É preciso falar com as crianças sobre a inclusão nas escolas

Educadora destaca a importância de conversar com as crianças sobre as diferenças para promover a inclusão de estudantes com deficiência.

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Um menino com síndrome de Down está sentado em sua carteira, na escola, ao lado de uma educadora. Eles estão batendo palmas. Fim da descrição.
Escolas precisam abordar as diferenças a fim de promover a inclusão de alunos com deficiência (Foto: Divulgação)

Nesta semana, as escolas vão receber novos e antigos alunos para o início de mais um ano letivo. Desde o começo do ano os pais já têm se preparado para comprar os materiais, organizar as agendas, pensar nas melhores opções de lanche saudável para as lancheiras… todas as rotinas que, quem tem filho em idade escolar, já conhece muito bem. Mas esse período do ano também é importante para que outras questões entrem em pauta. A inclusão nas escolas de crianças com deficiência é uma delas. Você, que é mãe, sabe como conversar com seu filho sobre esse assunto?

 

Inclusão nas escolas

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. A diretora Lenice Micheletti está em uma sala de aula vazia. Ela está entre as carteiras. Lenice é uma mulher de pele clara e cabelos loiros, curtos. Ela está usando uma camisa de mangas compridas cor de rosa e uma calça social preta. Ela está sorrindo. Fim da descrição.
A diretora Lenice (Foto: Divulgação)

A inclusão nas escolas é lei e realidade no Brasil há alguns anos, mas muito mais do que apenas garantir uma vaga para que a criança possa estudar, a inclusão de verdade consiste em permitir que estudantes com deficiência tenham as mesmas oportunidades que os demais e isso inclui brincar, interagir, ter amigos, participar de atividades.

E a integração com o grupo é fundamental. Por isso, cabe aos pais e educadores um diálogo aberto com as crianças, para que elas saibam o que é ou não bacana fazer ao conhecer seus novos coleguinhas de turma.

“Muitas vezes os colegas de sala nem percebem que no grupo há um aluno com deficiência. No máximo eles notam que algo alguma diferença, mas é uma característica das crianças ignorar essas questões e tratar todos da mesma forma. É o excesso de zelo, tanto dos pais quanto dos próprios professores, que às vezes interfere nessa interação”, comenta a diretora do Colégio Notre Dame, Lenice Micheletti.

No entanto, quando essa adaptação não acontece tão naturalmente e gera dúvidas, é hora de conversar com as crianças e ensinar como eles podem agir para que a inclusão seja feita com sucesso. O primeiro passo é falar com a criança sobre as diferenças. Mostrar para ela que o papai é mais alto ou mais baixo que a mamãe, por exemplo, explicando que todas as pessoas são diferentes e que isso não é um problema, muito pelo contrário, é o que faz cada um de nós especial.

“Nesse momento, quando falarem sobre as diferenças, os pais devem incluir as deficiências na lista, pessoas que usam cadeira de rodas, pessoas que não usam. É essa naturalidade que vai ajudar a criança a entender que as diferenças não são um problema e que todos podem conviver normalmente”, explica Lenice.

É importante também, nesse momento, que se fale sobre as semelhanças, como por exemplo “aquela criança usa uma muleta, mas gosta das mesmas músicas e desenhos que você”. As crianças conseguem perceber com facilidade que pessoas com deficiência são mais parecidas com elas do que diferentes.

Estimular as crianças a falarem com todos os novos alunos também é uma boa dica de inclusão. “Mais do que trocar o primeiro ‘oi’, é importante que os pais estimulem que os filhos incluam os novos amigos nas brincadeiras, que os inclua em seus grupos e acolham a todos como gostariam de ser acolhidos”, explica Lenice.

Por fim, vale lembrar que quando corrigimos demais os comportamentos espontâneos das crianças e jovens, acabamos estimulando que eles se tornem mais retraídos e não sejam tão receptivos com os colegas. Crianças são naturalmente sinceras. Dizem quando não gostam de alguma coisa e interagem quando se deparam com o novo. Se os pais sempre brecam esse tipo de comportamento, com medo de passar por situações constrangedoras, eles podem acabar brecando também o impulso de perguntar ‘o que você tem nas suas perninhas?’, por exemplo, ou até ‘você consegue brincar de pega-pega?’, que são perguntas que as crianças com deficiência esperam receber e sabem responder.

“As crianças com deficiência não se importam em conversar sobre a deficiência, afinal ela faz parte da vida e as perguntas estão presentes em sua rotina. Então, os colegas podem e devem perguntar o que tiverem curiosidade. E os adultos podem aprender um pouco também com essa verdade que só as crianças são capazes de oferecer”, finaliza Lenice.

 

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