Pesquisa revela dados sobre a carreira de profissionais com deficiência

Pesquisa aponta situações que desmotivam o desenvolvimento dos profissionais com deficiência.

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato quadrado. Ícones coloridos que representam várias pessoas. Fim da descrição.
Pesquisa aponta fatores que desmotivam profissionais com deficiência (Imagem: Pixabay)

Com o passar dos anos, houve um avanço na inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho. Porém, de acordo com pesquisa realizada pela Catho, maior e mais completo site de empregos do Brasil, em parceria com a i.Social e a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP / ABRH Brasil), esses profissionais, muitas vezes, desistem ou trocam de emprego pois se deparam com a falta de um plano de carreira.

Segundo Fernando Morette, diretor de operações da Catho, os profissionais com deficiência não se sentem realmente incluídos. “Na verdade, muito profissionais com deficiência se sentem inseridos na organização apenas como parte do cumprimento da Lei de Cotas, o que pode resultar na desistência do emprego ou na busca por oportunidades em cargos mais qualificados”, explica.

 

Inclusão de profissionais com deficiência

Os três fatores apontados pelos profissionais com deficiência como os principais na hora de pensar em desistir de um trabalho flutuam na esfera de oportunidades melhores, como por exemplo, a falta de perspectiva de carreira, que lidera com 58%, seguida por sentir-se apenas parte da cota, com 52% e, em terceiro lugar, receber propostas de trabalho com melhores funções, com 47%.

Quais são os principais fatores que te levam a desistir de um trabalho (ou querer mudar de emprego)?

Falta de perspectiva de carreira – 58%

Me sentir apenas como um funcionário de cota – 52%

Propostas de trabalho com melhores funções – 47%

Proposta de trabalho com salário melhor – 46%

Falta de incentivo para aprimorar minha qualificação – 40%

Preconceito com minha deficiência – 27%

Falta de acessibilidade – 13%

Problemas de relacionamento com o gestor – 10%

Problemas de relacionamento com colegas de trabalho – 7%

 

Pode até parecer contraditório, mas se por um lado as dificuldades para as pessoas com deficiência no mercado de trabalho são bem maiores em detrimento às que não têm deficiência, por outro, esses profissionais tendem, ainda assim, a permanecerem um tempo razoável no emprego.

Segundo a pesquisa, 26% dos entrevistados estão há mais de cinco anos no emprego e 23% deles estão entre dois e quatro anos. “Diante desse cenário, o que se vê são profissionais comprometidos, independentemente das dificuldades. Pessoas que querem ter o mesmo desenvolvimento de carreira que qualquer outro profissional”, completa o diretor de operações da Catho.

 

No seu último (ou atual) emprego formal, qual foi o tempo de permanência na empresa?

1 a 3 meses – 11%

4 a 6 meses – 5%

7 a 12 meses – 9%

1 ano a 2 anos – 17%

2 anos a 4 anos – 23%

Mais de 5 anos – 26%

 

 

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