São Paulo sedia 13ª edição das Paralimpíadas Escolares

Maior evento esportivo do mundo para pessoas com deficiência em idade escolar reúne 1.220 atletas.

Descrição da imagem #PraCegoVer: A paratleta Maria Clara Augusto da Silva está na pista de atletismo, segurando a medalha de ouro. Ela é uma menina morena, de pele clara, cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo e usa óculos. Ela tem uma malformação no braço esquerdo. Fim da descrição.
A paratleta Maria Clara Augusto da Silva conquistou medalha de ouro nos 75m na classe T47 (Foto: Douglas Magno/EXEMPLUS/CPB)

Nesta semana, a cidade de São Paulo sedia a 13ª edição das Paralimpíadas Escolares. O maior evento esportivo do mundo para pessoas com deficiência em idade escolar está sendo realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, e conta com a participação de 1.220 atletas de 26 Estados e do Distrito Federal. 

As disputas, iniciadas na quarta-feira, 20 de novembro, seguem até sexta-feira, em 12 modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas (formato 3×3), bocha, futebol de 5 (para cegos), futebol de 7 (para paralisados cerebrais), goalball, judô, natação, parabadminton, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado. A faixa etária contemplada para as disputas é de 12 a 17 anos.

“Grande parte do sucesso que o Brasil obteve nas grandes competições internacionais nos últimos anos, e na temporada atual, possuem o DNA das Paralimpíadas Escolares. Se o brasil quiser se manter entre os 10 maiores medalhistas do mundo nos próximos ciclos, o caminho é fomentar a prática da  atividade esportiva nas milhares de escolas do Brasil”, disse o segundo vice-presidente do CPB, Ivaldo Brandão.

“Deficiência é só uma característica, não é um problema. Guardem isso no coração. Acreditar nas pessoas com deficiência, na sua qualidade, é fazer um Brasil mais justo, melhor e de todos. São Paulo é de vocês, atletas das Paralimpíadas Escolares. Vão ser dias de muitas competições, em que todos serão campeões. São Paulo recebe vocês de braços abertos”, comentou a secretária Célia Leão.  

Paralimpíadas Escolares

Talentos do paradesporto brasileiro já passaram pelas Paralimpíadas Escolares, como os velocistas Alan Fonteles, ouro em Londres 2012, Verônica Hipólito, prata no Rio 2016, e Petrúcio Ferreira, recordista mundial nos 100m (classe T47); o nadador Talisson Glock, prata no Rio 2016; o jogador de goalball Leomon Moreno, prata no Jogos de Londres e bronze no Rio 2016; a mesa-tenista Bruna Alexandre, bronze no Rio 2016, entre outros.

Atletas com síndrome de Down

Descrição da imagem #PraCegoVer: Close de um atleta com síndrome de Down. Ele está usando toca e óculos de natação. Fim da descrição.
Atletas com síndrome de Down contam com categoria exclusiva no evento (Foto: Alê Cabral/CPB)

Neste ano, 55 atletas com síndrome de Down participam do evento que, pela primeira vez, terá uma categoria específica nas modalidades de atletismo e natação.

“Como a síndrome de Down não tem disputas exclusivas nos Jogos Paralímpicos e nos Mundiais, nós achamos importante dar essa oportunidade. A diferença é que separamos dos outros atletas com deficiência intelectual, pois reconhecemos uma ‘desvantagem’ física em relação a eles”, comentou Ramon Pereira, coordenados do departamento de desporto escolar do Comitê Paralímpico Brasileiro. 

“O atleta com Down tem um maior comprometimento intelectual, dificuldade para entender, também um comprometimento físico, pois os músculos são mais fracos, os movimentos mais lentos. Então, não competem em pé de igualdade com os atletas da classe S14, que têm deficiência intelectual e nenhum déficit físico. Essa abertura foi uma sementinha que vai incentivar novos atletas”, explicou Roberto Di Cunto coordenador da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Intelectuais (CBDI).

Um dos competidores com síndrome de Down é o sul-matogrossense Flávio Augusto Godoy, de apenas 14 anos, que nadou os 25m costas. “Gostei muito de nadar nesta piscina. Sempre amei água”, comentou Flávio, que começou a praticar natação este ano.

Portal Acesse

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