O custo de um centro de equoterapia de qualidade

Entenda a importância da regularização dos centros de atendimento para garantir a segurança dos praticantes, dos animais e dos profissionais de equoterapia.

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Descrição da imagem #PraCegoVer. Duas equoterapeutas estão posando para a foto. Elas estão ao lado de um cavalo marrom e seguram no colo uma menina que usa uma máscara de coelhinho da Páscoa. Fim da descrição.
Confira as dicas da nossa colunista sobre os custos da equoterapia (Foto: Divulgação)

A equoterapia é considerada um tratamento caro, devido ao valor que se cobra nos centros de equoterapia. Mas, você sabe quais são os custos de um centro de equoterapia de qualidade e devidamente regularizado?

Existem várias comparações da equoterapia com outras intervenções terapêuticas e quando se trata referente ao custo nas sessões, muitas vezes famílias, contratos, convênios com prefeituras, estados e união abordam o assunto na efetivação do serviço.

O custo de um centro de equoterapia

Quem nunca ouviu o ditado: cavalo come…? Exatamente, o cavalo come, porém também precisa de outros cuidados como qualquer ser vivo e ainda se tratando de um cavalo de equoterapia, tão importante para habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência.

Cavalo não come só capim! E não fica apenas num pedaço pequeno de terreno, até mesmo porque esse espaço pequeno de terreno não durará eternamente verde, depende de chuvas, além de tudo o vegetal precisa ser adequado ao paladar e saúde do cavalo.

Normalmente os cavalos ficam em cocheiras e recebem feno, suplemento (ração), sal mineral e água como alimentação, porém nas cocheiras têm o forro de serragem (cama do cavalo), contudo medicamentos, ferrageamento adequado, médico veterinário, dentista, vacinação, vermifugação, exames sanguíneos, treinamento, entre outros cuidados importantes. Afinal a qualidade de vida e saúde do cavalo, é a qualidade de nosso trabalho, justificando os custos.

Vocês já perceberam quantos profissionais participam de uma sessão de equoterapia? Normalmente três profissionais auxiliares: um guia, um lateral e um equoterapeuta.

Nos centros de equoterapia regulamentados é necessário uma equipe mínima multidisciplinar, formada por psicólogo, fisioterapeuta, médico (referência) e instrutor de equitação. Outros centros possuem equipe de equoterapia maior e com mais especialidades para contemplar as pessoas com deficiência assistidas.

Os profissionais atuantes apresentam formação em equoterapia. Não existe especialidade melhor ou ignorada na equipe multidisciplinar, todos são importantes e trabalham com objetivos interdisciplinares para o desenvolvimento global da pessoa com deficiência, que não é feita de partes e sim de um todo. O equoterapeuta precisa ser remunerado de acordo com a sua especialidade.

O local do centro de equoterapia não é tão simples assim. Hoje, com o sancionamento da lei, estes centros precisam adequar-se nas situações jurídicas, administrativas e técnicas. Como também na regulamentação de qualidade arquitetônica, AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), alvará de funcionamento, CNPJ ( Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), empresa ou associação aberta dentro da legalidade, etc. Se for associação, necessita dos certificados pertinentes ao seu funcionamento como CMAS (Conselho Municipal de Assistência Social), CMPD (Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência), entre outros.

O espaço de um centro de equoterapia precisa ser amplo, com acessibilidade, adequado para as atividades, com picadeiros (de preferência um com cobertura para os atendimentos), piquetes, local para as cocheiras, selaria, banheiros adaptados, sala de espera e sala de avaliação. Alguns centros de equoterapia têm espaços com outras estruturas maiores.

Os equipamentos de equitação, equoterapia, segurança, são adaptados de acordo com o atendimento à pessoa com deficiência, inclusive os pedagógicos, fisioterapêuticos, entre outros, materiais importantes e pertinentes para o alcance dos objetivos, de acordo com o prognóstico traçado.

Equoterapia não é só colocar a pessoa com deficiência no dorso de um cavalo qualquer e sair andando. Nesse contexto, existe uma gama de estudos, adaptações, conhecimento técnico, espaço adequado, organizações jurídicas e administrativas importantes para a efetivação do trabalho. 

Não é qualquer cavalo que se utiliza, porque além dos cuidados especiais e de treinamento dos animais,  a segurança do trabalho se encontra em primeiro lugar. Precisa investir no cavalo em treinamento, saúde e alimentação para uma animal ser apropriado na equoterapia.

A equoterapia é trabalhosa, técnica e pela sua qualidade, apresenta custos altos para o padrão do atendimento necessário e coerente. 

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Eliane Cristina Baatsch é pedagoga e psicopedagoga, especializada em deficiência múltipla. Atua como equoterapeuta, coordenadora da Hípica Santa Terezinha, instrutora de equitação clássica, equitação para equoterapia e de volteio terapêutico, e também como presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Carapicuíba (CMPD).

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