Abril Marrom: Fundação Dorina alerta para prevenção de doenças oculares

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na vertical. Um homem está fazendo um exame ocular. Fim da descrição.
Em abril, Fundação Dorina intensifica campanha de prevenção de doenças oculares (Foto: Divulgação)

Durante o ano todo – e especialmente em abril – a Fundação Dorina Nowill para Cegos se dedica à campanha de prevenção de doenças oculares evidenciada pelo Abril Marrom. Em 2016, com o começo da ação, a cor foi escolhida por ser a mesma da íris da maioria da população brasileira, que é o órgão responsável por controlar a quantidade de luz que entra nos olhos.

Dados recentes da World Health Organization demonstram que cerca de 80% dos casos de deficiência visual poderiam ser evitados se tratados e precocemente diagnosticados. Dentro deste cenário, vale lembrar que as doenças que mais causam cegueira são catarata, retinopatia diabética e glaucoma.

Já que as causas principais da cegueira (quando a pessoa enxerga menos que 5%) e da baixa visão (de 5% a 30%), a Fundação Dorina Nowill reforça a relevância em realizar exames e tratamentos precoces com a campanha Abril Marrom.

“Sempre mencionamos os cuidados necessários para a saúde ocular, mas é preciso reforçar comportamentos como não dormir de lentes de contato, não esfregar os olhos com as mãos e consultar um oftalmologista pelo menos uma vez ao ano”, afirma Eliana Cunha, ortoptista pós-graduada em Distúrbios Visuais pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) e coordenadora de Educação Inclusiva da Fundação Dorina.

Quanto a crianças e bebês, é essencial fazer o ‘teste do olhinho’ em um período de até 48 horas após o nascimento, além de consultar o oftalmopediatra com frequência, observar dificuldades relacionadas à visão, como apertar os olhos para enxergar e tropeçar muito, e manter a vacinação em dia, uma vez que doenças como sarampo e catapora podem causar cegueira.

Centenário de Dorina Nowill

Nascida em maio de 1919, na capital paulista, Dorina de Gouvêa Nowill ficou cega repentinamente, aos 17 anos, em consequência de uma doença não diagnosticada. A partir da perda completa da visão, ela começava a fazer história e a construir os pilares da instituição que, no futuro, levaria seu nome e sua causa.

Dorina Nowill foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular no Brasil. Posteriormente, viajou para os Estados Unidos, onde fez cursos de especialização na Michigan State Normal School e no Teacher’s College.

De volta ao país, percebendo a carência de livros em braille, criou a então Fundação para o Livro do Cego no Brasil, atual Fundação Dorina Nowill para Cegos, que iniciou suas atividades em 1946 com a produção e distribuição de publicações acessíveis por este sistema, dando início ao que hoje é uma das maiores imprensas braille do mundo em capacidade de produção.

À frente do seu tempo, Dorina Nowill também foi responsável pela articulação e implementação de importantes políticas públicas nacionais, amplo espaço de fala e representatividade internacional, como sua participação na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em 1981.

Dorina Nowill faleceu em agosto de 2010, aos 91 anos, deixando um legado que permanece e segue adiante por meio dos colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários da instituição. Em 2019, celebramos o centenário dessa mulher, que desempenhou um importante papel na luta pela inclusão de pessoas com deficiência visual.

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