Educação começa em casa

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Um grupo de sete crianças estão sentadas no chão. As crianças são cinco meninos e duas meninas. Eles estão sorrindo e usam roupas coloridas. Fim da descrição.
Segundo especialista, educação começa em casa (Foto: Divulgação)

Por: Zilanda Souza*

Está cada vez mais comum ouvirmos: “o aluno não realiza as tarefas e fica muito tempo no celular”. É importante que esse dilema não seja minimizado. Até porque os estudos vêm

mostrando consequências importantes, relacionadas ao uso excessivo de tecnologia.

Dentre essas consequências, são apontados baixo desempenho da compreensão de leitura e baixo desempenho da atenção.

Então, o que fazer? Gostaria de dedicar a coluna desta semana, exclusivamente aos pais, então preparei algumas dicas que antecedem o famoso castigo e aquela famosa retirada da tecnologia após a entrega do boletim cheio de notas perdidas.

1) Delimitando o problema

Não cumprir as tarefas e ficar tempo demais usando tecnologia, sinaliza um problema. Que problema é esse? Baixo desempenho na habilidade de planejamento. Que outras habilidades estão envolvidas? Organizar, priorizar e manejar o tempo.

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato quadrado. Uma tabela para organizar o tempo das crianças. Fim da descrição.
Imagem: Reprodução

2) O que fazer

Primeiro é preciso enfrentar o problema. Converse com o seu filho sobre isso e apresente visualmente como ele está organizando o tempo dele. Utilize um gráfico, uma tabela colorida. Converse também sobre as consequências desse modelo de organização. Proponha a alteração.

Num segundo momento é preciso criar soluções. Apresente uma proposta de reorganização da rotina. Crie um ambiente participativo.

Veja o exemplo a seguir: vamos criar uma nova rotina que possibilite vivenciar suas responsabilidades e também seu tempo livre.

A seguir, apresento algumas regras básicas para ajudar a organizar as atividades!

a) sua rotina deve privilegiar um tempo suficiente para estudo, tarefas de casa e organização da mochila para o dia seguinte. Esse tempo, poderá ser dividido em duas partes, se isso for melhor para você;

b) o tempo livre deve ser determinado na rotina, com horário para começar e terminar. Sendo que, nesse tempo, deve ser contemplado o uso de tecnologia e atividades físicas;

c) estabelecendo objetivos. A criança/adolescente precisa ter bem claro porque vocês estão mudando a rotina. Quais objetivos vocês querem alcançar. Vocês devem criar juntos uma placa de objetivos.

Veja o exemplo a seguir: “Estou mudando minha rotina para melhorar meu desempenho escolar, me tornar mais responsável, aprender sobre planejamento, ter clareza de que o tempo é limitado, manter minha saúde emocional e física”.

d) estabeleça metas quantitativas e gradativas. Metas quantitativas ajudam na persistência e no engajamento dos objetivos. Devem buscar níveis mais básicos. As complexidades devem ser inseridas gradativamente. Exemplo de metas quantitativas: “Cumprir todas as tarefas escolares da semana;

Materiais sempre presentes na sala de aula; Alcançar nota acima de 60% em matemática”.

e) os pais devem evitar agir quando as emoções estão alteradas. Evite agir somente em reuniões de final de bimestre, busque a educação contínua. Não dê aos castigos a função que eles não têm. Castigos mostram o que não deve ser feito, mas não ensinam a fazer corretamente. Não proíba o uso da tecnologia, ela é só uma ferramenta e se vocês estiverem atentos, ela não será mais do que isso. Não delegue à escola a responsabilidade de amar seu filho, com o amor materno e paterno. Essa qualidade de amor é intransferível. Ninguém vai amar seu filho com você!

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Youtube: Canal Espaço Vida

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato quadrado. Nela, Zilanda Souza está sentada à frente de uma mesa, e segura alguns de seus livros: Brincando de Palavrear e o livro do programa de treino em funções executivas Super 6º Ano. Fim da descrição.
Foto: Vítor Beltrame

*Zilanda Souza é mãe, professora, especialista em psicopedagogia e neuropsicopedagogia. Autora do livro ‘Brincando de Palavrear’, escritora da coluna ‘Desenvolvimento e Aprendizagem’, coordenadora da pós-graduação em neurociência aplicada a avaliação e intervenção psicopedagógica. Diretora da Espaço Vida em Minas Gerais e no Distrito Federal. Atua em pesquisa voltada para a intervenção em funções executivas em crianças do ensino fundamental anos finais.

 

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Mãe e educadora, especialista em psicopedagogia e neuropsicopedagogia, doutoranda em Saúde Coletiva. Autora do livro ‘Brincando de Palavrear’, coordenadora da pós-graduação em neurociência aplicada a avaliação e intervenção psicopedagógica e doutoranda em saúde coletiva. Diretora da Espaço Vida em Minas Gerais e no Distrito Federal. Atua em pesquisa voltada para a intervenção em funções executivas em crianças do ensino fundamental anos finais.

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