Especial influenciadores: Fernanda Honorato

Descrição da imagem #pracegover: Foto da Fernanda Honorato. Ela é uma mulher jovem, morena, tem cabelos lisos longos e castanhos. Ela está usando uma blusa rendada amarela e calça preta. Fernanda faz pose para a foto. Ela tem síndrome de Down. Fim da descrição.
Fernanda Honorato é a primeira repórter com síndrome de Down do Brasil (Foto: Divulgação)

Hoje é Dia da Pessoa com Deficiência Intelectual, e para comemorar essa data em grande estilo trazemos uma entrevista com Fernanda Honorato, uma das personalidades mais queridas e engajadas do cenário inclusivo do Brasil.

Carioca da gema, Fernanda conquistou vários prêmios em reconhecimento a seu trabalho. Ela, que se divide entre muitas atividades, atua como repórter, atriz, palestrante e passista. Inclusive, o Carnaval é uma de suas paixões e ela já foi eleita Musa da Portela e Rainha de Bateria da escola de samba Embaixadores da Alegria, tendo sido coroada pelo Príncipe Harry. 

Descrição da imagem #pracegover: Foto da Fernanda Honorato. Ela é uma mulher morena, tem cabelos lisos longos e castanhos. Ela está usando uma blusa branca com bolinhas pretas e faz pose para a foto. Fernanda tem síndrome de Down. Fim da descrição.

Em meio a tantos compromissos Fernanda não costumava parar e seguiu sua agenda até março, quando o mundo entrou em quarentena por conta da pandemia do novo coronavírus.

Reconhecida como a primeira repórter com síndrome de Down do Brasil, desde 2006, ela atua como repórter do Programa Especial, da TV Brasil.

Outro reconhecimento importante aconteceu em 2017, quando recebeu o Prêmio Claudia, na categoria Trabalho Social. “Agradeço pela oportunidade e por colocarem uma mulher com deficiência intelectual em um prêmio tão importante”, declarou Fernanda, na ocasião. 

Confira a entrevista exclusiva que fizemos com nossa amada Fernanda Honorato! 

Descrição da imagem #pracegover: Foto da Fernanda Honorato. Ela é uma mulher morena, tem cabelos lisos longos e castanhos. Ela está usando uma blusa cinza e calça preta. Fernanda está sentada no sofá. Ela tem síndrome de Down. Fim da descrição.

Quando e como você se tornou a primeira repórter com síndrome de Down do Brasil?
Em 2006, eu estava em uma balada e o Programa Especial marcou de fazer uma entrevista comigo na minha casa, um mês depois fui chamada para fazer um teste, esse teste foi tão bom que acabou indo para o ar. 

Além do trabalho no Programa Especial, você realiza outros projetos?
Sim, sou palestrante, atriz de teatro e realizo participações como mestre de cerimônias em variados eventos.

Como é pra você ser uma referência para milhares de pessoas que te acompanham, tanto no programa quanto em suas redes sociais? 
Para mim o mais importante é justamente ser referência e inspiração para mães de crianças com deficiência, jovens e adultos com a síndrome de Down. Fico muito feliz e com a sensação de dever realizado.  

Além de repórter, você se considera uma influenciadora digital?
Sim, estou sempre ativa nas redes sociais, mostrando o mundo da inclusão principalmente.  

Como é ser uma influenciadora com deficiência intelectual tão incrível e também ser reconhecida por seu trabalho como repórter de TV, em um país onde as pessoas sabem tão pouco sobre a síndrome de Down?
Atualmente me sinto muito feliz por esse reconhecimento. Vejo que hoje em dia temos muito mais informação do que por exemplo quando nasci que não tínhamos acesso à internet ou se quer um livro sobre a síndrome de Down, no Brasil.

Quais são seus planos pessoais e profissionais para quando acabar a quarentena? 
Tenho projetos de continuar trazendo informação sobre inclusão das pessoas com deficiência, em minhas redes sociais. Estou retornando com as reportagens do programa especial. No pessoal espero sair a vacina para voltar às minhas atividades presenciais e à vida normal.

Quais as principais dificuldades encontradas em sua trajetória como repórter? 
Praticamente não tive muitas dificuldades pois encontrei em minha trajetória pessoas muito competentes na produção do programa que me deram oportunidades como por exemplo a minha chefe Ângela Patrícia que me ensinou praticamente tudo o que sei atualmente.

A quarentena tem prejudicado de alguma forma seu trabalho?
Sim, prejudicou pois o programa teve que parar as reportagens por três meses e muitos eventos aos quais já tinha sido contratada foram desmarcados.

Como era e como está sendo sua rotina? 
Antes da quarentena eu tinha as reportagens do programa, viajava para dar palestras e participar de eventos, tinha minhas atividades de dança cigana, teatro presencial, academia, aulas de Golfe e Capoeira. Na quarentena, continuei com os ensaios de teatro via Zoom, aproveitei para ler alguns livros, curtir a minha família, me dediquei às minhas redes sociais e criei o quadro de Lives ‘Fernanda Honorato Entrevista’, que me proporcionou muito estudo e conhecimentos nos temas das Lives.

Você está em isolamento total ou teve que sair por algum motivo?
Estou em isolamento desde o início da pandemia. Em casa, com meus pais, minha irmã, meu cunhado e minhas queridas sobrinhas.

O que você aprendeu ou descobriu vivendo em isolamento social?
Aprendi que a liberdade é muito boa, viver trancada é muito ruim. Também passei a sentir falta de abraçar meus amigos. E de aglomerar nos ensaios da Portela. 

Que mensagem você deixa para seus fãs e seguidores?
Nunca desistam de seus sonhos, corram atrás da sua autonomia e independência. E que os pais sempre acreditem no potencial de seus filhos.

O que você gosta de fazer quando não está trabalhando.
Gosto das minhas atividades Dança Cigana, Dança de Salão, e de praticar meus esportes como Golfe e Capoeira.

E, no trabalho, qual parte que você mais gosta?
Gosto de acompanhar toda a produção do programa, inclusive nas ilhas de edição.

Descrição da imagem #pracegover: Foto da Fernanda Honorato. Ela é uma mulher morena, tem cabelos lisos longos e castanhos. Ela está usando um vestido jeans e faz pose para a foto. Fernanda tem síndrome de Down. Fim da descrição.

Você pode acompanhar a Fernanda no YouTube, no Instagram e no Facebook.

Confira a entrevista da Fernanda Honorato com a jornalista Glória Maria.

Leia também: Entrevista com Casis Neto

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