O paravolei e suas referências

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Atletas de paravolei durante torneio. Eles estão sentados na quadra. Fim da descrição.
Paravolei ou volei sentado é uma modalidade paralímpica (Foto: Divulgação/CPB)

Por: Eliane Baatsch

Cada vez mais, atletas com deficiência buscam a prática do esporte para a melhora na qualidade de vida em diversos fatores, sejam estes motores, emocionais e psicológicos. Além da inclusão social, de fazer parte e o trabalho em grupo. Por isso, apresentamos nesta semana, o paravolei e suas referências.

Conhecido como voleibol sentado, o paravolei é uma modalidade paralímpica que surgiu em 1956, como uma combinação entre o voleibol convencional e o sitzball. Foi apresentado como modalidade de exibição nos jogos de Tóquio, porém oficializado em 1980.

A partir do ano 2000, nos jogos de Sydney, o voleibol sentado inciou o seu reconhecimento e apresenta um enquadramento para os praticantes com deficiência motora e amputados, e é praticado em mais de 50 países.

 

O paravolei no Brasil

A modalidade chegou ao Brasil em meados dos anos 2000, ocasião em que teve Amauri Ribeiro, ex-jogador da Seleção Brasileira de Voleibol Masculino, como técnico da equipe de paravolei.

 

Regras do paravolei

. No voleibol sentado paralímpico, ganha o melhor de três sets, com 25 pontos, podendo ter até cinco sets, sendo o último tie-break;

. Cada equipe é composta por 12 jogadores, porém em quadra apenas seis, com atacantes, levantador e líbero. Em quadra, sempre dois meios (centrais), dois ponteiros, um levantador, um oposto e um líbero na troca de fundo com um meio para a defesa e passe;

. A quadra é menor que a tradicional, com dez metros de comprimento e seis metros de largura. As linhas de ataque estão a dois metros do centro do campo;

. A rede tem 6,50 a 7 metros de comprimento e 80 centímetros de largura, ficando a 1 metro e 15 do chão para os homens e 1 metro e 5 para as mulheres;

. Entre os 12 jogadores da equipe, pode somente haver dois que tenham inabilidade mínima e apenas um pode estar dentro do quadra;

. As posições são demarcadas pelos glúteos dos jogadores e as pernas e os braços podem estar em outras zonas;

. Qualquer jogador do ataque pode interferir na trajetória da bola se estiver acima da rede e os atacantes adversários podem bloquear o serviço;

. Classificação é de acordo com o grau de limitação que influenciará na constituição da equipe na regulamentação das provas que variam das classes A1 a A9 e a La Autres.

 

Referências da modalidade no Brasil

Fundador do Instituto Barueri Paralímpico, o atleta Carlos Roberto da Silva, mais conhecido como Professor Carlinhos, encontrou no esporte grande estímulo para superar a amputação de sua perna esquerda.

Ele, que iniciou sua carreira na natação, no ano 2000, até que, em 2004, começou a jogar paravolei, ocasião em que atuou no Clube dos Paraplégicos como ponteiro passador. Atualmente, Carlinhos atua na posição de levantador.

Em 2005, ele foi campeão Nacional pelo Instituto Mara Gabrilli, campeão Brasileiro e Paulista (2005 e 2006).

Ainda, em 2006, iniciou o projeto de Voleibol Sentado em Barueri (SP), porém só em 2008, o Instituto Barueri Paralímpico foi oficializado. Em 2009, ele foi campeão na Série B e, em 2009, ficou em quinto lugar no Nacional Paulista e foi vice-campeão do Torneio Sérgio Del Grande.

Além de encontrar no esporte um novo caminho, o Professor Carlinhos é atualmente secretário dos Direitos da Pessoas com Deficiência de Barueri, onde vem tendo a oportunidade de proporcionar às pessoas com deficiência, a inclusão social por meio do esporte.

A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Barueri é parceira da Hípica Santa Terezinha.

 

“O esporte muda vidas, transforma, cria oportunidades, melhora a qualidade de vida e realiza sonhos.”

 

 

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