Os centros de equoterapia e o esporte equestre para pessoas com deficiência

Descrição da imagem #pracegover: Foto do paratleta Murilo Carleto durante prova paraequestre. Fim da descrição.
O paratleta Murilo Carleto (Foto: Marcos Leite)

A equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo numa abordagem interdisciplinar, transdiscipinar e multidisciplinar nas áreas da educação, equitação e saúde, buscando o desenvolvimento biopsciossocial.

Quando pensamos em equoterapia, na maioria das vezes direcionamos o olhar como intervenção terapêutica, porém com o passar do tempo percebemos que alguns praticantes apresentam a possibilidade de embarcarem no esporte paraequestre.

Os centros de equoterapia normalmente já têm uma maior  dificuldade restrita a sua manutenção financeira, dependendo de padrinhos, parcerias e até convênios governamentais. Como sempre ressaltei nas minhas colunas, cavalo come, precisa de cuidados, trato adequado, ferrageamento, veterinário entre outros cuidados, proporcionando um custo alto, além dos profissionais especialistas, com sua devida expertise e formação em equoterapia. Todo esse contexto justifica o custo alto de um centro de equoterapia. Acrescentando o custo com o local, manutenção, equipamentos entre outros necessários para o funcionamento institucional.

Os animais para a equoterapia são treinados e específicos para o atendimento em intervenção terapêutica e utilizados para diversos atendimentos, sendo assim nem todos são aptos e treinados para o esporte equestre de alto rendimento mesmo que adaptado. 

A participação em torneios exige uma certa demanda de direcionamentos para o animal e o paratleta, sendo técnicos, financeiros, treinamentos, comprometimento, dedicação e acessibilidade ao paratleta.

Quando um centro de equoterapia ou treinamento se prepara para participar de uma competição, a demanda de valores é alta, desde os cuidados e manutenção do cavalo como ferrageamento, exames de AIE, Mormo, GTA, vacinação, atestado de sanidade animal, acrescentando transporte de carga viva, aluguel de baias, equipe, pedágios entre outros custos. Muitas vezes é necessário buscar parcerias para a concretização e efetivação da participação que acontece em várias etapas no ano e localidades diferentes.

Cabe ressaltar que cada modalidade equestre escolhida é um animal diferente devido a modalidade, dependendo da associação promotora do evento, a raça do cavalo é específica com o regulamento do evento, alterações e mudanças.

Algumas associações solicitam que o animal seja registrado de acordo com a raça, outros tenham passaporte, porém também têm os eventos que não exigem a raça específica para a modalidade, contudo nem sempre o centro de equoterapia tem condições de conseguir empistar o seu paratleta em torneios por questões financeiras ou por ter o animal específico para cada modalidade. 

O comprometimento da família e do paratleta é essencial para a continuidade da participação nos torneios, pois são treinos, viagens e muitos dias de dedicação. A parceria, reciprocidade e compreensão são constantes e não podem ter variáveis. Confiança no profissional e equipe são fundamentais para o sucesso no trabalho e competições.

É muita responsabilidade levar um paratleta numa competição, empistar na prova um conjunto com alterações de barulho de torcidas, sons diferentes, estímulos que o animal e o paratleta terão que se adaptar, além de toda a pressão do contexto. Nem sempre a participação sairá como queremos, mas precisamos de maturidade para compreendermos as diferenças e situações atípicas.

Mas tudo isso é possível com parcerias e o querer concretizar!

O importante das organizações é a escolha da modalidade com identificação do paratleta, o comprometimento das parcerias, famílias, equipe, paratletas e não podemos esquecer nunca da parceria do nosso amigo cavalo.

Entre as modalidades equestres voltadas às pessoas com deficiência, encontramos o adestramento, paraequestre, paraenduro, paratambor da ABQM – Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha, paraequestre da NBHA-BRAZIL – National Barrel Horse Association of Brazil, hipismo adaptado, entre outras provas aos quais seguem a proposta de nacionais e inclusão pela raça e associações.

As provas pela CBH – Confederação Brasileira de Hipismo, FEI – Federação Equestre Internacional, ABQM e Paraenduro necessitam de classificação funcional.

Portal Acesse

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.