Enem 2020 oferece recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência

Descrição da imagem #pracegover: Foto de uma sala onde está sendo realizada a prova do Enem. Fim da descrição.
Provas do Enem acontecem nos dias 17 e 24 de janeiro (Foto: Divulgação/INEP)

Nos dias 17 e 24 de janeiro, acontecem as provas impressas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Já nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro, serão aplicadas as provas na versão digital. Com quase 6 milhões de inscritos, a edição 2020 do Enem ganhou novos recursos de acessibilidade. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação da prova, em 2019, cerca de 50 mil inscritos solicitaram atendimento especializado. Segundo o Inep, neste ano, serão oferecidos 16 recursos de acessibilidade.

Acessibilidade no Enem

Descrição da imagem #pracegover: Ilustração do Enem. Em primeiro plano estão imagens de pessoas diferentes, entre jovens, idosos e cadeirantes. Ao fundo está escrito a palavra Enem, em letra azul clara. Fim da descrição.Fim da descrição.

Pessoas com cegueira, surdocegueira, baixa visão ou visão monocular contam com um software para leitor de tela, que converte a prova em voz, com todos os elementos em texto que aparecem na tela do computador, permitindo que o participante possa navegar com mais autonomia, ler a prova na ordem que desejar, repetir a leitura quantas vezes considerar necessário ou retomar uma questão no ponto que escolher.

O software disponibilizado será o NVDA, e o sistema, o Dosvox. Nesta edição, os participantes surdocegos serão atendidos por guias-intérpretes, que irão se revezar durante a aplicação.

Os participantes surdos, com dislexia e com autismo contarão com uma banca especializada que fará a correção de suas provas, enquanto os participantes com deficiência visual terão a opção de escrever a redação em braille.

Além disso, pessoas com déficit de atenção ou deficiência podem solicitar o recurso de tempo extra para a realização do exame.

Fundação Dorina celebra 20 anos de acessibilidade nas provas do Enem

Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) completa 20 anos do primeiro conteúdo acessível em seu sistema de provas – uma grande conquista para os estudantes com deficiência visual.

A Fundação Dorina Nowill para Cegos reconhece o avanço da implementação dos materiais acessíveis ao longo dos últimos tempos, sendo uma forma de aplicar a avaliação igualmente a todos.

“Sabemos que o braille é o método mais importante de aprendizado das pessoas cegas ou com baixa visão, sendo uma maneira de desenvolver os aspectos cognitivos de cada aluno. A Fundação reconhece a necessidade da ampliação do alcance desse sistema de escrita tátil que já vem sendo utilizado nas provas do Enem durante os últimos 20 anos, sendo uma forma de avaliar com equidade todos os estudantes”, diz Alexandre Munck, superintendente executivo da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Vale lembrar que própria Fundação atua na criação e distribuição de livros – entre eles, didáticos – em braille, audiolivros e materiais digitais acessíveis, ressaltando a importância da produção desse conteúdo para a educação de pessoas com deficiência visual. As ações desenvolvidas por lá fazem parte do legado da D. Dorina de Gouvêa Nowill, que dedicou sua vida trabalhando para promover acessibilidade e inclusão de pessoas cegas ou baixa visão, além de reconhecer o estudo como uma forma de autonomia de cada indivíduo.

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