Os profissionais da saúde como rede de apoio para pacientes com deficiência

Entenda a importância de constituir uma rede de apoio para acompanhar pacientes com deficiência.

Descrição da imagem: Três mãos estão se tocando, em sinal de união. Fim da descrição.
Rede de apoio pode ser fundamental para o desenvolvimento de pacientes com deficiência (Foto: Pixabay)

Vivemos em um período em que se torna extremamente necessário uma transição no comportamento dos profissionais da saúde. A partir de uma nova consciência, deve-se assumir um modelo social de atuação, isto é, um profissional que enxerga e entende a diversidade do mundo (entre elas os pacientes com deficiência) e que trabalha para transformar a realidade das pessoas, fornecendo subsídios para obtenção de qualidade de vida.

Adotando este tipo de conduta, os pacientes passam de alvo do tratamento a parceiros deste, começando, assim, a constituir uma importante rede de apoio.

A rede de apoio para pacientes com deficiência

A rede de apoio de uma família pode ser formada por qualquer pessoa que consiga dar algum tipo de suporte, sendo assim, familiares, amigos, vizinhos, grupos de apoio, ongs, entre outros. O profissional da saúde pode e deve ser um dos elos dessa rede, pois estará presente em diversas fases do desenvolvimento das pessoas com deficiência, além de deter informações técnicas para orientar e guiar estas famílias.

É importante relembrar e reforçar que informação e conhecimento são a base da formação de cidadãos conscientes e da mudança de padrões e hábitos na sociedade. Portanto, todo o conteúdo que a família recebe pode ter um efeito muito positivo em relação a diminuir a insegurança e empoderar para a criação de seus dependentes (filhos, netos, sobrinhos biológicos e adotivos).  

Dessa maneira, quando o profissional vai além do que lhe é proposto, na hora de cuidar do outro, e tem ciência da importância de fazer parte desta rede, consegue efetivamente atuar na saúde, qualidade de vida e inclusão nas diferentes esferas da sociedade. Essa visão complementar deve acontecer do momento da notícia inicial sobre a deficiência e das primeiras explicações e orientações até o acompanhamento das diferentes fases da infância, adolescência, sexualidade, inserção na escola e mercado de trabalho, ou ainda na terceira idade, sempre visando dar subsídios para o desenvolvimento de todos os envolvidos.  

Para que a rede de apoio seja efetiva, além de transmitir o conhecimento, é fundamental se preocupar com a maneira como ele é passado. Assim, deve-se  entender o núcleo familiar que será parceiro neste cuidado, suas origens, crenças e experiencias prévias, pois situações distintas exigem cuidados distintos. E ainda, antes de qualquer conduta, conseguir reconhecer as necessidades de quem está sendo cuidado, para que possamos orientar transmitindo segurança e afeto, estimulando os envolvidos.

Uma palavra, um gesto, uma conduta ou simplesmente saber ouvir e assumir a responsabilidade de cuidar do próximo podem mudar vidas, trajetórias e quem sabe o rumo da sociedade inclusiva. Uma rede é formada por diversos elos, por diversas ações: essa luta é de todos nós.

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