, encantador! 

No dia seguinte fomos novamente ao abrigo para uma visita mais direcionada. Daí em diante tudo fluiu bem. Aprendemos poucos sinais na Língua Brasileira de Sinais (Libras) para nos apresentarmos, levamos desenhos de família para mostrar pra ele nossa intenção. Ele nos aceitou.

Nossa família se completou!!

Hoje temos a certeza de que tudo aconteceu como tinha que ser. Recebemos de Deus o melhor filho que poderíamos ter!!

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