Especial influenciadores: Bruno Landgraf

Descrição da imagem #pratodosverem: Bruno durante as Paralimpíadas do Rio de Janeiro. Ele está sentado no barco, durante treino na Marina da Glória. Bruno é um homem moreno, de pele clara e cabelos castanhos, curtos. Ele usa uma blusa vermelha, uma calça preta e um colete branco, onde está escrito: Rio2016 - BRA. Fim da descrição.
Bruno durante as Paralimpíadas Rio 2016 (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O esporte sempre esteve presente na vida de Bruno Landgraf. Agora, aos 34 anos de idade, ele novamente se reinventa e busca novos desafios. Entre suas novas escolhas estão a handbike e o rugby em cadeira de rodas.

Ele, que aos 12 anos ingressou na categoria de base do São Paulo Futebol Clube, onde atuou até 2006. Nesse período, Bruno se tornou atleta profissional, tendo sido convocado diversas vezes para as categorias de base e Sub-20 da Seleção Brasileira, época em que conquistou a Copa do Mundo de Futebol Sub-17 (2003). 

Descrição da imagem #pratodosverem: Bruno durante entrevista. Fim da descrição.
Bruno durante entrevista (Foto: Reprodução)

Após o acidente, em 2006, Bruno passou por um longo período de reabilitação até conhecer a vela adaptada, esporte que lhe rendeu participação em diversos torneios nacionais e internacionais. Entre eles, as Paralimpíadas de Londres (2012) e do Rio de Janeiro (2016).

Entre as conquistas na modalidade, Bruno destaca o Mundial em Weymouth, na Inglaterra, onde conquistou, em parceria com a paratleta Elaine da Cunha, uma vaga para Londres 2012. Já em 2016, Bruno disputou os Jogos do Rio com Marinalva de Almeida.

Confira a entrevista exclusiva com Bruno Landgraf

Descrição da imagem #pratodosverem: Bruno em sua casa. Ao seu lado está Kira, seu cão de assistência, que está deitada no chão. Fim da descrição.
Bruno e Kira, seu cão de assistência (Foto: Reprodução)

Quais são seus projetos atuais em relação ao esporte?
Bruno: Participei das paralimpíadas de Londres e do Rio, na vela adaptada. Nas paralimpíadas do Japão, transferidas para 2021, não vai ter a modalidade da vela. Por isso, estou conhecendo novos esportes e dois deles são a handbike e o rugby em cadeira de rodas. A handbike é importante para eu manter a parte física e pegar resistência para começar a competir no rugby, que é um esporte de grande impacto. 

Quais os próximos passos na sua carreira esportiva? 
Bruno: Estou esperando passar essa pandemia para poder retomar os treinos no segundo semestre. Estou ansioso para voltar a ser um atleta de alto rendimento que já fui.

Qual foi o momento mais marcante da sua trajetória como paratleta?
Bruno: São vários momentos. Posso falar aqui do meu primeiro mundial, em 2011, em Londres, que foi muito marcante porque sair do hospital e, em poucos anos, estar participando de um mundial foi muito importante. Além disso, conseguir a vaga e poder participar dos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, também foi muito marcante. O mesmo em relação às Paralimpíadas aqui no Rio, em 2016. Foi muito legal tanto por ser no Brasil, tanto por ter sido o melhor resultado que a gente conseguiu na vela adaptada.

Como você lida com a questão de ser uma referência para milhares de pessoas? 
Bruno: Me vejo como uma pessoa normal e sempre procuro estar ajudando o máximo de pessoas que eu posso, postando meus vídeos, falando um pouco sobre a lesão e sobre o que eu consigo fazer após a cirurgia da mão. Acho que as pessoas se sentem motivadas, mas tem várias outras pessoas aí que também passam exemplos bacanas que eu procuro seguir e procuro divulgar também. Acho que o pouco que a gente faz já pode ajudar bastante a compartilhar coisas bacanas.

Como está sendo sua rotina durante a quarentena?
Bruno: Na quarentena estou conseguindo fazer bastante coisa. Apesar de não estar conseguindo treinar na academia, consigo pedalar todos os dias na handbike. Sinto falta da musculação na academia, que é muito importante, mas como elas estão fechadas, achei melhor me resguardar um pouquinho. 

A quarentena tem prejudicado seus projetos profissionais?
Bruno: Um pouco porque eu me formei recentemente em Direito e tinha acabado de fazer a prova da OAB. Deveria ter pego a carteirinha, mas como aconteceu tudo isso, ainda não foi possível. A parte de parcerias também está mais parada. Mas, estão surgindo novos projetos. Entre eles, um projeto com a Magno, que me presenteou a Kira, um cão de assistência, que está me ajudando muito. Estou adorando essa experiência. 

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Conheça um pouco mais da história do Bruno

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