Surdocego vira mochileiro para conhecer todos os países do mundo

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Descrição da imagem #PraTodosVerem: Imagem no formato retangular, na horizontal. Tony Giles durante viagem a Jacarta, na Indonésia. Ele está parado em frente a um pequeno veículo de três rodas. Fim da descrição.
Tony Giles durante viagem a Jacarta, na Indonésia (Foto: Arquivo pessoal)

Tony Giles é um cara que merece nosso respeito! Ele é surdocego –tem deficiência visual e 20% de perda auditiva –, não se intimidou com suas limitações e vive de uma forma bastante independente. Giles virou mochileiro para conhecer todos os países do mundo.

Desde o ano 2000, quando fez uma viagem de intercâmbio para os Estados Unidos, Giles, de 39 anos, decidiu que iria levar adiante as viagens.

“A primeira cidade onde estive sozinho foi Nova Orleans. Eu gelei e logo em seguida toquei em frente porque a prioridade era me tornar um viajante independente, apesar das dificuldades”, relembra.

 

Quem é Tony Giles

Descrição da imagem #PraTodosVerem: Tony Giles durante viagem a Indonésia. Ele está sentado em um pequeno barco. Fim da descrição.
Tony em um pequeno barco, em Banjarmasin, na Indonésia (Foto: Arquivo pessoal)

Nascido na Inglaterra, Giles se formou em História Americana, e tem mestrado em Estudos Transatlânticos. Em 2010, ele lançou o livro ‘Seeing the World My Way’ (Vendo o mundo do meu jeito, em livre tradução), em que relata algumas de suas viagens pelo mundo.

Giles nunca deixou que suas deficiências o impedissem de realizar seus sonhos e, com isso, ele já esteve em mais de 120 países.

“Ver o mundo como o meu caminho é uma forma de me sentir livre e capaz”, explica Giles, que garante ainda: “é muito comum que eu me perca, afinal, eu não enxergo, mas sempre que necessário peço ajuda e as pessoas são muito gentis ao me ajudar”, completa ele.

Giles já esteve no Brasil, onde voou de asa-delta, no Rio de Janeiro, e na Austrália, onde saltou de paraquedas. Ele também já esteve em diversos países da América do Norte e da Ásia, além da Europa.

“Viajar sozinho é o maior desafio que posso encarar. Na maior parte do tempo eu me perco e tenho que pedir ajuda para me localizar. Mas, isso faz parte do processo que eu quero vivenciar e também posso fazer tudo no meu tempo”, conta Giles, que acredita poder ter experiências mais plenas e independentes desta forma. “Se eu viajar acompanhado, a pessoa teria que fazer todo o trabalho, além de me guiar. Me sinto feliz por buscar minhas referências e fazer as coisas sozinho”, completa o mochileiro.

Em sua viagem mais recente, a Israel, Giles visitou o Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, e também um mercado. “Minhas experiências estão muito ligadas ao tato e ao olfato, por isso, cada detalhe das texturas e formas, me atraem, assim como os aromas”, conclui.

 

 

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