Museu em Nova Iorque exibe inovações em acessibilidade

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Ambientes da mostra de acessibilidade em Nova Iorque. Vemos alguns dos produtos expostos. Fim da descrição. Fim da descrição.
Mostra reúne inovações em acessibilidade (Foto: Robin Siteneski)

O otimismo não é tema mas é resultado da exibição Acess+Ability no Cooper Hewitt, Smithsonian Design Museum, em Nova Iorque. Fui conferir a mostra, que exalta dezenas de inovações em acessibilidade, especialmente para o Portal Acesse e tive a oportunidade de ver os 70 produtos desenvolvidos, na última década, para atender as necessidades de pessoas com deficiências físicas, cognitivas e sensoriais.

 

Confira algumas das inovações em acessibilidade

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Coleção de próteses estilizadas para membros inferiores. Fim da descrição.
Próteses estilizadas para membros inferiores (Foto: Robin Siteneski)

A técnica do desenho de um cachorro deitado na exposição envolve muito mais do que caneta e papel. A autora, Emilie Gossiaux perdeu a visão depois de ter sido atingida por um caminhão ao andar de bicicleta. O museu exalta o desenho e a tecnologia que facilitou sua arte: um aparelho auxiliar de visão chamado Brainport que ajuda Emilie a perceber o contraste entre luz e escuridão traduzindo formas em vibrações que o usuário sente por meio de um aparelho na língua.

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Relógios adaptados para pessoas com Parkinson. Fim da descrição.
Relógio para pessoas com Parkinson (Foto: Robin Siteneski)

A melhora no traço de Emma Lawton também é revelada. Diagnosticada com Parkinsons, aos 29 anos de idade, ela empresta o nome para o dispositivo que a auxilia. O Relógio Emma emite uma vibração que estabiliza o pulso do usuário. O efeito do aparelho, desenvolvido pela Microsoft, é demonstado em dois bilhetes escritos por Emma com e sem o auxílio do dispositivo: “Não vai ser perfeito… Mas, meu Deus, é melhor.”

 

Acessibilidade na moda

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na vertical. Jaquetas com adaptação para pessoas com deficiência física. Fim da descrição.
Jaquetas com adaptação para pessoas com deficiência física (Foto: Robin Siteneski)

A mostra exemplifica como os consumidores com deficiência reagem quando o design não acompanha o gosto deles. Matthew Walzer tinha dificuldades para colocar e amarrar os sapatos por causa de paralisia cerebral.

O adolescente queria usar calçados estilosos ao entrar na faculdade e escreveu para a Nike reclamando. A empresa respondeu criando uma linha de tênis chamada FlyEase (Voe Fácil, em tradução livre). O velcro no lugar dos cadarços e a trazeira fechada com um zipper foram a solução para Matthew.

Os tênis são vendidos no país inteiro, sem especificação de que foram criados a pedido de um usuário com necessidades específicas.

E essa parece ser uma tendência exposta no Cooper Hewitt: a Tommy Hilfinger comercializa camisas com imãs atrás dos botões e a rede de supermercados Target tem jaquetas que podem ser fechadas com velcro embaixo dos braços.

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na vertical. Imagem do aparelho auditivo estilizado com Swarovisk. Fim da descrição.
Aparelho auditivo com Swarovski (Foto: Robin Siteneski)

Outros exemplos de como a moda tem tudo a ver com acessibilidade são as aparelhos auditivos cobertos com cristais Swarovski e as próteses de pernas cheias de estilo produzidas pela Alleles.

 

Acessibilidade na comunicação

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Detalhe de uma prótese estilizada para membros superiores. Fim da descrição.
Prótese para membros superiores (Foto: Robin Siteneski)

As invenções para facilitar a vida dos clientes com deficiência beneficiam a todos. Esse é o caso do aplicativo para celulares AcessNow, criado por Maayan Ziv. Ela, que tem distrofia muscular e é cadeirante, não encontrava informações sobre acessibilidade urbana, especialmente em prédios e calçadas. O AcessNow permite que qualquer pessoa informe sobre a acessibilidade de locais públicos e edfícios. A informação é tão útil para Maayan como para qualquer um que esteja empurrando um carrinho de bebê.

A tecnologia avança à medida em que designers percebem que todo mundo terá alguma necessidade específica em algum momento da vida, seja em mobilidade ao quebrar uma perna ou na cognição com o avanço da idade.

Dois protótipos futuristas expostos na mosta em Nova Iorque apontam para um futuro mais inclusivo. O protótipo de um traje que alinha motores e baterias aos grupos musculares parece ser vestuário de um filme de ficção científica.

Mas investidores que já apostaram mais de 10 milhões de dólares na Superflex Aura Powered Suit levam a ideia a sério. Já a SoundShirt traduz a experiência de ouvir música para quem tem deficiência audição, por meio de 16 sensores, que correspondem a cada parte de uma orquestra (percusão, cordas…), fazendo com que a música seja sentida através de impulsos elétricos.

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na vertical. Nova proposta para o símbolo da deficiência física. Fim da descrição.
Nova proposta para símbolo da deficiência física (Foto: Robin Siteneski)

A percepção das pessoas com deficiência também é tema dos designers. Uma campanha busca modificar o tradicional símbolo de acessibilidade substituindo a figura sentada em uma cadeira de rodas sobre um fundo azul.

No novo ícone, o cadeirante com o torso inclinado para frente e o braço esticado indicam movimento e ação ao invés da passividade criticada no desenho anterior.

Não que quem visite a Acess+Ability (literalmente, Acesso+Habilidade) precise mudar de prespectiva. A exposição, que fica em cartaz até o dia 3 de setembro, toma conta de provar que pessoas com deficiência prometem impulsionar a vanguarda do design!

 

 

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