Fundação Dorina dá dicas para pessoas com deficiência visual caírem na folia com segurança

Saiba como as pessoas cegas ou com baixa visão podem curtir a festa de rua sem medo de ser feliz.

Descrição da imagem #PraCegoVer: Várias pessoas estão se divertindo em um bloco de Carnaval de rua. Fim da descrição.
Confira as dicas para pessoas cegas curtirem a folia com segurança (Foto: Pexels)

Mais de 800 blocos de rua já foram registrados para o Carnaval em São Paulo, neste ano. Por isso, compartilhamos aqui as dicas da Fundação Dorina para pessoas com deficiência visual aproveitarem o Carnaval com segurança.

Durante os próximos dias, milhares de foliões estarão se locomovendo de um canto a outro da cidade à procura do bloquinho perfeito. Além da música, localização e segurança, nessa época de comemorações, é muito importante pensar na acessibilidade das festas para garantir um espaço democrático para todos.

Confira as dicas a seguir:

1. Sempre vá acompanhado –  uma pessoa sozinha no meio da aglomeração pode se colocar em risco. Por isso, o indicado é ter companhia. Uma dica para não se perder do acompanhante é utilizar um equipamento semelhante ao que corredores usam com seu guia. Pode ser uma pequena corda de 50 centímetros que liga a pessoa com deficiência visual ao guia e deixa os braços livres para movimento; 

2. Evite proximidade com carros de som – ficar mais longe do carro de som deixa a pessoa mais livre e com melhor percepção dos sons à sua volta;

3. Evite o uso de bengalas –  podem ocorrer acidentes como foliões pisando na bengala. Além disso, em uma eventual aglomeração, a bengala pode se arrebentar e até ser usada como arma; 

4. Evite ficar com seu acompanhante no centro do bloco – procure as áreas de menor aglomeração para pular tranquilo e em segurança, inclusive, tendo mais mobilidade para sair quando desejar. 

A Fundação ressalta ainda que a organização dos blocos pode ajudar a tornar o Carnaval mais acessível e inclusivo tomando alguns cuidados. “Utilizar vias com acessibilidade plena para todos, sem buracos ou desníveis acentuados, facilita a circulação das pessoas com deficiência visual, por exemplo. Fora isso, é importante o acesso a banheiros, de preferência, não químicos, pois a configuração desses é desfavorável para quem não enxerga”, explica a gerente de atendimento especializado da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Kely Magalhães. 

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