Como saber se a gagueira do meu filho é normal?

Saiba mais sobre os sintomas da gagueira e conheça algumas possibilidades de tratamento.

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Uma menina está em um parque, fazendo bolas de sabão. A menina é morena e tem os cabelos castanhos e compridos. Ela usa uma blusa bege, de mangas compridas, e um colete azul marinho. Fim da descrição.
Especialista alerta para os sintomas e possibilidades de tratamento para a gagueira (Foto: Pixabay)

Por: Patricia Celestini*

É comum que crianças entre os dois e cinco anos apresentem uma disfluência de fala. Esta fase é o período de aquisição de linguagem oral e a criança está aprendendo algo a todo momento. Desta forma, é comum que encontre algumas dificuldades em lidar com a língua (selecionar palavras para se expressar, necessidade de relatar muitas informações em um pequeno espaço de tempo…) e apresente prolongamentos, hesitações, bloqueios e repetições em sua fala.

Quando a criança repete palavras ou prolonga sons, isso incomoda os ouvintes que lhe estão próximos. Eles podem ouvi-la com ansiedade e sugerem certos comportamentos acreditando que irão beneficiá-la: fale devagar, pense antes de falar, respire fundo… Ou pior, fazem críticas severas, imitações, colocam apelidos ou completam a frase por ela.

Desta forma, a fala deixa de ser um comportamento espontâneo e prazeroso para tornar-se um ato de extremo sofrimento. A criança pode tornar-se angustiada e evitar situações de fala, preferindo não expor suas ideias.

A cada nova situação de frustração na fala, ela pode reforçar a ideia de que não é capaz de falar bem e antecipa a ocorrência de novas falhas. Passa a planejar uma atividade que seria espontânea e acrescenta uma tensão desnecessária e prejudicial ao ato de falar.

Como não podemos prever quais das crianças que se encontram nessa fase persistirão gaguejando, é de fundamental importância o trabalho de prevenção logo após o surgimento das primeiras manifestações.

Principais sintomas de gagueira:

– Repetição de sons, sílabas ou parte de palavras;

– Bloqueio de sons (pausas tensas);

– Substituições de palavras e reformulação de frases;

– Uso excessivo de marcadores discursivos (“é”, “então”, “daí”, “tipo”);

– Hábitos persistentes e incontroláveis associados ao ato de falar (“tiques”).

 

Falar é um aprendizado e, como qualquer outro, envolve erros. A luta e esforço para não cometer erros na fala é o que chamamos de gagueira.

Por isso, se você está em dúvidas sobre a fala apresentada por seu filho ou aluno, procure uma orientação, leve seu filho para uma avaliação fonoaudiológica.

“Gagueira não tem graça, tem tratamento.”

 

 

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*Patricia C. Celestini é fonoaudióloga no consultório PKR Fonoaudiologia. Formada pela Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com aprimoramento em Fonoaudiologia Clínica pelo Hospital do Servidor Púbico Municipal de São Paulo (HSPM) e especialista em Distúrbios da Comunicação Oral e Escrita pela COGEAE/PUC-SP.

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