Autismo não é o limite

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Equipe da Hípica Santa Terezinha durante prova dos 3 Tambores. Eles estão com Murilo. Eles estão na frende de um cavalo branco. Fim da descrição.
Murilo com a equipe da Hípica Santa Terezinha (Foto: Divulgação)

Normalmente, quando olhamos uma criança correndo, gritando, agitada ou até mesmo impaciente, sempre tem alguém com uma opinião sobre a educação da família perante àquele comportamento diferente. Como diz o velho ditado: “calar é ouro, falar é prata!”

Neste caso, o caminho é a observação e a informação. E infelizmente muitas famílias de pessoas com autismo passam por constrangimentos em locais públicos com falas inadequadas e impróprias.

Esse tipo de comportamento pode ser característico do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), um espectro de condições neurobiológicas caracterizado por anormalidades na interação, socialização, comunicação, como interesses restritos, comportamentos repetitivos e alguns com comorbidades, entre outros.

Mas, será que o diagnóstico de autismo é uma limitação? Claro que não!

Diagnóstico do autismo

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Murilo e a equoterapeuta Eliane estão abraçados. Fim da descrição.
Murilo e a equoterapeuta Eliane (Foto: Divulgação)

O diagnóstico do autismo não é uma limitação. Com apoio familiar, terapias, escola e organizações específicas, a pessoa com autismo pode desenvolver muitas potencialidades, inclusive no esporte.

Murilo Santos Carleto foi diagnosticado com o CID F84 (TEA – Transtorno do Espectro do Autismo) e começou a realizar as sessões de equoterapia, porém tinha uma afinidade muito grande com o cavalo, além da habilidade e equilíbrio.

Passou em pouco tempo da intervenção terapêutica para a equitação adaptada visando a participação na Prova dos 3 Tambores Paraequestre, uma modalidade equestre de velocidade, realizado em quatro etapas, nas quais o paratleta precisa contornar, no menor tempo possível, os três tambores com demarcações específicas, sem realizar faltas ou derrubar algum tambor.

Murilo começou tímido, com a lateral de profissionais nas provas, em trote apenas e foi evoluindo aos poucos com apoio da família, em especial da avó Duda. Tecnicamente foi se aperfeiçoando, treinando bastante comigo e com o instrutor Manoel de Jesus Santos, na Hípica Santa Terezinha, contando com adaptações de cavalos, equipamentos, até alcançar a evolução nas pistas.

Atualmente, Murilo corre nos 3 Tambores com o cavalo de prova Docs Royalty Jeb, e juntos eles são parceiros e trabalham em sintonia nas provas da NBHA Brazil.

Disso tudo tiramos uma conclusão: em cima do cavalo, todo mundo é igual. E isso o Murilo e os outros paratletas têm mostrado nas provas dos 3 Tambores ao quais participam e deixam marcas registradas na emoção e na técnica.

O Murilo poderia ser mal interpretado em um local público talvez por uma ansiedade ou desorganização, mas no cavalo, ah no cavalo….

Digo isso, porque quando ele monta, todos prestam atenção na agilidade, no equilíbrio e na sua desenvoltura. Afinal, em cima do cavalo não é possível identificar o autismo.

O diagnóstico, é um diagnóstico. O que importa é dali para frente, é acreditar, lutar e evoluir. Sobre a primeira impressão, ah, isso a sociedade precisa mudar.

Portal Acesse

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