Editando sonhos: acessibilidade audiovisual é tema de ação formativa

Descrição da imagem #pracegover: Arte de divulgação do projeto Editando Sonhos. A imagem tem fundo branco. No centro da imagem está escrito, em letras azuis: Editando Sonhos. Nas laterais estão imagens que representam rolos de filmes, nas cores amarelo e preto. Na parte inferior está escrito, em letras pretas: Jornada formativa em acessibilidade audiovisual. Fim da descrição.
Mostra e oficinas de acessibilidade audiovisual serão gratuitas e on-line (Imagem: Reprodução)

Agentes de diversas etapas da cadeia produtiva do audiovisual terão a oportunidade de se qualificar sobre recursos de acessibilidade em suas produções.

A iniciativa Editando Sonhos: Jornada Formativa em Acessibilidade Audiovisual propõe habilidades para desenvolvimento de produtos inclusivos, como legendas para surdos e ensurdecidos/legenda descritiva, audiodescrição, entre outros.

Por meio de palestra, minicurso, oficinas e mostra de filmes, a ação conta com profissionais da Bahia especializados no ramo, como Sandra Rosa Farias, Deise Medina, Iracema Vilaronga, Isaac Donato, além de especialistas nacionais como Liliana Tavares (PE), Felipe Monteiro (RJ), Bell Machado (SP), Cristina Kenne (RS), Rafael Braz (RS), Helena Santiago (DF), Mimi Aragón (RS) e Flávia Mayer (PB).

Acessibilidade audiovisual

A qualificação de acessibilidade audiovisual acontece de 22 a 28 de fevereiro, e será gratuita e on-line, com emissão de certificados. As inscrições para as oficinas podem ser feitas até o dia 18 de fevereiro.

Em função do impedimento visual combinado com a falta de acessibilidade, milhares de pessoas são excluídas da vida cultural e, consequentemente, da interação social, do enriquecimento intelectual e das emoções que a arte e a cultura proporcionam. É fundamental que artistas, produtores culturais, educadores, jornalistas e profissionais das mais diversas áreas percebam a importância da inclusão irrestrita em atividades culturais e se apropriem de processos básicos de produção de conteúdo acessível.

Acessibilidade para todos

“Nós fomos motivados pela escassez de formação na área da acessibilidade cultural na Bahia. Existe uma demanda importante por parte do mercado cultural em relação à acessibilidade de seus produtos. Portanto, foi uma oportunidade que a Lei Aldir Blanc nos trouxe e, por outro lado, uma necessidade da promoção dessa formação”, afirma Ednilson Sacramento, um dos produtores do projeto.

Outro aspecto que justifica a realização desta formação é a ausência de cursos dessa natureza aliada à constante reclamação por parte de usuários da falta de acesso aos conteúdos artísticos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 45 milhões de pessoas cegas no mundo. De acordo com o Censo do IBGE 2010, 45 milhões de brasileiros disseram ter algum tipo de deficiência, ou seja, quase 24% da população. Nesse cenário, o projeto assume o papel colaborador na luta de combate à exclusão cultural no estado da Bahia, uma vez que produtores audiovisuais em sua maioria estão alheios à inserção de acessibilidade em seus projetos, processos e produtos culturais.

Serão cinco oficinas sobre os variados tipos e modalidades de recursos de acessibilidade cultural com especialistas e pesquisadores (as) do mercado local e nacional. A programação contará também com um festival virtual de cinema, com mostra de curtas baianos produzidos a partir de 2018 com acessibilidade, com quatro filmes a serem premiados no valor de 500 reais. A exibição diária será de três filmes de curta-metragem e um de longa-metragem, seguidos de debate entre a equipe e o público.

Pesquisadores (as), estudantes de políticas e gestão da cultura, exibidores (as) e profissionais de conteúdos audiovisuais compõem o público-alvo da iniciativa. Mulheres, população LGBTQI e pessoas com deficiência atuantes no setor do audiovisual da Bahia são segmentos prioritários da ação, que visa também possibilitar o diálogo entre agentes do mercado audiovisual e produtores de acessibilidade cultural.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Programação

22/02, das 10h às 12h – Live de abertura: audiodescrição e cinema – por uma tradução visual que respeite a linguagem da obra
Palestrante: Bell Machado (SP) – Diretora na Quesst Consultoria em audiodescrição e acessibilidade cultural, roteirista e narradora em projetos de audiodescrição em cinema, teatro, museus e turismo.

