Pavilhão brasileiro na Rehacare 2019 visa expansão do mercado de reabilitação

Principal feira do setor, no mundo, será realizada entre 18 e 21 de setembro, na Alemanha.

Descrição da imagem #PraCegoVer: Um dos espaços da Rehacare. Nele está em destaque um braço biônico verde. Fim da descrição.
Evento apresenta as principais tecnologias do setor de reabilitação (Foto: Divulgação/Rehacare)

Começa hoje, em Düsseldorf, na Alemanha, a Rehacare 2019, principal feira do setor de reabilitação do mundo, que conta com o Brazilian Health Devices, projeto setorial executado pela Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). 

Esta será a quarta participação da indústria brasileira, via Brazilian Health Devices, no evento. “É a nossa ação mais importante dedicada a fabricantes de produtos para reabilitação. Devido ao seu caráter mundial, a feira contribui com as estratégias globais de internacionalização das empresas”, comenta Larissa Gomes, supervisora do Brazilian Health Devices na ABIMO.

Rehacare 2019

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 bilhão de pessoas vive com alguma deficiência no mundo. Suprindo demandas desse grande segmento de mercado, a indústria de saúde brasileira atua no desenvolvimento de produtos e soluções envoltos em alta tecnologia. 

Na Europa, um dos mercados acessados pelas expositoras da Rehacare, há grande competitividade tecnológica, o que é um desafio. “Como pontos fortes da região temos o alto poder aquisitivo da população e a grande consolidação do mercado de dispositivos para reabilitação”, pontua Rafael Cavalcante, coordenador de acesso a mercados da ABIMO.

A regulação é um dos fatores que merecem a atenção da indústria interessada em exportar tecnologias assistivas. A obtenção de certificações internacionalmente reconhecidas como a FDA, para o mercado norte-americano, e a Marcação CE, para o europeu, são pontos facilitadores, segundo Cavalcante. “Ambas as certificações representam chancelas de qualidade mundialmente aceitas por distribuidores e dotadas de ótima reputação com as mais diversas autoridades nacionais”, relata.

Mercado em expansão 

Com muito espaço a ser desbravado no mercado internacional, a indústria de reabilitação no Brasil passa por um momento de expansão. O comparativo entre o primeiro semestre de 2018 e o mesmo período de 2019 mostra aumento de 3% nas exportações e queda de 4,8% nas importações.

“A tímida inserção da indústria brasileira no mercado europeu se dá, principalmente, devido à forte competitividade em termos de pioneirismo e tecnologia de muitos dos dispositivos fabricados no continente. Entretanto, são produtos em geral mais caros do que os brasileiros”, comenta Cavalcante apontando, na relação custo-benefício do portfólio nacional, um dos melhores caminhos para o maior equilíbrio da balança comercial. Entre os produtos brasileiros com maiores taxas de exportação estão artigos e aparelhos ortopédicos, aparelhos para surdos, artigos de prótese, e aparelhos para fraturas.

Portal Acesse

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