Dia da Mulher: 10 brasileiras que fizeram história no Movimento Paralímpico

Descrição da imagem #pracegover: Montagem com a foto de cinco atletas brasileiras durante atividade esportiva. Fim da descrição.
Conheça algumas mulheres que marcaram a história no Movimento Paralímpico brasileiro (Foto: Divulgação/CPB)

Em homenagem ao Dia da Mulher, celebrado nesta segunda-feira, dia 8 de março, apresentamos a história de 10 atletas brasileiras que marcaram o Movimento Paralímpico nacional. Confira!  

Ádria Santos

Descrição da imagem #pracegover: A paratleta Ádria Santos durante uma de suas disputas. Ádria tem deficiência visual e está correndo acompanhada de seu guia. Fim da descrição.
A paratleta Ádria Santos (Foto: Divulgação / CPB)

Dona de 13 medalhas paralímpicas, sendo quatro ouros, oito pratas e um bronze, a velocista Ádria Santos (classe T11) é a maior medalhista mulher do Brasil.   

Natural de Nanuque, Minas Gerais, Ádria perdeu a visão aos poucos por causa de uma retinose pigmentar, doença degenerativa que a deixaria completamente cega aos 20 anos. Sua primeira participação em Jogos Paralímpicos foi em Seul 1988, com duas medalhas de prata, nos 100m e 400m (T11). Em 2008, nos Jogos de Pequim, fez sua última atuação paralímpica, quando faturou um bronze nos 100m. 

Alana Maldonado

Descrição da imagem #pracegover: A paratleta Alana Maldonado durante uma de suas disputas. Alana é uma mulher branca com cabelos castanhos que estão amarrados. Fim da descrição.
A paratleta Alana Maldonado (Foto: Cleber Mendes / MPIX / CPB)

A judoca Alana Maldonado foi a responsável por conquistar a primeira medalha de ouro do Brasil na história em Campeonatos Mundiais do judô. O feito ocorreu na edição de 2018 da competição em Lisboa, Portugal.   

Natural de Tupã (SP), Alana tem baixa visão devido à doença de Stargardt e compete na categoria até 70kg. A paulista tem no currículo também a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.   

Aline Rocha

Descrição da imagem #pracegover: A paratleta Aline Rocha durante uma de suas disputas, na neve. Fim da descrição.
A paratleta Aline Rocha (Foto: Marcio Rodrigues / MPIX / CPB)

A participação da paranaense Aline Rocha nos Jogos Paralímpicos de inverno de PyeongChang 2018 entrou para história do paradesporto nacional. A atleta do esqui cross-country foi a primeira mulher brasileira a disputar uma edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno. A melhor colocação da brasileira na competição foi o 12º lugar na prova de 5km.  

Nascida em Pinhão, Aline sofreu um acidente de carro, aos 15 anos, que lhe causou uma lesão medular e a perda dos movimentos das pernas.   

Carol Santiago

Descrição da imagem #pracegover: A paratleta Carol Santiago durante uma de suas disputas. Carol é uma mulher branca. Ela está na piscina. Fim da descrição.
A paratleta Carol Santiago (Foto: Ale Cabral / CPB)

A nadadora pernambucana Carol Santiago, da classe S12, entrou para a história da natação nacional ao chegar no lugar mais alto do pódio no Campeonato Mundial de Londres 2019 nos 50m livre, sendo a primeira nadadora brasileira baixa visão a se tornar campeã mundial em provas de velocidade. Também em 2019, Carol debutou em Jogos Parapan-Americanos, em Lima, e faturou quatro ouros.  

Carol praticava natação convencional em Recife. Por ter nascido com Síndrome de Morning Glory (alteração congênita na retina que reduz seu campo de visão), no fim de 2018, ela migrou para a natação paralímpica.

Cátia Oliveira

Descrição da imagem #pracegover: A paratleta Cátia Oliveira durante uma de suas disputas. Cátia é uma mulher branca com cabelos castanhos que estão amarrados. Fim da descrição.
A paratleta Cátia Oliveira (Foto: Alexandre Urch / MPIX / CPB)

A mesa-tenista Cátia Oliveira foi a primeira representante brasileira em uma final de um Campeonato Mundial de tênis de mesa. Na Eslovênia, em 2018, a atleta natural de Cerqueira César, São Paulo, ficou com a medalha de prata na classe 2.   

Ex-praticante de futebol, Cátia sofreu um acidente automobilístico em 2007 e ficou paraplégica. Após a recuperação, conheceu a modalidade paralímpica por convite de uma amiga.  

