Jogos Paralímpicos: contagem regressiva para Tóquio 2021

Descrição da imagem #pracegover: Foto da fachada do Ginásio Olímpico de Tóquio. Fim da descrição.
Fachada do Estádio Nacional de Tóquio (Foto: Divulgação Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio)

Falta exatamente um ano para a abertura dos Jogos Paralímpicos Tóquio 2021. Por isso, fomos conferir como estão os preparativos do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), para o maior evento paradesportivo do mundo, que será realizado entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro de 2021. 

O evento, que seria realizado neste mês, teve sua data transferida para 2021, por conta da pandemia do novo coronavírus, por decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI), juntamente com o Comitê Organizador das Paralimpíadas de Tóquio, o governo japonês e o Comitê Paralímpico Internacional (IPC). 

De acordo com os órgãos envolvidos, o adiamento levou em conta a proteção da saúde dos atletas e demais envolvidos, além de manter os interesses dos mesmos e do esporte paralímpico e olímpico. 

“Desde que nos pronunciamos publicamente em favor do adiamento dos Jogos, defendemos a proposta de que as datas deveriam ser mantidas, apenas alterando o ano para 2021 por motivos de segurança. Congratulamos e agradecemos ao COI e o Comitê Organizador Local pela sensibilidade e pronta resposta ao mundo esportivo de maneira geral”, apontou Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, na ocasião do adiamento.

Até o início da pandemia, em março, o Brasil havia conquistado a classificação em 14 modalidades: atletismo, bocha, canoagem, ciclismo, futebol de 5, goalball (feminino e masculino), natação, parataekwondo, remo, tiro esportivo, tiro com arco, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, vôlei sentado (feminino e masculino).

Preparação dos atletas na quarentena

Descrição da imagem #pracegover: Foto de dois atletas treinando. Fim da descrição.
Atletas durante treino no CT Paralímpico, reaberto no mês passado (Foto: Alê Cabral/CPB)

Apesar de ter cancelado vários eventos oficiais, que seriam realizados no segundo semestre deste ano, o CPB manteve o foco no treinamento dos atletas durante a quarentena. Desde então, devido ao encerramento das atividades no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, os atletas foram embarcados de volta às suas cidades e seguiram uma rotina de treino temporária com orientações dos técnicos. 

O projeto, coordenado pelo departamento de Ciência do Esporte, teve por objetivo ajudar aos atletas a estabelecerem uma rotina de atividades de treinamento durante o período de confinamento, além de oferecer suporte técnico e psicológico. 

Outra ação envolveu a preparação das seleções de modalidades coletivas de forma virtual. O trabalho envolveu palestras, acompanhamento psicológico e de nutrição. “A gente passava as atividades práticas através de vídeos e as atletas faziam em casa durante a semana. Agora estamos desenvolvendo um treino cognitivo”, explica José Antônio Guedes, técnico da Seleção Brasileira feminina de vôlei sentado.  

“Os treinos virtuais têm sido importantes para mim, para poder manter o contato com as meninas. Fazer atividades juntas como a gente costuma fazer quando estávamos realmente juntas de corpo”, aponta a jogadora Nathalie Filomena, medalhista de bronze nos Jogos Rio 2016.  

Segundo Alberto Martins, diretor técnico do CPB, a prioridade é  preservar os atletas e dar as melhores condições possíveis de assistência durante o período de isolamento. “Desenvolvemos ações junto com a comissão técnica para dar o máximo de assistência para os atletas, para minimizar os danos com a falta de treinamento passando os treinamentos que eles possam fazer suas residências, além de cuidar da saúde mental para que os atletas possam estar psicologicamente bem quando voltar”, explica.

As expectativas dos atletas 

Descrição da imagem #pracegover: Foto da atleta Débora Menezes. Ela é morena e tem cabelos castanhos curtos. Débora está exibindo sua medalha e segura um mascote dos Jogos Parapanamericanos. Fim da descrição.
A atleta Débora Menezes (Foto: Daniel Zappe/EXEMPLUS/CPB)

A atleta Débora Menezes, do parataekwondo, acredita que não haverá muitos prejuízos já que, apesar de não estar realizando o treinamento adequado, está sendo muito bem orientada. “Treinar de forma adaptada não é a mesma realidade que treinar no CT com todos os equipamentos e com a sua equipe. Mas, estamos sendo bem orientados por uma equipe altamente competente”, conta ela, que segue treinando seis vezes por semana com intensidade diferenciada, em casa. 

Descrição da imagem #pracegover: Foto do atleta Wendell Belarmino. Ele é um rapaz moreno e tem cabelos raspados. Wendell segura um mascote com a mão direita e está com sua medalha de ouro. Fim da descrição.
O atleta Wendell Belarmino (Foto: Douglas Magno/EXEMPLUS/CPB)

Wendell  Belarmino, atleta da natação, conta que até receber a notícia do adiamento, os atletas estavam muito ansiosos. “Quando recebi a notícia fiquei aliviado porque foi a coisa certa a ser feita. Imediatamente, meu técnico passou uma planilha de treinos que realizo em casa. Como tenho uma piscina, consigo manter o treino. Claro que não é a mesma coisa que treinar no CT, mas acho que as perdas serão recuperadas”, completa. 

Descrição da imagem #pracegover: Foto da atleta Beth Gomes. Ela é uma mulher loira e está segurando uma bola com a mão esquerda. Fim da descrição.
A atleta Beth Gomes (Foto: Daniel Zappe/EXEMPLUS/CPB)

Para Elizabeth Gomes, atleta de lançamento de disco, a paralisação é bastante prejudicial. “Posso dizer que me afetou um pouco por não poder fazer os treinamentos habituais como vinha sendo feito, já que não posso usar os locais de treinos. Tive que adaptar os meus treinos em casa com o auxílio da minha treinadora Rose Farias e com isso tenho mantido a minha evolução e condicionamento. Acredito que no momento muitos atletas não pararam com suas atividades físicas mesmo treinando em casa e acredito que com o adiamento poderemos recuperar o tempo perdido para chegar nos Jogos com uma boa performance.”

Calendário dos Jogos Paralímpicos de Tóquio

Descrição da imagem #pracegover: Foto aérea do Centro de Treinamento Palaímpico, em São Paulo. Fim da descrição.
CT Paralímpico, em São Paulo (Foto: Divulgação/CPB)

O Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio anunciou o calendário esportivo dos Jogos Paralímpicos. Ao todo, serão disputados 539 eventos de 22 modalidades e utilizadas 21 arenas na capital japonesa.  

De acordo com a agenda divulgada, o primeiro dia de disputa por medalhas já será em 25 de agosto. O ciclismo feminino será a primeira modalidade a conhecer as medalhistas paralímpicas desta edição. Além do ciclismo, natação e esgrima em cadeira de rodas também conhecerão seus medalhistas.   

A modalidade com maior número de eventos individuais nos Jogos será o atletismo, com finais em todas as sessões, totalizando 167 eventos medalhados.  

“O anúncio do cronograma da competição é sempre um marco fundamental para todos os Jogos Paralímpicos. Com pouco mais de um ano, os paratletas agora podem ver quando estarão competindo e os espectadores podem começar a planejar quais eventos eles querem assistir pessoalmente ou assistir pela televisão”, explica Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês).  

O cronograma de competições seguiu, assim como cronograma original antes do adiamento, a premissa de horário para facilitar o acompanhamento do público. Ao todo, os Jogos Paralímpicos de Tóquio em 2021 terão 300 sessões, sendo 109 com medalhas em disputa. 

Clique aqui para conferir o cronograma.  

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