São Paulo recebe Encontro Nacional da Rede de Leitura Inclusiva

Evento realizado pelo Ministério da Cidadania e pela Fundação Dorina Nowill para Cegos reuniu agentes de leitura inclusiva de todo o Brasil.

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Três homens estão sentados no palco do evento. Vemos, em primeiro plano, o público que acompanhou o bate-papo. Fim da descrição.
Descrição da imagem #PraCegoVer: Três homens estão sentados no palco do evento. Vemos, em primeiro plano, o público que acompanhou o bate-papo. Fim da descrição.

Na última semana, o Ministério da Cidadania e a Fundação Dorina Nowill para Cegos realizaram o 2° Encontro Nacional da Rede de Leitura Inclusiva, que reuniu agentes de leitura inclusiva de todo o Brasil, além de personalidades da literatura nacional.

Entre os participantes, destaque para o ator e escritor Lázaro Ramos, autor de obras como ‘A velha sentada’, ‘Caderno de rimas do João’ e ‘Na minha pele’, que também foi publicado em braille pela Fundação Dorina; para o jornalista Ademar de Queiroz, que lançou recentemente o livro ‘O baú do menino Deus’, impresso em tinta e em braille por meio de serigrafia; e para a contadora de histórias Kiara Terra, cujo método de narração chamado ‘A história aberta’, que brinca com o imaginário, além de estimular a participação do público.

Além de painéis expositivos sobre os mais variados temas relacionados à leitura acessível, o evento contou ainda com oficinas, rodas de leitura e bate-papos, além da apresentação dos primeiros resultados da pesquisa Cenários da Leitura Acessível, realizada pelo Instituto Datafolha, que teve como objetivo analisar as condições de acesso aos livros nos formatos acessíveis, a atuação dos intermediários da leitura e o comportamento leitor do público com deficiência no Brasil.

Rede de Leitura Inclusiva

Descrição da imagem #PraCegoVer: Três homens estão sentados no palco do evento. Fim da descrição.
O ator e escritor Lazaro Ramos com agentes da Rede de Leitura Inclusiva (Foto: Portal Acesse)

A Rede de Leitura Inclusiva da Fundação Dorina nasceu com a proposta de atender as necessidades de pessoas com deficiência, garantindo a elas o acesso à educação, à informação e à cultura.

Atualmente, a Rede de Leitura Inclusiva conta com 440 instituições organizadas em 23 estados e, só no ano passado, realizou mais de 40 ações em todo o Brasil.

“Dorina Nowill, nossa fundadora, dedicou sua vida à conquista e garantia de direitos pelas pessoas com deficiência visual. A Fundação nasceu a partir da transcrição de livros para o braille e hoje temos uma das maiores gráficas braille do mundo em capacidade de produção. Temos a premissa de que ninguém pode ser privado do acesso à leitura”, destaca o superintendente executivo da Fundação Dorina, Alexandre Munck.

Inclusão e educação

Além dos livros em braille, a Fundação também desenvolve outros formatos acessíveis, como o livro falado e o digital acessível – o ePub. “Estamos sempre produzindo livros acessíveis com a garantia de qualidade e conteúdo e fomentamos a promoção de leitura por todo o Brasil como forma de ampliar a discussão e o acesso de todas as pessoas. A Rede trata de inclusão e esse evento vem ao encontro disso. É fundamental discutirmos e promovermos a leitura inclusiva no país”, explica a coordenadora do projeto, Perla Assunção.


Portal Acesse

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