O autismo e a equoterapia

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Uma moça está abraçada a um cavalo. A moça tem a pele branca e cabelos castanhos. Ela usa uma roupa branca. O cavalo é marrom e está de lado. Ao fundo é possível ver um gramado verde. Fim da descrição.
Equoterapia é importante aliada no tratamento de pessoas com autismo (Foto: Pixabay)

Por: Eliane Cristina Baatsch* 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) dificilmente é diagnosticado por meio de exames convencionais neurológicos, mas na maioria das vezes os sintomas são percebidos em avaliações de profissionais da saúde, educação e familiares. Como, por exemplo, dificuldade de interação social, relações, comunicação social (quantitativo e qualitativo), interesses restritos, sensibilidade sensorial.

Alguns apresentam estereotipias verbais, outros motoras, movimentos hipercinéticos, ecolalias, desorganizações, dificuldades de socialização, atenção, inclusão social e escolar e alimentações, entre outros. Casos únicos e exclusivos que dependem da fundamentação do transtorno e suas associações.

A equoterapia é indicada para os TEAs, tendo obtido bons resultados na melhora da socialização, interação, noção temporal e espacial, linguagem, organização, diminuição da ansiedade, equilíbrio, coordenação motora e rotina, entre outros.

A terapia inicia para o TEA, em casa, com a organização da rotina, quando o praticante se prepara para ir à equoterapia e até mesmo na compra da cenoura para o agrado do cavalo.

Uma relação de confiança mútua, cuidados, o cavalo espera o praticante e o praticante encontra o seu cavalo. Uma relação diferente e única como os atendimentos e objetivos, além da compreensão das necessidades uns dos outros.

O cavalo não é um robô, um ser mecanizado sem reações ou sensações, ele é responsivo aos comandos, treinamento, porém tem o seu comportamento, sente dor, sente fome, tem cheiro, é quente, tem pêlos, cada um tem o seu tamanho, sua cor, seu temperamento. É exatamente como o TEA, que passa pelo centro de equoterapia e tem suas características diferentes nos relacionamentos, educação, forma física, social e necessidades.

A Hípica Santa Terezinha tem parceria com o Laboratório de Aprendizagem e Cognição da doutora Heloisa Grubtis, pela Universidade Católica Dom Bosco (CDB), programa de pós-graduação – Mestrado e Doutorado – em Mato Grosso do Sul, nas pesquisas em equoterapia com o TEA.

 

    “As diferenças em suas características tornam-se tão                                                 iguais e tão próximas…  o praticante e o cavalo”

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na vertical. Nela, Eliane está ao lado de seu cavalo. Fim da descrição.
Foto: Augusto Moraes

*Eliane Cristina Baatsch é pedagoga e psicopedagoga, especializada em deficiência múltipla. Atua como equoterapeuta, coordenadora da Hípica Santa Terezinha, instrutora de equitação clássica, equitação para equoterapia e de volteio terapêutico.

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