Prova dos 3 Tambores Paraequestre: O paratleta da velocidade

O esporte equestre voltado à pessoa com deficiência está cada vez mais em evidência.

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Troféus da prova dos 3 Tambores. Fim da descrição.
Prova dos 3 Tambores Paraequestre vem ganhando destaque no cenário esportivo (Foto: Divulgação)

O esporte equestre voltado à pessoa com deficiência cada vez mais vem ganhando evidência no mundo do cavalo e os 3 Tambores Parequestre é uma modalidade que está crescendo no número de participantes. Mas, será que os 3 Tambores, um esporte de velocidade em cima do cavalo, é indicado para paratletas?

Sim, na NBHA-BRAZIL (National Barrel Horse Association – Brazil) que é uma instituição conceituada no esporte equestre da disciplina dos 3 Tambores, acreditou na idéia de um projeto de adaptação na modalidade para a inclusão de paratletas.

 

Prova dos 3 Tambores Parequestre

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Membros da NBHA-Brazil durante a última Prova dos 3 Tambores. Fim da descrição.
Diretoria do Paraequestre durante Prova dos 3 Tambores (Foto: Divulgação)

Para qualquer esporte é necessário autorização médica, sendo assim para disputar a prova dos 3 Tambores, também é necessária a liberação médica. E com a criação de uma diretoria entrando com uma parceria entre centros de equoterapia, juntos criaram o Torneio dos 3 Tambores Paraequestre da América Latina que agora se encontra na segunda edição devido ao sucesso da primeira e o aumento da procura por paratletas de centros de equoterapia.

Não foi fácil, pois como acreditar numa disciplina ao qual a agilidade, a velocidade e a força de um animal nos 3 Tambores, seria adaptada para paratletas. Houveram reuniões e reuniões, discussões, organizações, até por fim a criação de um regulamento ao qual implicava desde a apresentação de paratletas no seu percurso até a elegibilidade de categorias ao qual a velocidade no galope era viável.

Uma vez que os centros de equoterapia passam por diversos desafios para se manterem e já terem os seus animais treinados específicos, além de efetivar a verdadeira inclusão social e no esporte. Afinal um animal treinado para equoterapia demora anos para ter um aprimoramento de trabalho adequado e nem todos os animais também aceitariam ou serviriam para a modalidade dos 3 Tambores nas competições do paraequestre.

Quando se pensa na modalidade dos 3 Tambores não se imagina que têm paratletas que correm numa velocidade de 23 segundos em sua apresentação na pista de medição oficial de distância entre os tambores, aonde o intuito é contornar os 3 Tambores em menor tempo… pois com esse torneio se apresentaram vários paratletas que se superam a cada participação e centros de equoterapia se aprimoram em suas adaptações e treinamentos. Vale ressaltar que os animais são devidamente treinados para a modalidade e as categorias são definidas por regulamento próprio.

 

Inclusão social no esporte equestre

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Membros da NBHA-Brazil durante a última Prova dos 3 Tambores. Fim da descrição.
Torneios vêm ganhando destaque (Foto: Divulgação)

Segundo o presidente da NBHA – BRAZIL ( National Barrel Horse Association), Abelardo Peixoto, “o Campeonato dos 3 Tambores Paraequestre realizados pela NBHA – BRAZIL, tem por finalidade estimular além da inclusão, mas a participação social e esportiva de paratletas com deficiência física, auditiva, visual, intelectual, síndromes e autismo, entre outros. Esse é o primeiro torneio da América Latina e já se encontra em homologação como disciplina na CBH – Confederação Brasileira de Hipismo”. O presidente ressalta a importância e o crescimento do esporte, além da superação dos limites que as pessoas com deficiência têm desenvolvido, pois fomentar e acessibilizar o esporte equestre para os paratletas é o objetivo da NBHA-BRAZIL.

Os centros parceiros e que hoje participam da diretoria são Texas Ranch, Equoterapia Walking e Hípica Santa Terezinha, porém demais centros de equoterapia como o Trote Mágico, Hípica WS, Centro Hípico Paineiras e Projeto Liberdade também tem participado do circuito.

Com a iniciativa de treinamento específicos dos seus animais e paratletas, os centros da diretoria juntamente com a NBHA-BRAZIL têm se aprimorado na disciplina, adaptação e concretização do torneio.

 

Segurança em primeiro lugar

Eduardo Castilho Mamono, diretor de esportes do paraequestre da NBHA-BRAZIL,  enfoca que “os paratletas estão ganhando cada vez mais desempenho nas provas dos 3 Tambores, além da diversão e integração entre os competidores e centros de equoterapia. E também a importância do treinamento e adaptações do animal da prova, pois a segurança precisa estar em primeiro lugar sempre”. Tomar cuidado com as frustrações, expectativas e segurança sempre.

Elisabeth Melani, diretora geral do paraequestre da NBHA – BRAZIL, coloca que o resultado tem sido satisfatório e surpreendente no desempenho dos centros de equoterapia envolvidos ao quais os paratletas estão cada vez mais evoluindo em suas performances. Hoje com uma diretoria constituída e a construção de um regulamento aonde as categorias definem o nível de apresentação em pista de acordo com as habilidades específicas da pessoa com deficiência, tem despertado o interesse e o desenvolvimento da modalidade paraequestre, proporcionando objetivos ao quais auxiliam na superação de desafios e promovem qualidade de vida.

Acreditar que um esporte eqüestre baseado na velocidade com o cavalo iria ganhar uma dimensão na inclusão da pessoa com deficiência, era algo incomum anteriormente, hoje a diretoria da NBHA – BRAZIL e seus parceiros fizeram do paraquestre nos 3 Tambores uma realidade.

 

Superação de limites

Para Tiago Camargo, diretor de esportes da NBHA – Brazil, o regulamento da disciplina dos 3 Tambores paraequestre foi desenvolvido sempre pensando primeiro na segurança dos paratletas e numa competição justa de acordo com cada nível de deficiência aliado ao nível de equitação da pessoa com deficiência. Contemplando a obrigatoriedade da presença da equipe multidisciplinar, uso obrigatório do capacete e colete e animais muito bem treinados. Julgar uma prova paraequestre é muito especial e gratificante, além de uma imensa responsabilidade para os juízes, pois as regras da disciplina e a segurança dos paratletas precisam serem garantidas.

A felicidade estampada no rosto dos paratletas é única, demonstram a superação dos desafios e a convicção que o esporte é para todos.

Como existem três categorias ao qual são definidas em A, B e C, os paratletas e os centros de equoterapia podem participar de acordo com o seu nível de equitação e até mesmo por inclusão social.

 

“Não existe disciplina única ou elegível para o esporte eqüestre direcionado a pessoa com deficiência, existe a vontade de fazer, efetivar e acessibilizar a inclusão social e ao esporte e na construção de um paratleta”

 

 

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