Jovem autista supera preconceito e se forma em medicina

Após ouvir de uma educadora que não poderia ser alfabetizado, jovem com autismo se forma em medicina.

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. O jovem médico Enã Rezende durante sua formatura. Ele está usando uma beca preta com capa verde e segura o canudo do diploma com a mão direita. Enã é um rapaz moreno, dEle está sorrindo. Fim da descrição.
Enã durante sua formatura (Foto: Reprodução)

Apesar de ter ouvido de uma educadora, há 20 anos, que seu filho Enã Rezende não poderia ser alfabetizado por ter autismo, a psicóloga Érica Rezende, 46 anos, hoje comemora ao ver que o rapaz, de 26 anos, formado em medicina.

Assim como na série ‘The good doctor’, em que Shaun Murphy, interpretado por Freddie Highmore, é um jovem cirurgião com autismo, que conquista os pacientes por ter dons médicos extraordinários ajudando a salvar muitas vidas, o doutor Enã Rezende está pronto para colocar em prática seus conhecimentos na área, em uma unidade do Exército Brasileiro, em Rondonópolis, cidade localizada a 218 quilômetros de Cuiabá.

Sobre os problemas de alfabetização do filho, Érica garante que, apesar das limitações iniciais, ele aprendeu a ler e escrever aos 7 anos e sempre se desenvolveu muito bem. “Tudo o que a gente ensinava, ele aprendia de forma rápida. Nunca mais tive problemas com ele em relação a isso”, ressalta.

 

Os desafios do médico autista

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. O jovem médico Enã Rezende com sua mãe Érica. Ele está sentado e ela está atrás dele, com os braços apoiados em suas costas. Os dois estão com camiseta branca e boné branco com um desenho colorido. Fim da descrição.
Enã e sua mãe Érica (Foto: Reprodução)

Enã, que é morador de Cuiabá (MT), conta que apesar de ter sofrido com o preconceito e com a falta de informação por parte das pessoas, acredita que suas limitações de comunicação não são relevantes para que ele desempenhe a profissão. “Sempre fui considerado diferente e, por isso, as outras crianças me desprezavam e algumas até me batiam. As pessoas não têm informação”, conta.

Por conta de tudo o que seu filho passou, em 2017, Érica criou um programa de inclusão social chamado ‘Autismo na escola’, para esclarecer dúvidas sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“Não foi fácil ver meu filho ser preterido por conta do autismo. Por isso, idealizei este programa, para que crianças e jovens entendam o comportamento de uma pessoa autista e aprendam a respeitá-la”, explica a psicóloga.

Desde quando foi criado, o programa já passou por mais de 50 escolas, além de algumas empresas e hospitais.

 

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