A doação do cavalo para a equoterapia

Descrição da imagem #pracegover: Foto de um cavalo marrom. Fim da descrição.
(Foto: Ida Sozzi - cavalo SS Sertão)

Esse é um tema bem relevante na equoterapia, aonde os centros  equoterápicos recebem inúmeras propostas de doação para animais para trabalho nos atendimentos de pessoas com deficiência.

Não podemos esquecer a palavra ‘trabalho’ para o cavalo na equoterapia, porque não é simplesmente colocar a pessoa com deficiência no dorso do cavalo e sair andando.

Cada atendimento em montaria dura em média 30 minutos, normalmente ao passo, ao qual o animal anda de 1,5 (um e meio) a 3 (três) quilômetros com um peso estimado em seu dorso. Esse peso pode ser sem mobilidade de movimentos como também em excesso de movimentos dos praticantes de acordo com a patologia.

Normalmente os centros de equoterapia, devido ao alto custo, não têm tantos animais para a equoterapia, até mesmo porque o animal precisa ser dessensibilizado, treinado e ter saúde para a proposta de trabalho.

Animais lesionados, com andadura claudicante e irregular, quadros álgicos, temperamento inadequado ou de idade muito avançada, não são indicados para o trabalho da equoterapia.

Muito escutamos numa proposta de doação, é fácil para o animal, o trabalho é tranqüilo… Mas não é um lazer, um trabalho aleatório e sim contínuo, por isso a saúde do cavalo precisa ser uma grande referência para a aquisição do animal para o centro de equoterapia.

Alguns proprietários procuram os centros de equoterapia para doação de seus animais queridos, buscando um bom trato, outros pelo animal não ter mais serventia no esporte ou lesão adquirida, também por aspectos financeiros de custeio e infelizmente alguns para descarte.

A maioria dos centros de equoterapia vivem de parcerias governamentais, apadrinhamentos, particulares, entre outras parcerias e não têm condições de comprar um animal e portanto recebem doação de proprietários. Aparecem animais ótimos, como também animais para a definitiva aposentadoria.

E dizer o não para a doação, é muito difícil, pois envolvem vários fatores, desde o econômico, como a ilegibilidade do animal ou a sobrecarga de trabalho que esse poderá não agüentar. 

Um cavalo de equoterapia trabalha em média 3 (três) horas por dia, ao passo, com um peso em teu dorso. Muitos centros de equoterapia respeitam a porcentagem de até 20% (vinte porcento) do peso no dorso do cavalo, outros infelizmente não.

Sempre ressaltando que o sobrepeso no dorso de um cavalo pode ocasionar claudicações, lesões na coluna, alteração de comportamento do animal e ainda risco de segurança ao praticante numa retirada de emergência que ficará inviável num sobrepeso maior, podendo correr o risco de acidentes graves.

Além da biomecânica de fato não proporcionará o movimento cinésioterapêutico adequado para o praticante de quadro motor, limitando maiores alcances terapêuticos.

Não existe a raça ou tamanho ideal, existe a necessidade para os atendimentos do centro de equoterapia, decorrente do praticante que será atendido, peso, patologia, metodologia e prognóstico.

O cavalo ideal é o animal com bom temperamento, idade adulta, com condições de saúde e sem lesões, com boa aceitação de montaria, podendo ser treinado para a equoterapia.

Antes de aceitar a doação de um cavalo, consulte um médico veterinário especialista em grande porte, não adquira animais com lesões que possam desfalcar o trabalho da equoterapia e empatia com os proprietários. 

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