Eu, por mim mesma!

Descrição da imagem #pracegover: A imagem está no formato retangular, na horizontal. Nela, é possível ver a psicóloga Eliane Lemos de perfil. Ela olha para o lado e está com a mão esquerda no queixo. Eliane é morena e tem cabelos castanhos, lisos. Fim da descrição.
A psicóloga Eliane Lemos (Foto: Divulgação)

Por: Eliane Lemos*

Quem sou eu?

Essa é uma pergunta que aprendi a fazer desde pequena e provavelmente você também. Nas atividades do jardim de infância tive uma resposta bem diferente da que surgiu na adolescência, que ganhou novas palavras na faculdade e uma amplitude incrível nos dias atuais!

Assim como eu, você também é essa amplitude de palavras e sentimentos que permeiam o seu SER. Isso é realmente inspirador!

Saber-se de si mesmo é um bom desafio e vai exigir coragem para lidar com algumas características que ficariam melhor nos outros, mas não na gente. É preciso generosidade para aliviar a situação porque somos mais luz do que escuridão. Mesmo sabendo que em muitas situações, o poder obscuro da força, quer ser maior que o nosso amor ao próximo!

E como amar ao próximo se ainda estou na jornada do quem eu sou?

Com o passar do tempo buscamos simplificar as perguntas com a intenção velada de encontrarmos respostas mais leves de serem digeridas e apreendidas. Nessa jornada descobrimos que viver em harmonia é apenas uma escolha que definirá as atitudes expressas no dia a dia. Sem mais, nem menos. Sem rodeios ou dilemas. Apenas aridez!

Eu careço de atitudes que oportunizem minha grandiosidade assim como as pessoas, que existem a partir da minha consciência. Você só existe em meu ser a partir a consciência que tenho de sua existência. E vice-versa!

O mundo carece de atitudes que nos engrandeçam, que agigante a nossa essência. Diante dessa compreensão e leitura que faço do mundo, me pergunto: qual a atitude que hoje terei para que os meus interlocutores também expressem a sua grandeza? Descubro que minha comunicação precisa de ajustes, lapidação e equilíbrio. Se você não entendeu o que eu disse, é minha responsabilidade fazê-lo entender. Sou responsável pelas palavras e sentimentos que espalho por onde passo.

Estamos vivendo um tempo interessante porque desejamos veementemente que haja paz mundial e não vivemos em paz consigo mesmo. Há turbulências demais em nossa mente. Desejamos alegrias e expiramos mágoas e tristezas. Temos grande anseio pelas riquezas e escondemos as mãos para que não evidenciar o quanto somos mesquinhos porque sentimos medo da rejeição. Afinal acreditamos que não temos muito a ofertar. Devido ao descrédito sobre a riqueza que possuo, sou indiferente. Seja compassivo consigo mesmo e só depois seja com o outro. Arrisque-se e viva a alteridade.

Escolhas, somos as escolhas que fazemos desde o primeiro minuto desperto no dia de hoje. Somos escolha nesse exato momento! A oferta de itens disponíveis nos confundem e consomem boa parte do nosso tempo porque desejamos acertar nas escolhas porque precisarei lidar com os resultados. Não foi fácil me deparar com a realidade de que sou responsável pelos resultados que tenho, principalmente quando não gostei deles. Me fizeram sofrer, me arrependi e desejei desistir. Foram muitas escolhas que poderiam ser melhores até o momento em que me dou conta de que, se quero um resultado diferente, precisava mudar o padrão para escolher.

Qual o padrão que uso para escolher? Qual a cor das lentes que vejo o lado de fora? Como me vejo pelo lado de dentro? Nessa busca encontro uma resposta que faz sentido: Eu não sei o que não sei!

Essa é a descoberta mais compassiva que poderia acrescentar em minha biografia. Há tanta compaixão nessa descoberta porque aprendi a ser mais compassiva com EU MESMA, agora me sinto segura para ser o meu próximo. Ainda há muito para eu aprender, porque falar é muito mais fácil do que viver de forma compassiva. Tenho consciência de que é um processo e que todo processo leva tempo e esse tempo, será o tempo que for necessário. Enquanto isso busco o equilíbrio entre meus pensamentos e atitudes para viver em harmonia com a minha consciência.

“ O que diz sua consciência? – “Torne-se aquilo que você é” (Nietzsche)

O que você é e eu sou, está muito além das palavras. Acostume-se com essa grandiosidade!

Até breve!

 

*Eliane Lemos é psicóloga, fundadora do Instituto Entre Rodas e Batom, militante pelos direitos humanos por acreditar que é preciso mais amor e compaixão na construção de uma família universal, afinal somos interdependentes.

Contato: [email protected]

www.entrerodas.org

www.facebook.com/entrerodasebatom

@PsicoEliane

 

 

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