Deficiência auditiva: Libras para promover a inclusão

Saiba mais sobre a deficiência auditiva e entenda a importância da Língua Brasileira de Sinais. 

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Uma menina está fazendo um sinal em Libras. Atrás dela vemos um painel com os sinais das letras em Libras. Fim da descrição.
Saiba mais sobre a deficiência auditiva (Foto: Divulgação)

A deficiência auditiva é a perda parcial ou total da capacidade auditiva, variando em diferentes níveis e graus. Mais de 5% da população brasileira tem deficiência auditiva, e essa parcela da sociedade se comunica, principalmente por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que é a segunda língua oficial do país.

Muito diferente do que as pessoas imaginam, a Libras não é uma interpretação gestual da Língua Portuguesa. Ela é a língua materna da comunidade surda e tem gramática própria. Por isso, o aprendizado da Libras é muito importante para garantir a comunicação dos surdos.

 

O que é deficiência auditiva

A pessoa é considerada surda quando não possui uma audição funcional para o seu dia a dia. Já a surdez parcial acontece quando a pessoa possui dificuldades na audição, mas ainda consegue utilizá-la com ou sem prótese auditiva.

A perda auditiva pode ser dividida de acordo com sua causa:

. Deficiência auditiva condutiva é resultante de algum problema localizado no ouvido externo ou médio. É causada por um bloqueio que impede a passagem correta do som até o ouvido interno. A deficiência auditiva condutiva, eventualmente, pode ser revertida com tratamentos clínicos e cirúrgicos;

. Deficiência auditiva sensório-neural decorre da falta ou dano de células sensoriais na cóclea e, na maior parte dos casos, é permanente. Esse tipo de deficiência pode ser causada por problemas hereditários ou lesões no feto ainda em desenvolvimento. O tratamento inclui aparelhos auditivos ou implantes cocleares, no caso de perda severa ou profunda;

. Deficiência auditiva mista acontece quando há problemas tanto no ouvido externo/médio, quanto no ouvido interno. A perda auditiva mista reúne as características tanto da deficiência auditiva condutiva, quanto da sensório-neural. As opções de tratamento incluem medicamentos, cirurgias, aparelhos auditivos ou implantes;

. Deficiência auditiva neural resulta da ausência ou dano no nervo auditivo, e na maioria das vezes acontece de forma profunda e permanente. Neste caso, os aparelhos auditivos e o implante coclear não ajudam, pois o nervo não tem capacidade de transmitir informações ao cérebro. O Implante Auditivo do Tronco Cerebral (ABI) serve de opção terapêutica em alguns casos.

Assim como outras deficiências, as causas da surdez podem ser divididas em pré-natais, perinatais e pós-natais. As causas pré-natais envolvem doenças adquiridas pela mãe durante a gestação, como rubéola, sífilis, toxoplasmose e herpes, entre outras.

Os fatores perinatais incluem traumas obstétricos e anóxia, que é a ausência de oxigênio no cérebro. Após o nascimento do bebê, doenças infecciosas, meningite, intoxicações e traumas acústicos estão entre as principais causas.

 

Deficiência auditiva x surdez

Uma questão que gera muitas dúvidas envolve as nomenclaturas deficiência auditiva e surdez, que em geral são consideradas sinônimos. No entanto, a surdez possui características congênitas e acontece quando a pessoa já nasce sem ouvir. Com isso, há uma defasagem no desenvolvimento da comunicação oral.

Já a deficiência auditiva acontece após o nascimento, na maior parte das vezes, quando a pessoa já aprendeu a falar. No entanto, após adquirir a deficiência, é necessário o desenvolvimento de novas formas de comunicação.

A exemplo de outras deficiências, a surdez pode ser diagnosticada ainda no bebê, com o Teste da Orelhinha, regulamentado pela lei federal 12.030/10, que deve ser feito no primeiro mês de vida do bebê.

 

Dicas de relacionamento 

  1. Se não souber a Língua de Sinais, procure falar pausadamente, mantendo contato visual, pois se desviar o olhar, pode parecer que a conversa acabou;
  2. Jamais levante o tom de voz, a não ser que a pessoa peça para que o faça;
  3. Se não entender o que a pessoa está falando, não tenha vergonha de pedir para que repita a informação. Se necessário, utilize a escrita ou mímica;
  4. No caso de o surdo estar acompanhado de um tradutor/intérprete, fale diretamente com a pessoa surda;
  5. É errado usar o termo surdo-mudo, já que em alguns casos a pessoa surda pode desenvolver a fala e quando isso não acontece, ela pode se comunicar por meio da Língua de Sinais.

 

 

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