22, 24 e 26/02, das 8h às 10h – Oficina: técnicas para produção de legendas para surdos e ensurdecidos
Mediação: Deise Medina (BA)- Atuante nas áreas de tradução, legenda, acessibilidade, educação especial e educação inclusiva.

22/02, das 14h às 18h e 23/02, das 8h às 18h – Oficina: audiodescrição e a linguagem cinematográfica – possibilidades poéticas
Mediação: Sandra Rosa Farias (BA) – Sua tese de doutorado é sobre a Audiodescrição e a Linguagem Cinematografica. Atua com assessoria em acessibilidade artística.

22 a 26/02, das 20h às 21h30 – Oficina: o plano narrativo – roteiro de curta-metragem
Mediação: Isaac Donato (BA) – Roteirista e diretor, tem passagens em festivais nacionais e internacionais, além de filmes e séries para TV (Canal Futura, TVE, TV Brasil e CINEBRASILTV).

24/02, das 14h às 16h30 – Mesa redonda 1: acessibilidade audiovisual no Brasil
Coordenador: Sérgio Nunes
Mediação: Helena Santiago (DF), Mimi Aragón (RS) e Flávia Mayer (MG)

Helena Santiago Vigata – Líder do grupo de pesquisa Acesso Livre e coordenadora do projeto de extensão Cultura e Sociedade: acessibilidade de peças audiovisuais – audiodescrição e legendagem.

Mimi Aragón – Audiodescritora e produtora de recursos de acessibilidade comunicacional. Em 2014, com Kemi Oshiro, fundou a OVNI Acessibilidade Universal, empresa de audiodescrição, legendas para surdos e ensurdecidos e LIBRAS.

Flávia Mayer – Coordenadora do projeto Acessibilidade em produções audiovisuais e no cinema: análise e desenvolvimento de protocolos para a audiodescrição e vice-coordenadora do Observatório da Linguagem e Inclusão (UFMG e UFPB).

25/02, das 9h às 12h – Mesa redonda 2: consultoria em audiodescrição
Coordenador: Manuel Negraes
Mediação: Felipe Monteiro (RJ), Iracema Vilaronga (BA) e Rafael Braz (RS)

Felipe Monteiro é especialista em tradução audiovisual acessível: audiodescrição pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e em acessibilidade cultural pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Iracema Vilaronga é assessora da ACESSU: Acessibilidade Universal. Agrega seus conhecimentos profissionais no desempenho das funções de audiodescritora e consultora em acessibilidade universal no teatro, cinema, exposições artísticas e fotográficas, eventos sociais e acadêmicos, livros didáticos e paradidáticos, entre outros.

Rafael Braz – Psicólogo pela Universidade La Salle (2019), aluno do Curso de Formação em Clínica Psicanalítica do Instituto Wilfred Bion.  Audiodescritor e consultor na área de Acessibilidade Cultural.

25, 26 e 27/02, das 15h às 18h – Oficina: audiovisual acessível desde a criação
Mediação: Liliana Tavares (PE)

Liliana Tavares é audiodescritora, idealizadora e produtora do VerOuvindo: Festival de filmes com acessibilidade comunicacional do Recife. Gestora da COM Acessibilidade Comunicacional atuando com fotografias e audiovisual.

27/02, das 9h30 às 12h30 – Minicurso: audiodescrição em redes sociais
Mediação: Cristina Kenne (RS)

Cristina Kenne é audiodescritora com experiência em eventos ao vivo, obras de arte para museus, exposições fotográficas e publicidade. Atualmente é diretora da empresa Include, a qual presta serviços de consultoria e assessoria em inclusão de pessoas com deficiência. 

27/02, das 18h às 21h30 e 28/02, das 16h às 19h30 – Mostra de filmes baianos com acessibilidade

28/02, às 20h – Premiação de quatro filmes baianos com acessibilidade

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no link da Mostra de Filmes (Mostra de Filmes) e no link das Oficinas. Outras informações podem ser obtidas no site Editando Sonhos.

O projeto tem apoio financeiro da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Outras informações podem ser obtidas no telefone: (71) 99258-1961, com Ednilson Sacramento.

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