Como a desinformação pode ser uma barreira para a acessibilidade digital

Descrição da imagem: Foto de uma cerca aramada. Ao fundo vemos uma avenida larga de mão dupla, com alguns carros circulando. Fim da descrição.

Antes de explorar as barreiras à acessibilidade digital, gostaríamos de propor uma rápida reflexão. Para isso, responda mentalmente as perguntas à seguir:

Você sabia que mais de 60 milhões de brasileiros possuem algum tipo de necessidade específica para acessar a web?

Ou que existem cerca de 45 milhões de pessoas no país com algum tipo de deficiência?

E que dos 14,6 milhões de sites brasileiros, apenas 0,74% deles são acessíveis?

Ou ainda que o processo para tornar um site acessível não precisa ser caro, difícil e com layout feio?

Esses mitos ainda estão arraigados na sociedade e nas empresas, por conta da desinformação. A realidade é que muita gente não tem conhecimento sobre como usuários com limitações ou deficiências acessam e consomem conteúdos na internet diariamente.

As pessoas não fazem ideia de como um cidadão com deficiência visual navega, compra, estuda e se informa através da web. Ou que usuários com deficiência auditiva precisam de um Intérprete de Libras e vídeos com legenda, ou que indivíduos com mobilidade reduzida necessitam de navegação por voz para consumir conteúdo.

Assim como desconhecem também as barreiras à acessibilidade, as leis e os decretos em vigor, as normas aceitas internacionalmente, as regulamentações trabalhistas, as vantagens da acessibilidade digital, os recursos de acessibilidade digital e como produzir conteúdo acessível, por exemplo.

Falta conhecimento das empresas sobre a Lei Brasileira de Inclusão, que obriga os sites brasileiros a se tornarem acessíveis. Segundo o Art. 63, “é obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente.”

A desinformação sobre estes dados, sobre a legislação e sobre a importância da acessibilidade digital é uma das principais barreiras para que tenhamos uma comunicação mais inclusiva na sociedade e para que a internet seja um local acessível e igualitário para 60 milhões de brasileiros.

Como pôr fim a desinformação e tornar a sua empresa mais inclusiva

A palavra-chave, então, para reverter essa situação é a informação. O primeiro passo é se interessar sobre o tema e se informar através de sites seguros e confiáveis. Se atualize sobre as legislações vigentes, pesquise a história e a importância da inclusão digital e social, e sobre as iniciativas corporativas de comunicação inclusiva.

Além disso, um ponto importante é estar aberto para ouvir PCDs ou pessoas com alguma limitação que encontram barreiras de navegação na internet. A melhor forma de ter conhecimento sobre um assunto é trocar ideias e experiências com indivíduos que vivem a realidade ou com especialistas na área.

Hoje em dia, na internet, não é difícil achar conteúdos com essa temática ou debates sobre inclusão e acessibilidade. Há um movimento crescente da ocupação do espaço de pessoas com deficiência em diferentes meios de comunicação, especialmente nas redes sociais, como influenciadores digitais. Assim, eles conseguem gerar mais visibilidade sobre o assunto e sobre a realidade em que vivem.

Os influenciadores vêm quebrando essa barreira da comunicação inclusiva, fazendo com que empresas e cidadãos olhem mais para a comunicação inclusiva. E, assim, influenciam seus seguidores a buscar cada vez mais informações sobre este universo. Dessa forma, seguir influenciadores digitais que compartilham experiências é uma maneira de manter-se atualizado sobre as novidades, e entender as limitações e os desafios que enfrentam diariamente.

Andrea Schwarz, CEO da EqualWeb Brasil, é um exemplo real de influencer. Primeira mulher com deficiência Top Voice do LinkedIn, ela posta em suas redes sociais conteúdos com a temática de representatividade e inclusão e tenta dar holofotes e normalizar algumas questões relacionadas a pessoas com deficiência.

Por fim, fique por dentro também das tendências tecnológicas voltadas para a acessibilidade. A tecnologia vem se aperfeiçoando para que possamos levar a inclusão para todos os lugares e pessoas. E a EqualWeb é um exemplo disso, através da ferramenta tecnológica israelense que possibilita que os sites se tornem acessíveis, ampliando a navegação para pessoas com deficiência ou limitações.

O ambiente digital é o espaço onde as pessoas, diariamente, interagem, conversam, se informam, compram, estudam. E boa parte desses conteúdos são apresentados na forma de textos, fotos, áudios (podcasts) ou vídeos. Talvez você nunca tenha se dado conta.

Criticamos locais sem acesso para cadeirantes, mas a falta de acesso ao mundo digital não é percebida. Aparentemente invisível, ela está ali, e impede que milhões de brasileiros consumam conteúdo. Portanto, o digital precisa ser acessível!

E investir em acessibilidade não se trata de assistencialismo e sim de entregar um conteúdo, produto ou serviço que vai ser acessado por mais pessoas, de maneira simples, prática e rápida. É bom para as empresas, para a marca, e para a equipe envolvida. São inúmeros benefícios.

Ainda não sabe como dar o primeiro passo? Fale com nossos especialistas!

Para saber mais, fale com um dos especialistas da EqualWeb!

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