CPB lança linha de uniformes para Jogos Parapan-Americanos 2019

Comitê Paralímpico Brasileiro apresentou os uniformes que a delegação brasileira vestirá no Parapan de Lima 2019.

Descrição da imagem #PraCegoVer. Três atletas desfilam durante lançamento dos uniformes do Parapan em Lima. Da esquerda para a direita, temos o atleta Vinicius Rodrigues, que usa uma prótese na perna esquerda. Ele é moreno, tem pele clara e usa uma regata azul marinho com o nome Brasil, em amarelo, e uma bermuda azul marinho. No meio está a atleta Dayane Silva, que tem uma malformação nos braços. Ela é morena, tem a pele clara, e está usando uma regata, verde escuro e um shorts azul marinho. O terceiro é o atleta Matheus Assis, que é cadeirante. Ele é moreno claro e está usando um uniforme azul marinho e amarelo. O desfile foi realizado na pista de atletismo do CT Paralímpico, por isso, o piso é marrom com listras divisórias brancas. Fim da descrição.
Os atletas Vinicius Rodrigues, Dayane Silva e Matheus Assis, durante a apresentação dos uniformes (Foto: Daniel Zappe / Exemplus / CPB)

Os Jogos Parapan-Americanos de Lima serão a principal competição paralímpica da temporada 2019, de 23 de agosto a 1º de setembro, em Lima, no Peru.

Ao todo, serão 512 integrantes na missão brasileira, sendo 337 atletas, de 23 estados e do Distrito Federal, em 17 modalidades. Esta é a maior delegação brasileira da história, e tem como meta manter-se na primeira colocação do quadro geral de medalhas, tal qual ocorre desde o Rio 2007. Na última edição do Parapan, em Toronto, há quatro anos, o Brasil subiu ao pódio 257 vezes, das quais 109 foram no ponto mais alto. 

“Em dez dias, terá início a maior competição da temporada, os Jogos Parapan-Americanos de Lima, um desafio muito grande para toda a nossa equipe, porque colheremos os frutos de tudo que tem sido feito nos últimos anos. Para este momento bastante especial procuramos pensar em todos os detalhes para termos uma grande participação. Pela primeira vez, nós deixaremos de ir a reboque. Eu me lembro das outras missões, em que o material era feito e nós tínhamos que nos adaptar a ele. Agora, fizemos diferente, sob medida, pensando em todas as especificidades de cada deficiência para ter o melhor uniforme possível”, comentou Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, bicampeão paralímpico de futebol de 5 (para cegos) em Atenas 2004 e Pequim 2008.

A linha de roupas autoral conta com 127 peças desenvolvidas especialmente para os atletas paralímpicos. Para divulgar sua linha própria de uniforme, o CPB convidou alguns dos competidores que os vestirão em Lima, para desfilarem para os patrocinadores do CPB: Loterias Caixa, Braskem e Ajinomoto. 

O atleta Rafael Yamana (Foto: Daniel Zappe / Exemplus / CPB)

“O desafio era desenvolver produtos que conversassem com a identidade visual e que atendesse à alta performance. Precisamos pensar em engenharia de produtos e gramatura de tecido para ser funcional. Nós conversamos com a área técnica do Comitê Paralímpico Brasileiro e com os atletas para entender a necessidade deles. A linha foi feita com foco no atleta paralímpico e têm detalhes que atendem às suas características. Por exemplos, as calças têm zíper para facilitar aos que usam próteses. Essa pesquisa é um diferencial, não só a nossa estampa exclusiva”, explicou a mineira Amanda Rabelo, responsável pela equipe de designers do CPB, que idealizou os uniformes.

“Estou muito feliz por fazer parte desse desfile, que é um momento histórico. As roupas ficaram lindas e isso mostra o quanto o CPB e o Movimento Paralímpico cresceram. É muito bacana ter a nossa própria confecção e as pessoas poderem adquirir o seu no futuro”, comentou o nadador multimedalhista, Daniel Dias.

“Eu amei os uniformes, o CPB está de parabéns. A cada ano, o nosso uniforme veio evoluindo e, com essas novas peças, eu tenho toda a facilidade do mundo para vestir. Foi feito para nós. Pensaram em todos os detalhes, nas necessidades de cada deficiência”, destacou a lançadora de dardo Raíssa Machado, que tem má-formação nos membros inferiores. 

“Os uniformes ficaram sensacionais, superam as expectativas. Eu, particularmente, estava ansiosa para vesti-los e, de todas as edições que eu já recebi, está é a mais bonita e confortável. Eu desfilei com o uniforme de pódio, agora espero que vista ele de novo com uma medalha de ouro em Lima”, disse a judoca Alana Maldonado, que tem baixa visão.

A atleta Catia Oliveira (Foto: Daniel Zappe / Exemplus / CPB)

Nesta semana, os atletas paralímpicos fazem os últimos ajustes para a principal competição da temporada. Seleções brasileiras de atletismo, basquete em cadeira de rodas (feminino e masculino), futebol de 5, goalball (feminino e masculino), halterofilismo, natação, parabadminton, tênis de mesa e vôlei sentado (feminino e masculino) utilizam as estruturas do CT Paralímpico para a realização dos treinos finais antes do embarque para Lima. 

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