Débora Menezes

Descrição da imagem #pracegover: A paratleta Débora Menezes durante uma de suas disputas. Fim da descrição.
A paratleta Débora Menezes (Foto: Daniel Zappe / EXEMPLUS / CPB)

Principal nome do parataekwondo nacional, Débora Menezes conquistou o ouro no Campeonato Mundial na Turquia em 2019, a primeira medalha dourada brasileira na modalidade em Mundiais. Com este resultado, ela se classificou para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Já nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019, Débora conquistou a prata.   

A paulista tem má-formação congênita no braço direito e começou no parataekwondo em 2013, por meio da faculdade em que estudava, e luta na classe K44 (amputados de membro superior), na categoria acima de 58kg.

Edênia Garcia

Descrição da imagem #pracegover: A paratleta Edênia Garcia durante uma de suas disputas. Edênia é uma mulher branca. Ela está na piscina. Fim da descrição.
A paratleta Edênia Garcia (Foto: Ale Cabral / CPB)

Um dos principais nomes da natação feminina nacional, Edênia Garcia é tetracampeã mundial nos 50m costas (Mar del Plata 2002, Durban 2006, Eindhoven 2010 e Londres 2019) e pentacampeã parapan-americana (Mar del Plata 2003, Rio 2007, Guadalajara 2011, Toronto 2015 e Lima 2019) na mesma prova.   

Edênia também tem no currículo três medalhas paralímpicas: prata nos 50m costas em Atenas 2004, bronze nos 50m livre em Pequim 2008 e prata nos 50m costas em Londres 2012.  

Natural de Crato, Ceará, Edênia nasceu com a doença de Charcot-Marie-Tooth, também conhecida como atrofia fibular muscular e atualmente compete na classe S3.  

Jane Karla

Descrição da imagem #pracegover: A paratleta Jane Karla durante uma de suas disputas. Jane é uma mulher branca com cabelos castanhos. Ela está segurando um arco. Fim da descrição.
A paratleta Jane Karla (Foto: Marcio Rodrigues / MPIX / CPB)

A goiana Jane Karla, 45 anos, é o principal nome do tiro com arco brasileiro. Jane começou na modalidade em 2015 e, logo na sua primeira grande competição, os Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015, sagrou-se campeã. A arqueira foi a responsável por conquistar a vaga brasileira na modalidade nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.  

O começo da trajetória da atleta no paradesporto se deu pelo tênis de mesa, em 2003. Jane teve poliomielite aos três anos, o que prejudicou seus movimentos das pernas. 

Jerusa Geber

Descrição da imagem #pracegover: A paratleta Jerusa Geber durante uma de suas disputas. Jerusa é uma mulher branca com cabelos castanhos que estão amarrados. Ela tem deficiência visual e está correndo acompanhada de seu guia. Fim da descrição.
A paratleta Jerusa Geber (Foto: Daniel Zappe / Exemplus / CPB)

A velocista Jerusa Geber, da classe T11 (para cegos) consagrou-se campeã parapan-americana nos 100m e nos 200m. Alguns meses após o Parapan de Lima 2019, ela repetiu a medalha dourada na prova mais rápida do atletismo no Mundial de Dubai e tornou-se a primeira atleta cega a correr os 100m em menos de 12s.    

A acreana nasceu totalmente cega. Fez algumas cirurgias que possibilitaram que ela enxergasse um pouco, mas aos 18 anos, voltou a perder totalmente a visão. Conheceu o esporte paralímpico aos 19 anos a convite de um amigo também com deficiência visual.   

Jerusa também coleciona três medalhas paralímpicas: as pratas dos 100m e dos 200m nos Jogos Paralímpicos Londres 2012 e o bronze dos 100m em Pequim 2008. 

Márcia Menezes

Descrição da imagem #pracegover: A paratleta Márcia Menezes durante uma de suas disputas. Márcia é uma mulher branca com cabelos castanhos. Ela tem deficiência física e está em sua cadeira de rodas. Fim da descrição.
A paratleta Márcia Menezes (Foto: Marco Antonio Teixeira / MPIX / CPB)

A halterofilista Márcia Menezes foi a responsável pela primeira medalha do Brasil no halterofilismo em Campeonatos Mundiais, em Dubai 2014. Naquela ocasião, a paranaense, que tem sequelas nas pernas de poliomielite e compete no halterofilismo desde 2009, faturou a medalha de bronze. Nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto em 2015, Márcia conquistou a medalha de bronze. 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

 

 

Portal Acesse

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor insira seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.