Esporte equestre adaptado

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato quadrado. Um grupo de profissionais da equoterapia acompanham um rapaz durante uma apresentação da prova dos 3 Tambores. O rapaz está montado em um cavalo branco. Fim da descrição.
Conheça a história do esporte equestre adaptado (Foto: Divulgação)

Por: Eliane Cristina Baatsch* 

O esporte adaptado surgiu na primeira década do século 20, há aproximadamente 100 anos, sofrendo diversas adaptações para pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual e com transtornos. Fundamentando melhor a história, as adaptações iniciaram após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, quando seus soldados voltaram mutilados e/ou com deficiência.

O adestramento paraequestre foi adotado na década de 1970, porém o conceito esportivo concretizou-se a partir do ano 2000, e é o único reconhecido pela Federação Equestre Internacional (FEI) e com regulamentação na Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), a partir de 2002.

No adestramento, os atletas são agrupados em tipos de deficiência e em graus semelhantes. As competições obedecem a critérios. Em 1984 o adestramento paraequestre estréia na Paraolimpíada de Nova Iorque, com sua história de conquistas e méritos.

 

Esporte equestre adaptado

O esporte equestre adaptado é uma acessibilidade para pessoas com deficiência e/ou com transtornos, que busca promover a inclusão, dar oportunidade e inserir seus praticantes na sociedade.

O esporte equestre também está incluso na quarta etapa de equoterapia na Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-BRASIL) que visa a inserção da prática esportiva na equitação clássica.

Existem várias modalidades de esportes equestres adaptados que, embora não sejam reconhecidas pela FEI, promovem a inclusão social e a acessibilidade ao esporte, como: enduro, salto (hipismo), equitação de trabalho e o mais recente que é os 3 Tambores.

Os centros de equoterapia também promovem provas adaptadas aos quais os seus praticantes participam de acordo com o seu nível e fundamentação técnica no cavalo e não deixam de serem considerados esporte equestre adaptado. Até porque a definição de esporte é muito mais ampla e uma promoção de melhora da saúde.

Mas o que é esporte, prática metódica, individual ou coletiva, de jogo ou qualquer atividade que demande exercício físico e destreza, com fins de recreação, educação, sociocultural, manutenção do condicionamento corporal e da saúde e-ou competição; desporte, desporto, com cunho profissional ou como meio de melhorar a saúde.

A inserção de fundamentação técnica na equitação através do esporte adaptado vem com grande crescimento no Brasil pelos Centros de Equoterapia que cada vez mais buscam formações e conhecimentos nas modalidades.

O importante é que a pessoa com deficiência seja inclusa e tenha oportunidade de participar de eventos aos quais sejam promovidos benefícios e conquistas.

Conduzir o cavalo em sua modalidade de acordo com suas potencialidades, traz de prognóstico para a pessoa com deficiência e-ou transtorno melhora da autoestima, autoconfiança, habilidades motoras, percepções e oportunidade de inclusão.

“Esporte equestre adaptado é vida, oportunidade, acessibilidade, contemplando agregações e conquistas na vida das pessoas com deficiência e-ou transtornos…”

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na vertical. Nela, Eliane está ao lado de seu cavalo. Fim da descrição.
Foto: Augusto Moraes

*Eliane Cristina Baatsch é pedagoga e psicopedagoga, especializada em deficiência múltipla. Atua como equoterapeuta, coordenadora da Hípica Santa Terezinha, instrutora de equitação clássica, equitação para equoterapia e de volteio terapêutico.

 

 

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