Barreiras de acessibilidade ainda são encontradas nos maiores sites de e-commerce do Brasil

Descrição da imagem: Foto de uma mão masculina segurando um cartão bancário. A mesma pessoa está usando o computador. Fim da descrição.

A Covid-19 mudou completamente o perfil de compra dos consumidores. Com lojas físicas fechadas no início da pandemia, o ambiente online se tornou a principal opção de compra entre os brasileiros. E essa tendência vai se manter. Segundo informações do site E-commerce Brasil, sete em cada dez brasileiros afirmam que pretendem continuar comprando online mesmo com o fim da quarentena.

Porém, apesar de muitos considerarem o ambiente online uma opção prática e rápida de compra, essa não é a realidade para todos. Muitas vezes, ele pode se tornar um impedimento devido à falta de acessibilidade da maior parte dos websites no Brasil.

É da responsabilidade de todo varejista oferecer recursos de acessibilidade que garantam uma navegação autônoma e eficiente para pessoas que tem alguma deficiência ou limitação. E talvez a acessibilidade não seja a primeira coisa que venha à sua mente ao pensar no e-commerce, certo?

Você já se perguntou se um cliente cego, com deficiência motora ou um idoso consegue comprar no seu e-commerce? Faça a si mesmo essas perguntas: Suas imagens apresentam descrição? Você usa cores que possam confundir pessoas daltônicas? É possível usar o teclado do computador para navegar pelo seu conteúdo? Seus vídeos possuem legenda?

Diferentes tipos de recursos para deixar seu e-commerce acessível

Para deixar o seu e-commerce acessível, é necessário pensar em diferentes tipos de recurso. E isso será importante não só para as pessoas que dependem da acessibilidade, mas também para as suas vendas. Afinal, são mais de 60 milhões de pessoas com alguma limitação. Imagine não conseguir alcançar esses usuários por falta de acessibilidade?

Até porque o processo de compra em um site de comércio eletrônico não é simples. O usuário tem diversos passos se seguir até concluir a compra. Para aqueles com deficiência, essas etapas podem se tornar ainda mais difíceis. Alguns dos problemas que podem ser enfrentados nesse caminho são: questões com formulários, botões, ícones, imagens, dificuldade de navegação, entre outros. Portanto, ao projetar seu e-commerce ou website, é necessário levar em consideração alguns aspectos, como:

. Descrição de imagens, que devem ser completas e compreensíveis;
. Cores de alto contraste com texto grande, claro e de fácil entendimento;
. Botões e formulários devem estar acessíveis usando tanto o mouse como o teclado;
. Cabeçalhos inseridos hierarquicamente de forma correta;
. Opção de conteúdo em Libras;
. Links descritivos que descrevam o que você está vinculando. Frases como “clique aqui” ou “clique no link na bio” não são acessíveis;
. Navegação pelo site por teclado e não só pelo mouse;
. Dados da empresa (nome, CNPJ e endereço) destacados corretamente;
. Conteúdo preparado para leitores de tela;
. Facilidade para inserir produtos no carrinho e conseguir cancelá-los.

Estudo mostra dificuldade de acesso das pessoas com deficiência

Um estudo realizado pelo Movimento Web para Todos e pelo consórcio W3C Brasil mostrou as barreiras de acesso em 15 sites de e-commerce mais acessados no Brasil.

Na página inicial dos sites analisados, 76% dos usuários que testaram o leitor de tela disseram que não foi possível entender as imagens de acordo com a descrição. Segundo os usuários, os conteúdos não estavam completamente descritos na imagem e faltavam informações importantes como cor do produto e preço em caso de promoção.

Além disso, 43% dos consumidores não encontraram de maneira fácil o nome, o CNPJ e o endereço da loja. Muitas dessas informações estavam localizadas no rodapé, com baixo contraste e letras pequenas.

Em 28% dos testes, os usuários não conseguiram concluir o processo de compra por problemas antes ou durante a finalização do pedido, que vão desde barreiras para completar o cadastro e dificuldade de clicar nos botões até erro no sistema ou impedimentos para adicionar produtos ao carrinho e gerar boleto usando apenas o teclado.

E, por fim, em relação à finalização da compra, das pessoas que concluíram a compra, 67% não puderam cancelar o pedido. E 30% sequer conseguiram chegar nessa etapa. Muitas nem localizaram a opção de cancelamento.

Acessibilidade no e-commerce é lei

Diante dessa realidade nas principais páginas de e-commerce no país, vemos que ainda há um caminho longo a se percorrer. E o quanto antes. Pois, lembre-se: lojas virtuais que não cumprem essas exigências, estão indo contra as normas da Lei Brasileira de Inclusão.

Segundo o art. 63 da LBI, “é obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente”.

Mas além da LBI, o Decreto Federal nº 7.962/2013 (Lei do E-commerce), que regulamenta o Código de Defesa do Consumidor em relação ao comércio eletrônico, tem como premissa garantir que os sites ofereçam clareza e a disponibilidade das informações, o suporte imediato ao cliente e o direito de arrependimento.

Contudo, não é isso que estamos vendo ainda, certo? E porque será que é tão difícil para as empresas darem esse passo? Saiba que ter um comércio eletrônico acessível tem um impacto real em seus lucros, visibilidade nos mecanismos de busca e retorno sob o investimento. Isso porque traz oportunidades maiores de conversão de vendas, já que a sua empresa está abrindo portas para mais de 60 milhões de pessoas, que antes não conseguiam acessar seu conteúdo e seus produtos ou serviços.

E não só isso! Ainda agrega valor à sua marca. Afinal de contas, você está possibilitando que milhares de pessoas sejam incluídas e isso é muito bem visto pela sociedade e pelo mercado.

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