A arteterapia e apoio familiar

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Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na horizontal. Glenda e sua mãe, Sandra, ao lado de seus quadros. Fim da descrição.
Glenda e sua mãe, Sandra (Foto: Augusto Moraes)

Por: Eliane Baatsch*

Hoje vou compartilhar com vocês a história da Glenda Regina Battaglia dos Santos, que encontrou na arteterapia uma oportunidade para mostrar seu talento. Ela, que se iniciou na pintura por intermédio de sua mãe, Sandra Regina Battaglia dos Santos, conta com o apoio familiar, em todas as suas atividades.

A ideia de inserir a prática artística na vida da filha, surgiu quando Sandra se viu sem opções de escola no período da manhã ou da tarde, para a filha. Só haviam opções para o período noturno, sendo assim como sempre gostou de realizar pinturas em tela, inseriu a atividade na rotina da filha, com o auxílio do pai José Antônio dos Santos que, além de comprar o material, sempre estimulou a filha.

A situação de busca pelas famílias de pessoas com deficiência por escolas que atendam os seus filhos depois do Ensino Fundamental I é constante, porque, na maioria das vezes, a inclusão escolar também continua no sistema educacional no Ensino Fundamental I e em continuidade do Ensino Fundamental II.

Muitas famílias desistem de enviar os seus filhos para a escola, no Ensino Médio, ou no período noturno, devido às Atividades de Vida Diária (AVDs), nas necessidades educacionais especiais e pessoais. Nesse momento as reorganizações de rotina se tornam efetivas nas atividades e intervenções terapêuticas.

Sandra quando pequena observava o seu pai, Milton Battaglia, já falecido, que tinha uma farmácia e pintava nos azulejos com mercúrio ou violeta genciana, o rosto de Jesus, paisagens e caricaturas, inspirando na profissão de Sandra, como designer de interiores e paisagista.

E, partindo dessa sensação e bem-estar que Sandra sente com a elaboração dos quadros em tela através das pinturas, ela inseriu a atividade na rotina de sua filha, com o intuito de oferecer a prática na rotina de atividades lúdicas e terapêuticas de Glenda, através do estudo e organização do processo da arteterapia. Observando melhoras na coordenação motora fina, organização, sensação de bem-estar, diminuição da ansiedade, autoestima, autoconfiança e comunicação verbal. Glenda termina os seus quadros, apreciando-os sempre.

Sandra é participativa e auxilia constantemente a filha em suas produções. Com isso, Glenda já participou de uma Vernissage com outros 15 artistas plásticos, como Aurora Patatas e Gyovana Lyra Soares, entre outros nomes renomados, e suas telas se destacam com as belezas existentes num Brasil de diversidades.

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na vertical. Glenda está ao lado de seu amigo Julio Rocha. Eles estão sorrindo. Fim da descrição.
Glenda com seu amigo Julio Rocha (Foto: Augusto Moraes)

Aos 40 anos de idade, Glenda se vê realizada com a arteterapia. Ela, que tem vários amigos, entre eles, o ator Julio Rocha, que está sempre presente. Ela também gosta de ler e de ouvir músicas, e hoje é uma artista com suas pinturas. Meiga, doce, educada, culta, com uma excelente memória, capaz de guardar carinhosamente a data de aniversário de seus amigos.

 

Arteterapia

A arteterapia é um método baseado no uso de várias formas de expressão artística com uma finalidade de intervenção terapêutica, além da arte aplicada. Auxilia no processo da diminuição da ansiedade, noção temporal, noção espacial, coordenação motora grossa e fina, disciplina, organização, memória, percepção, atenção, concentração, respiração, criatividade, autoconfiança, autoestima entre outros objetivos como estudo e aprendizagens. E é indicada para pessoas com deficiência, depressão, transtornos, déficit motor, síndromes entre outros.

As cores, formas, misturas de tintas, contornos, brilhos, pincéis, telas, causam fascínio pelas elaborações, que são únicas, exclusivas, com valores emocionais singulares e dificuldades em sua produção diferenciadas.

 

A família constrói, auxilia, é um eixo norteador importante na base de qualquer processo… e existem famílias que são exemplos de apoio, luta e busca por uma qualidade de vida melhor…”

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na vertical. Nela, Eliane está ao lado de seu cavalo. Fim da descrição.
Foto: Augusto Moraes

*Eliane Cristina Baatsch é pedagoga e psicopedagoga, especializada em deficiência múltipla. Atua como equoterapeuta, coordenadora da Hípica Santa Terezinha, instrutora de equitação clássica, equitação para equoterapia e de volteio terapêutico, e também como presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Carapicuíba (CMPD).

 

 

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