Documentário alerta para a importância de Teste do Pezinho ampliado

Descrição da imagem #pracegover: Foto de Larissa com o filho Théo. Ela está sentada no sofá e segura o filho em seu colo. Larissa está beijando Théo. A foto é preta e branca. Fim da descrição.
Documentário destaca importância do Teste do Pezinho ampliado na rede pública de saúde (Foto: Divulgação / Globoplay)

No final de semana, o Globoplay lançou o documentário ‘Uma gota de esperança‘. Um alerta para a importância do Teste do Pezinho ampliado, o documentário conta a história de Théo, que tem paralisia cerebral.

Um vídeo da jornalista Larissa Carvalho, mãe de Théo, viralizou na internet quando ela deu um depoimento contando que tinha matado os neurônios do próprio filho. O pior, segundo o relato, é que ela fez isso por pura ignorância. “Théo tinha tudo para ser uma criança como as outras mas, aos cinco anos, ele não senta, não anda e não fala”, conta Larissa.

Depois de muitos exames e consultas, o diagnóstico apontou a paralisia cerebral. Uma doença que não metaboliza proteínas fazia Theo perder neurônios. Mas uma simples gota poderia ter transformado a vida e o futuro dele, assim como de tantas outras crianças.

Uma gota de esperança

Descrição da imagem #pracegover: Arte de divulgação do documentário. Na parte superior está escrito: original globoplay. No centro está a foto de Larissa com o filho Théo. Abaixo está o nome do doc: uma gota de esperança. Fim da descrição.

A história de Théo é o fio condutor do documentário, produzido pelo departamento de jornalismo da Globo, lançado na última semana.

“O Teste do Pezinho serve para isso, para rastrear doença rara, genética, metabólica logo na primeira semana de vida do bebê. E o Théo fez o Teste do Pezinho. Só que ninguém me contou e possivelmente quase ninguém sabe que esse teste feito no posto de saúde com as primeiras vacinas é um dos mais pobres do mundo e só rastreia seis doenças. Ninguém me falou que na rede particular há uma versão ampliada do teste que rastreia até 50 doenças. Um exame da rede particular teria salvo o meu filho de uma cadeira de rodas. Se o exame do SUS fosse mais eficiente, meu menino também estaria correndo por aí”, desabafa a mãe, que é repórter da Globo em Minas.

Quando recebeu o diagnóstico do filho, Larissa perguntou ao médico em que momento seu filho começou a perder neurônios: “no primeiro gole, no seu peito e depois a cada papinha com carne, ovo, feijão” foi a resposta do especialista.

Se a doença tivesse tido diagnosticada na primeira semana de vida, o menino levaria uma vida praticamente normal. Larissa nem pensa mais se o quadro de Théo pode ser revertido. Sua luta é para que a história do menino ajude a evitar que as cerca de cinco mil crianças que nascem no Brasil todos os anos com doenças raras que poderiam ser detectadas por um Teste do Pezinho mais completo tenham sequelas para o resto da vida.

“Hoje eu sou extremamente feliz. Amo demais os meus filhos e nem penso mais se um dia meu filho vai falar, se ele vai andar. Eu apenas sigo cuidando do Théo. Vivo o Théo como ele é e ele é demais”, derrete-se a mãe.

Além de muito amor, Larissa preenche os dias do filho com todos os recursos que estão ao seu alcance para a sua reabilitação: fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, musicalização, equoterapia, entre outros.

O documentário original Globoplay tem direção de Emerson Penha, roteiro de Larissa Carvalho e produção executiva de Marcelo Moreira.

Teste do Pezinho

Atualmente, o Teste do Pezinho aplicado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) rastreia apenas seis das 50 doenças raras que poderiam ser identificadas nos primeiros dias de vida das crianças. O projeto de lei que exige a ampliação desse rastreamento foi aprovado, na última semana, pelo Senado e aguarda sanção do presidente da República.

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