Cozinheiro com síndrome de Down vende brigadeiros e abre vaga de emprego

Gabriel Bernardes, criador da Downlícia, anunciou que está à procura de uma pessoa com deficiência intelectual para ajudá-lo em sua empresa.

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Descrição de imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na vertical. Gabriel é um rapaz que tem síndrome de Down. Ele está preparando uma receita. Gabriel é moreno e tem a pele clara.. Ele usa uma Doma branca e um chapéu preto de cozinheiro,. Fim da descrição.
Gabriel durante preparo de uma de suas receitas (Foto: Divulgação/APAE DE SÃO PAULO)

O cozinheiro e criador da empresa de brigadeiros gourmet Downlícia, Gabriel Bernardes de Lima, de 23 anos, anunciou que está à procura de uma pessoa com síndrome de Down para ajudá-lo com as encomendas crescentes.

Gabriel tem síndrome de Down e começou a demonstrar interesse na cozinha aos 9 anos de idade. Certa vez, sua mãe havia saído e, quando chegou, encontrou uma panela com arroz e feijão crus, água e alguns temperos. Eram seus primeiros passos rumo a uma carreira de sucesso. Atualmente, sua empresa produz 20 sabores de brigadeiros gourmet. Sua fama foi crescendo aos poucos, pois sua mãe postava nas redes sociais vídeos com suas receitas. Começaram a surgir encomendas grandes, inclusive de artistas, que buscavam doces mais sofisticados. Hoje, ele leva sua foodbike a eventos, feiras e empresas para divulgar seu trabalho e conta com mais de 100 mil seguidores em seus perfis nas redes sociais.

No dia 7 de maio, Gabriel vai participar de um jantar beneficente que o chef Laurent Suaudeau promoverá para arrecadar fundos para os projetos da APAE DE SÃO PAULO. Além dele, o chef convidou a cozinheira Luiza de Camargo, 21, que participa do programa Chefs Especiais.

Inclusão profissional na APAE DE SÃO PAULO

A APAE DE SÃO PAULO adota, atualmente, a Metodologia do Emprego Apoiado para inserir pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho. Somente em 2018, 417 jovens conseguiram emprego por meio do projeto, que conta hoje com a parceria de cerca de 50 empresas. “Para nós é gratificante ver que os jovens com deficiência intelectual estão conquistando autonomia. A inclusão profissional e o empreendedorismo dessas pessoas são o caminho para uma sociedade mais igualitária”, diz Flavio Gonzalez, supervisor do Serviço de Inclusão Profissional da APAE DE SÃO PAULO. “Trabalhamos para que essas pessoas conquistem seu espaço na sociedade, empreendam e sejam plenamente inseridas no mundo”, completa.

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