O treinamento do cavalo para pessoas com deficiência na modalidade dos 3 Tambores

Confira algumas situações que possam auxiliar a dinâmica e a melhor adaptação do cavalo na prova dos 3 Tambores Paraequestre.

0
109
Descrição da imagem #PraCegoVer: A equoterapeuta Eliane Baatsch está montada em um cavalo marrom. Eles estão de costas. Fim da descrição.
Confira algumas situações que possam auxiliar a dinâmica e a melhor adaptação do cavalo na prova dos 3 Tambores Paraequestre (Foto: Divulgação)

As pessoas com deficiência vêm se destacando cada vez mais na modalidade do esporte e principalmente nos 3 Tambores Paraequestre, porém é importante ressaltar que o cavalo precisa de um treinamento especial.

Normalmente, o cavalo utilizado para a modalidade dos 3 Tambores é da raça Quarto de Milha, registrado e com chip, mas existem outras associações que também realizam torneios especificando outra raça ao qual são referenciadas em suas criações.

Em torneios oficiais dos 3 Tambores envolvendo as pessoas com deficiência, algumas modalidades exigem o cavalo Quarto de Milha, registrado e com chip, onde o cavalo só pode entrar uma vez com o paratleta, como também tem outro torneio ao qual o cavalo não necessariamente precisa ser da raça Quarto de Milha, desde que este seja devidamente treinado e adaptado para a pessoa com deficiência.

Não é qualquer cavalo que serve para essa modalidade

Os torneios são acompanhados de músicas, locução, público grande e muitos estímulos no local, por isso precisa ser um cavalo dessensibilizado.

Nas pistas ao qual são realizadas as provas dos 3 Tambores são reparadas diversas vezes para que sejam simétricas e os animais não corram o risco de sofrerem acidentes por um desnível. Afinal, é um esporte de velocidade e agilidade.

Mesmo que um animal seja bonzinho na equoterapia em seu ambiente, precisamos pensar no ambiente de prova totalmente diferenciado, com estímulos diversos, além do cavalo ser condicionado ao percurso da prova, sendo assim dependendo da categoria o animal já realiza a prova no galope e poderá obter comportamentos atípicos e variáveis. Cabe à equipe acompanhar esse animal o tempo todo para verificar as possibilidades e variáveis.

Quando os animais da equoterapia começam a serem estimulados a uma categoria mais alta realizando a prova no galope, normalmente posteriormente terão maior dificuldade de realizar a prova ao passo ou a trote, porque já foram condicionados ao galope e alguns animais já apresentam um comportamento ansioso quando entram na pista para a prova.

O cavalo modifica o seu comportamento em ambientes diferentes 

Ele pode ser tranquilo na equoterapia, no seu centro de treinamento, mas quando este é selecionado para uma competição, passa pelo estresse da viagem, em ficar num ambiente diferente como baias com outros animais, normalmente um cavalo passa por diversos donos com comportamentos, dinâmicas diferentes de tratamento e lida, sendo assim os animais em provas apresentam alterações e ficam atentos aos estímulos. É importante sempre em provas levar o tratador que cuida diariamente do animal, para melhor adaptação e tranquilidade. Mesmo assim, nem sempre acaba saindo como esperamos, pois podem acontecer diversas situações atípicas. 

É muita responsabilidade levar um animal para correr em prova! É trabalhar com expectativas, riscos, superação e muito treinamento!

3 Tambores Paraequestre

São vários obstáculos a percorrer para uma prova dos 3 Tambores Paraequestre, sendo assim, confira algumas situações que possam auxiliar a dinâmica e a melhor adaptação do cavalo na prova:

1. Repasse o animal diversas vezes para a reprise da prova com e sem a pessoa com deficiência, assim o  mesmo ficará condicionado a repetição da sua entrada na pista, podendo diminuir a alteração de comportamento;

2. Adaptar o animal no local antes da prova, sendo assim levá-lo nos ambientes com barulho e estímulos de movimentos, portanto sempre chegando em horário confortável para o tempo das adaptações;

3. Treinar um animal de acordo com cada categoria, pois uma animal que já corre em galope nos 3 Tambores com um paratleta, já fica condicionado ao estímulo de correr, podendo alterar o comportamento nas categorias iniciais (passo ou trote);

4. Ficar sempre próximo ao animal, principalmente levando o tratador e as pessoas que cotidianamente estão lidando com ele;

5. Procurar realizar uma viagem tranquila para não desgastar o animal;

6. Excesso de treinamento do animal pode causar fadiga muscular, claudicação ou outras sequelas. Tudo precisa ser realizado com bom senso;

7. Materiais e equipamentos de segurança são imprescindíveis para a equipe, o animal e a pessoa com deficiência;

8. Equipamentos confortáveis para o animal, pois se estes não estiverem de acordo, ou o machucarem, podem causar alteração de comportamento.

Portal Acesse

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.