Inclusão educacional: Flexibilização e adaptação curricular

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Uma menina está sentada em uma sala, com objetos coloridos. Ela está fazendo uma atividade em um caderno. Fim da descrição.
Especialista avalia a adaptação curricular para promover a inclusão educacional (Photo by pan xiaozhen on Unsplash)

Por: Roseli Olher*

Apesar dos inegáveis avanços na educação inclusiva no Brasil, muitos educadores ainda manifestam insegurança ou pouco conhecimento em relação ao processo de inclusão educacional de alunos com deficiência intelectual, principalmente no que diz respeito à aprendizagem. A presença desses estudantes em sala de aula revela que ainda temos muito a aprender sobre o que é, de fato a inclusão, principalmente no contexto das práticas pedagógicas.

Será que a origem do problema está nas características desses alunos ou no nosso modo de entender e fazer educação? O que são, afinal, as tais adaptações curriculares, quando o assunto é a inclusão dessas crianças e adolescentes?

Flexibilização e adaptação curricular são possibilidades educacionais para dar suporte às dificuldades de aprendizagem. Pressupõe que se realize adaptação curricular, quando necessário, para torná-la apropriada às peculiaridades dos alunos com deficiência. Não é um novo currículo, mas sim um currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação, para que atenda realmente a todos.

Para tal, é importante que o professor se detenha em algumas questões: participação de todos, objetivo a ser atingido, apoio e adaptação (quando necessários), considerar diferentes formas de registro e consequentemente de avaliação, potencializando as habilidades que o aluno apresenta.

As adaptações curriculares são de extrema importância para o aluno com deficiência, quando necessário, favorecendo o rompimento das barreiras que o impedem de participar das atividades e se desenvolver nos ambientes educacionais.

A APAE DE SÃO PAULO, por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE), oferece aos alunos atividades voltadas para o uso de tecnologias assistivas e práticas pedagógicas diversificadas, com o objetivo de promover o seu desenvolvimento integral. A organização realiza também a articulação com as escolas regulares por meio de discussões com os professores e gestores, para contribuir na reflexão sobre possíveis mudanças nas práticas pedagógicas, de modo a favorecer a participação e o aprendizado dos alunos.

 

Algumas sugestões de estratégias para o desenvolvimento das práticas pedagógicas na educação inclusiva:

  • Posicionamento do aluno em sala de aula
  • Facilitar a compreensão de ordens
  • Não falar de costas, procurar manter o contato visual
  • Uso da rotina
  • Planejamento do espaço e do tempo
  • Utilizar apoio visual, auditivo e materiais concretos

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato quadrado. A especialista em educação Roseli Olher. Ela é uma mulher morena, com cabelos curtos. Está sorrindo.
Foto: Arquivo pessoal

*Roseli Olher é pedagoga pela Universidade Mogi das Cruzes, com pós-graduação em Educação Especial pela Universidade São Judas Tadeu. Atua na área da deficiência intelectual há 30 anos. É orientadora pedagógica do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da APAE DE SÃO PAULO e ministra palestras sobre Educação Inclusiva e o Atendimento Educacional Especializado.

 

 

 

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